<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368</id><updated>2012-02-11T04:05:47.531-04:00</updated><category term='Teologia do NT'/><category term='Catecismos'/><category term='Cristologia'/><category term='Teologia pastoral'/><category term='Casamento'/><category term='Divórcio'/><category term='Resenha'/><category term='História da Igreja'/><category term='Justiça'/><category term='Decálogo'/><category term='Teonomia'/><category term='Arminianismo'/><category term='Apologética'/><category term='Missões'/><category term='Credo'/><category term='Soteriologia'/><category term='Presbiterianismo'/><category term='Liberalismo Teológico'/><category term='Espiritualidade'/><category term='Introdução à Teologia'/><category term='Predestinação'/><category term='Introdução ao AT'/><category term='Teologia Contemporânea'/><category term='Escatologia'/><category term='Pentecostalismo'/><category term='Puritanos'/><category term='Eclesiologia'/><category term='Confissões'/><category term='História da Teologia'/><category term='Hermenêutica'/><category term='Teologia Exegética'/><category term='Amyraldianismo'/><category term='Cosmovisão'/><category term='Teologia Bíblica'/><category term='Família'/><category term='Oração'/><category term='Neo-ortodoxia'/><category term='Teologia Sistemática'/><category term='Grego'/><category term='Biografia'/><category term='Ecumenismo'/><category term='Discipulado'/><category term='Pneumatologia'/><category term='Igreja Católica Romana'/><category term='Teontologia'/><category term='Antropologia'/><category term='Bibliologia'/><category term='Aconselhamento Cristão'/><category term='Pós-modernismo'/><category term='Batismo'/><category term='Filosofia'/><category term='Ética'/><category term='Calvinismo'/><category term='Jejum'/><category term='Providência de Deus'/><category term='Teodicéia'/><category term='Teologia do AT'/><category term='Psicologia da Religião'/><title type='text'>Estudantes de Teologia</title><subtitle type='html'>O labor teológico de quem se preocupa em oferecer a sistematização e aplicabilidade das Escrituras para a proclamação do Reino de Deus</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>178</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-591342424805434436</id><published>2012-02-09T08:29:00.000-04:00</published><updated>2012-02-09T08:51:10.991-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmovisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aconselhamento Cristão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apologética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discipulado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presbiterianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>O que é discipulado?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GVejZdkKuRk/TzO24bKeKdI/AAAAAAAAAp8/kJ56-bdS7-E/s1600/estudogrupo.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="133" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-GVejZdkKuRk/TzO24bKeKdI/AAAAAAAAAp8/kJ56-bdS7-E/s200/estudogrupo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A Igreja necessita resgatar o discipulado. Tanto um conceito, como uma prática correta de discipulado evidenciará a saúde espiritual da igreja. Creio que sem um discipulado intencional, organizado e direcionado a igreja local estará sujeita a diversas enfermidades. Quando pessoas não são levadas a pensar conforme as Escrituras elas pensam como o mundo. O pastor luterano Dietrich Bonhoeffer com tristeza notou que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;em tudo que segue, queremos falar em nome de todos aqueles que estão perturbados e para os quais a palavra da graça se tornou assustadoramente vazia. Por amor a verdade, essa palavra tem que ser pronunciada em nome daqueles de entre nós que reconhecem que, devido à graça barata, perderam o discipulado de Cristo, e, com o discipulado de Cristo, a compreensão da graça preciosa. Simplesmente por não querermos negar que já não estamos no verdadeiro discipulado de Cristo, que somos, é certo, membros de uma igreja ortodoxamente crente na doutrina da graça pura, mas não membros de uma graça do discipulado, há que se fazer a tentativa de compreender de novo a graça e o discipulado em sua verdadeira relação mútua. Já não ousamos mais fugir ao problema. Cada vez se torna mais evidente que o problema da Igreja se cifra nisso: como viver hoje uma vida cristã.[1]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O discipulado não é um programa. Nem mesmo deveria ser confundido com uma série de estudo de lições bíblicas. Não é um curso de iniciação doutrinária que ocorre em encontros semanais. Como também não é um novo sistema de culto nos lares. Embora o discipulado recorra a organização de um programa, o estudo seqüenciado de lições doutrinárias, e aconteça em encontros semanais ele é um princípio de formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser discípulo é muito mais do que ser um mero aprendiz temporário. M. Bernouilli observa que “o discípulo tem em comum com o aluno o fato de receber um ensino, mas o primeiro compromete-se com a doutrina do mestre.”[2] Mas ser discípulo não se resume ao exercício intelectual “é importante reconhecer que a chamada para ser discípulo sempre inclui a chamada para o serviço.”[3] Percebe-se que duas palavras-chave estão presentes na ideia de discipulado: compromisso e serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Sittema nos lembra que discipular é “reproduzir a si mesmo e sua fé na vida de outros.”[4] Evidentemente não podemos confundir algo simples, mas essencial: o Senhor Jesus exige que façamos discípulos dele e não nossos. Novamente podemos citar Sittema observando que “esse processo requer o desenvolvimento de um relacionamento de confiança, de exemplo, de revelação do nosso coração e da nossa fé ao discípulo que, por sua vez deve imitar o padrão de fé do seu mestre.”[5] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição usada por David Kornfield é limitada. Ele afirma que “discipulado é uma relação comprometida e pessoal, onde um discípulo mais maduro ajuda outros discípulos de Jesus Cristo a aproximarem-se mais dEle e assim reproduzirem.”[6] Embora ela seja proveitosa para nos lembrar da relação de compromisso que se estabelece entre as pessoas envolvidas no discipulado, ela coloca a multiplicação como a sua finalidade. A motivação e finalidade do discipulado é a glória de Deus, e é por causa dele, obediência a ele, para que seja conhecido é que discipulamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discipulador não é simplesmente um professor. Ele é alguém que além de informar também coopera na formação espiritual do seu aprendiz, tornando-se referência para o discípulo. Mas, devemos sempre lembrar que nenhum discipulador é modelo de perfeição, mas sim, um modelo de transformação, mostrando que assim como o discípulo, ele também está num processo, que a cada dia subirá um degrau na absorção do caráter de Cristo. Com este sincero objetivo ele poderá identificar-se com o discípulo, seguindo o exemplo de Paulo: “...não que o tenha já recebido, ou tenha obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Fp 3.12, ARA). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discipulado é formar servos com uma cosmovisão cristã. Permita-me dizer que a fidelidade e a relevância do Cristianismo estão na aplicabilidade de todo o evangelho ao ser humano em todas as suas necessidades para a glória de Deus. Pensando na sua relevância, Nancy Pearcey declara que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;o Cristianismo genuíno é mais do que relacionamento com Jesus, tanto quanto se expressa em piedade pessoal, freqüência à igreja, estudo da Bíblia e obras de caridade. É mais do que discipulado, mais do que acreditar em um sistema de doutrinas sobre Deus. O Cristianismo genuíno é uma maneira de ver e compreender toda a realidade. É uma cosmovisão, uma visão de mundo.[7]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Assim, a relevância do discipulado é que nele apresentamos o evangelho refletido e aplicado ao ser humano em todas as esferas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a dúvida é entender o que é cosmovisão comecemos com definições do assunto.  A palavra em si não diz muita coisa, apenas indica que todos têm uma concepção de mundo, ou da realidade, e que a partir de como entendemos, ou interpretamos o que existe assim viveremos, tomaremos decisões, escolheremos, planejaremos, organizaremos os nossos valores éticos, nos relacionaremos com as pessoas, e até mesmo enfrentaremos a expectativa da morte. No entanto, cosmovisão é mais do que exercício mental de sistematizar conceitos e valores, é submeter tudo ao domínio do Senhor Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que estão iniciando no estudo do assunto, ofereço algumas definições que somam em esclarecer o assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“... cosmovisão é primeiro uma explicação e interpretação do mundo, e em segundo lugar, uma aplicação dessa concepção à vida.”  W. Gary Phillips&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;“... é a estrutura de entendimento que usamos para que o mundo faça sentido. A nossa cosmovisão é aquilo que pressupomos. Ela é o modo como olhamos a vida, nossa interpretação do universo, a orientação da nossa alma.”  Philip G. Ryken&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;“... é um conjunto de pressuposições (hipóteses que podem ser verdadeiras, parcialmente verdadeiras ou inteiramente falsas) que sustentamos (consciente ou inconscientemente, consistente ou inconsistentemente) sobre a formação básica do nosso mundo.”  James W. Sire&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;“A visão de mundo enxerga e compreende a Deus, o Criador, e a Sua criação – ou seja, o homem e o mundo – primeiramente através das lentes da revelação especial de Deus, as Santas Escrituras, e depois, por intermédio da revelação natural de Deus na criação, interpretada pela razão humana e reconciliada pela e com a Escritura, para que creiamos e vivamos de acordo com a vontade de Deus, glorificando-O, dessa forma, de mente e coração, desde agora e por toda a eternidade.” John MacArthur Jr.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;“... cosmovisão é um modelo conceitual por meio do qual, consciente ou inconscientemente, afirmamos ou adaptamos tudo o que cremos, e através do qual podemos interpretar e avaliar a realidade.” Ronald H. Nash&lt;/blockquote&gt;Assim, entendemos que fazer discípulos não é apenas levar pessoas para a igreja. Não basta conduzir indivíduos ao evangelho, mas é necessário ensinar como todo o evangelho é necessário para aplicação em todas as esferas da vida. Discipular é ensinar um discípulo a viver - pensar, decidir, interpretar, entreter, construir, agir, relacionar, produzir - com uma mente cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;[1] Dietrich Bonhoeffer, &lt;i&gt;Discipulado&lt;/i&gt; (São Leopoldo, Editora Sinodal, 1995), p. 18. Bonhoeffer (1906-1945) foi um jovem pastor luterano que durante a 2a Guerra Mundial protestou contra o regime Nazista. Foi preso e morto aos 39 anos, num campo de concentração alemão. Durante a sua prisão escreveu várias cartas e livros na área de Teologia Pastoral que foram preservados e, alguns se encontram traduzidos para o português.&lt;br /&gt;[2] J.J. Von Allmen, ed., &lt;i&gt;Vocabulário Bíblico&lt;/i&gt; (São Paulo, ASTE, 1972), pp. 108-109. &lt;br /&gt;[3] Colin Brown, ed., &lt;i&gt;Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento&lt;/i&gt; (São Paulo, Ed. Vida Nova, 1981), vol. 1, p. 666.&lt;br /&gt;[4] John Sittema, &lt;i&gt;Coração de Pastor&lt;/i&gt; (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 2004), p. 173.&lt;br /&gt;[5] John Sittema, &lt;i&gt;Coração de Pastor&lt;/i&gt;, p. 173.&lt;br /&gt;[6] David Kornfield, &lt;i&gt;Série Grupos de Discipulado&lt;/i&gt; (São Paulo, Editora SEPAL, 1994), vol. 1, p. 6.&lt;br /&gt;[7] Charles Colson &amp; Nancy Pearcey, &lt;i&gt;E agora como viveremos?&lt;/i&gt; (Rio de Janeiro, CPAD, 2000), p. 33&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-591342424805434436?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/591342424805434436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=591342424805434436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/591342424805434436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/591342424805434436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/02/igreja-necessita-resgatar-o-discipulado.html' title='O que é discipulado?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GVejZdkKuRk/TzO24bKeKdI/AAAAAAAAAp8/kJ56-bdS7-E/s72-c/estudogrupo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-6153168734018646406</id><published>2012-02-07T14:27:00.000-04:00</published><updated>2012-02-07T14:27:42.110-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soteriologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Discipulado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presbiterianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Compromisso de discipulador</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4Dt8nIK_qTI/TzFrKLupntI/AAAAAAAAApw/HvTXcSYSjd4/s1600/Estudo%2Bem%2Bgrupo.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="158" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-4Dt8nIK_qTI/TzFrKLupntI/AAAAAAAAApw/HvTXcSYSjd4/s200/Estudo%2Bem%2Bgrupo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;1. Em obediência a grande comissão ordenada por nosso Senhor Jesus, comprometo-me em fazer discípulos tendo Cristo como mestre (Mt 28:18-20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Comprometo-me em estudar as Escrituras a fim de estar preparado a dar razão da nossa fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Disponho-me ensinar a Palavra de Deus com integridade de vida e fidelidade à verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Quando não souber a resposta de qualquer questão que seja, não tentarei inventar uma, mas com humildade buscarei aprender para ensinar somente a verdade, pois, também sou discípulo e estou no processo do saber em amor e temor do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Creio que ao discipular apresento o evangelho da salvação aos eleitos de Deus proporcionando a oportunidade para que o Espírito Santo aplique a graça irresistível. Evangelizar é compartilhar Jesus, no poder do Espírito, deixando os resultados para Deus, visando uma reeducação para uma vida transformada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Comprometo-me ser exemplo de transformação de vida para os meus discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Assumo a responsabilidade de comunicar-lhes a visão de discipulado: um discípulo formando discípulos para Cristo Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Acredito que cada vida a mim confiada é importante para Deus. Meu objetivo não é aumentar o número de membros da minha igreja, mas, conduzir o discípulo a aumentar o seu amor por Cristo como o seu Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. No que estiver ao meu alcance tentarei instruir e aconselharei o meu discípulo em suas dúvidas e problemas, guardando sigilo e preservando a sua dignidade. Entretanto, o que não souber resolver encaminharei ao pastor para um acompanhamento adequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Submeto-me às autoridades de nossa igreja, enquanto elas permanecerem fiéis à Escritura Sagrada, reconhecendo serem instituídas por Deus para o meu bem e de todo o Corpo de Cristo sob os seus cuidados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-6153168734018646406?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/6153168734018646406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=6153168734018646406' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6153168734018646406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6153168734018646406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/02/1.html' title='Compromisso de discipulador'/><author><name>Ewerton B. 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As palavras &lt;i&gt;circumincessio&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;circumcessio&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;circumssion&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;perichoresis&lt;/i&gt;, e &lt;i&gt;coinherence&lt;/i&gt; são termos técnicos para a mútua relação das Pessoas: o Pai no Filho, e o Filho nEle (Jo 10:38; 14:10-11, 20; 17:21); e ambos no Espírito, e o Espírito neles (Rm 8:9). Ver Jesus é ver o Pai (Jo 14:9), porque Ele e o Pai são um (10:30). Após Jesus deixar a terra, ele "viria" no Espírito para estar com o Seu povo (14:18). Todas as três pessoas estão envolvidas em todas as obras de Deus da Criação. Como temos observado o Pai (Gn 1), o Filho (Jo 1:3; Cl 1:16), e o Espírito (Gn 1:2; Sl 104:30) estão envolvidos na obra da criação. O mesmo é verdade quanto à providência, e, do mesmo modo a redenção o juízo final. Isto não significa que as três pessoas atuam da mesma forma nestes eventos. O Pai, e não o Filho, enviou Jesus ao mundo para redimir o Seu povo; o Filho, e não o Pai, ou o Espírito, encarnou para morrer sobre a cruz pelos nossos pecados. De fato, no momento da morte, Ele estava, do mesmo modo misterioso, desamparado pelo Seu Pai (Mc 15:34). O Espírito, e não o Pai nem o Filho, veio sobre a Igreja com poder no dia de Pentecostes (enviado pelo Pai e pelo Filho [Jo 14:15-21]), apesar do Filho vir à nós pelo Espírito. De acordo com 1 Pe 1:1-2, o Pai é o único que predetermina, o Filho é o único que asperge o sangue, e o Espírito é o único que santifica. Esta é uma generalização acerca das diferentes tarefas das Pessoas da Divindade: o Pai planeja, o Filho executa e o Espírito aplica. Mas, de acordo com Pedro não existe aqui a descrição de uma precisa divisão da obra. Ele reconhece que todos os eventos exigem a concorrência de todas as três pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de John M. Frame, &lt;i&gt;The Doctrine of God&lt;/i&gt;, págs. 693-694.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-4533630075335279249?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/4533630075335279249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=4533630075335279249' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4533630075335279249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4533630075335279249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/02/como-se-relacionam-as-pessoas-da.html' title='Como se relacionam as Pessoas da Trindade?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9XLNy-Q6pIM/TyjQWY9x63I/AAAAAAAAApk/mWj1I7pJwb0/s72-c/trindade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-3140829661677751992</id><published>2012-01-31T02:46:00.001-04:00</published><updated>2012-01-31T08:30:47.615-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmovisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soteriologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Predestinação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><title type='text'>Por que evangelizo?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3skgpzZ8_pw/TyeMz6Z5H4I/AAAAAAAAApM/s8fgbj4d2jc/s1600/wesleypregando.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="170" width="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-3skgpzZ8_pw/TyeMz6Z5H4I/AAAAAAAAApM/s8fgbj4d2jc/s200/wesleypregando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Creio que devemos pregar o evangelho a todos, e chamá-los ao genuíno arrependimento dos seus pecados, mas nunca dizer que Deus tem sinceramente a intenção de salvar a todos. É dever de todo ser humano se arrepender dos seus pecados, porque Deus é santo e perfeito, e nos criou para manifestar a Sua glória. Por isso, devo anunciar o senhorio de Cristo Jesus sobre todos, e ordená-los que se voltem para Ele, porque estão separados de Deus pelo pecado. Uma definição do que é evangelizar nesta introdução seria útil, assim creio que evangelizar é apresentar o Senhor Jesus [pessoa e obra], no poder do Espírito Santo, deixando os resultados para Deus o Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prego o evangelho por alguns motivos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Por amor à glória de Deus. Anunciar a sua majestade, soberania, os seus feitos como Criador, Provedor e Redentor. O próprio B.B. Warfield comentou certa vez que "Deus não é retratado na Escritura como perdoando o pecado porque Ele realmente se importe com o pecado. Nem porque Ele seja tão exclusivo ou predominantemente o Deus de amor, como se os outros atributos diminuissem pelo desuso na presença de Sua infinita bondade. Pelo contrário, Ele é retratado como libertando o pecador de sua culpa e corrupção porque Ele se compadece das criaturas da sua mão, envoltas em pecado, com uma intensidade que nasce da veemência da sua santa ira contra o pecado e sua justa determinação de visitá-lo com uma intolerante retribuição; de modo que conduz por uma completa satisfação pela a sua infinita justiça e santidade, como pelo seu ilimitado amor por Si mesmo."[1] O evangelho não é pregado por causa da criatura caída, mas por causa da glória de Deus. O evangelho fala dos atributos de Deus, dos poderosos feitos do Senhor revelados em Cristo que reconcilia, pelo Seu gracioso perdão pecadores arrependidos e atraídos pelo Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Porque Cristo é o mediador da nova aliança. E sob a administração do Seu senhorio, Ele exige que o Seu reino seja anunciado como inaugurado entre as nações. Ele veio para assumir o Seu reino e manifestar as riquezas da sua graça àqueles que o Pai Lhe deu. A proclamação do evangelho a todas as nações indica a abrangência do reino de Cristo que alcança os seus súditos de diferentes etnias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Por crer, segundo as Escrituras, que é o meio ordinário que Deus usa para chamar eficazmente os seus eleitos aplicando a graça salvadora por obra do Espírito Santo. Deus determinou antes da fundação do mundo quem e como seriam salvos aqueles que Ele escolheu. A pregação do evangelho é indispensável no chamando universal dos eleitos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Porque o Espírito Santo implanta em mim um amor de treinar pelo discipulado, e assim descobrir os eleitos, alegrando-me em sua transformação pela maravilhosa graça salvadora. O Senhor Jesus ordena que devo ser testemunha da Sua misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso em minha prática de evangelização:&lt;br /&gt;1. Ordeno ao pecador, sob a autoridade do evangelho de Cristo, que ele se arrependa e despreze os seus pecados porque são infinitamente ofensivos a santidade de Deus, e a justiça divina sentencia o pecado com condenação eterna!&lt;br /&gt;2. Apresento Cristo que é a única, suficiente e perfeita satisfação substitutiva que Deus proveu para Si mesmo, que ofereceu a Si mesmo como sacrifício ao Pai, e sobre Si recebeu a ira, sofrendo as agonias do inferno sobre a cruz, a nossa condenação.&lt;br /&gt;3. Exorto ao ouvinte que creia, receba e submeta-se a Cristo como o seu Senhor, encontrando nEle o perdão dos seus pecados, a reconciliação com o Pai, a satisfação e o propósito de sua vida que é glorificá-Lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não recorro a paradoxos lógicos nem ao que alguns chamam de antinomia para explicar o dever de pregar o evangelho a todos os homens. Aos que pensam que Deus está oferecendo o seu amor indistintamente a todos os pecadores, recomendo a leitura do esclarecedor &lt;a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2009/10/deus-odeia-o-pecado-mas-ama-o-pecador-e.html"&gt;artigo&lt;/a&gt; do Pb Solano Portela. Se o evangelho que prego diz que Deus ama a todos e sinceramente desejando salvar sem exceção a todos, posso concluir que:&lt;br /&gt;1. Ele não seria soberano, porque muitos se perderão, e o seu propósito de salvar seria frustrado.&lt;br /&gt;2. O Seu amor seria frouxo e não passaria de sentimentalismo ineficaz limitado pela dureza e rebeldia do pecador contumaz.&lt;br /&gt;3. A autoridade absoluta do evangelho deveria ser questionada por ter promessas de salvação feitas e não cumpridas.&lt;br /&gt;4. A relação de Deus com o pecador seria no mínima confusa, por amá-lo e odiá-lo simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço apelos, nem apelações em meus sermões, nem na prática de evangelização pessoal. Não lhes digo, por consciência, que Deus os ama a ponto de sinceramente ter a intenção de salvá-los, mas lhes advirto com solene seriedade que a ira de Deus permanece sobre eles, enquanto não se arrependerem e não se voltarem para Cristo (Jo 3:36; Ef 2:3). Não concordo com John Murray e Ned B. Stonehouse quando declaram que "há em Deus uma benevolente amabilidade pelo arrependimento e salvação daqueles que Ele não decretou salvar. Este beneplácito, vontade, desejo é expresso no chamado universal para o arrependimento...  A plena e livre oferta do evangelho é uma graça entregue sobre todos. Tal graça é necessariamente uma manifestação de amor ou amabilidade no coração de Deus, e esta amabilidade  é revelada para ser cárater ou gênero que corresponde a graça entregue. A graça oferecida não é menos do que a salvação em sua riqueza e plenitude. O amor ou amabilidade que repousa desta oferta não é menos; ele é a vontade para a salvação. Em outras palavras, é Cristo em toda a glória de sua Pessoa e na perfeição de sua completa obra a quem Deus oferece no evangelho. O amor e a vontade benevolente que é a fonte daquela oferta e que fundamenta a sua veracidade e realidade é a vontade para possessão de Cristo e a alegria da salvação que reside nele.”[2] Não posso dizer para um possível réprobo que Deus tem a intenção sincera de salvá-lo! Neste caso, eu estaria dizendo toda a verdade? A minha pregação ou testemunho do evangelho deve ser feito sem criar falsa esperança em quem nunca se converterá. A promessa de perdão é aos que crerem em Cristo Jesus, e somente eles, experimentarão o amor de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] Benjamin B. Warfield, "God" in: &lt;i&gt;Works of B.B. Warfield&lt;/i&gt;, vol.9, pág. 112.&lt;br /&gt;[2] John Murray e Ned B. Stonehouse, &lt;i&gt;The Free Offer of the Gospel&lt;/i&gt;, p. 27.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-3140829661677751992?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/3140829661677751992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=3140829661677751992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3140829661677751992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3140829661677751992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/por-que-evangelizo.html' title='Por que evangelizo?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3skgpzZ8_pw/TyeMz6Z5H4I/AAAAAAAAApM/s8fgbj4d2jc/s72-c/wesleypregando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-3244014268275188946</id><published>2012-01-13T20:27:00.000-04:00</published><updated>2012-01-13T20:31:01.638-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neo-ortodoxia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pós-modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hermenêutica'/><title type='text'>A Teologia da Esperança: Jürgen Moltmann</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-z9cmSAy3lHc/TxDJqAlO9pI/AAAAAAAAAow/keZrpO_Fuf0/s1600/jurgen-moltmann.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="144" src="http://1.bp.blogspot.com/-z9cmSAy3lHc/TxDJqAlO9pI/AAAAAAAAAow/keZrpO_Fuf0/s200/jurgen-moltmann.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Escrito por Paul P. Enns&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DA TEOLOGIA DE MOLTMANN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jürgen Moltmann (1926 - ) tornou-se famoso na década de 1960. Moltmann conheceu o filósofo marxista Ernst Bloch na Universidade de Tubinga e, este muito influenciou a teologia de Moltmann. Naqueles anos houve diálogo entre cristãos e marxistas em Tubinga que afetou a alguns jovens. Foi a raiz desta interação com os marxistas que Moltmann escreveu a sua Teologia da Esperança.[1] O livro é produto de um estudo bíblico que focaliza na esperança cristã do futuro. Tais teses continuaram o seu desenvolvimento em &lt;i&gt;Religion, Revolution and the Future&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Scaer observa que “para Moltmann o princípio hermenêutico é a escatologia e, a esperança é o tema principal na Bíblia.”[2] Mas, para Moltmann a igreja dá forma ao futuro e proporciona esperança por meio da interação social, particularmente a favor dos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AFIRMAÇÕES DOUTRINÁRIAS DA TEOLOGIA DE MOLTMANN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teologia de Moltmann pode ser resumida da seguinte maneira.[3] Deus é parte do processo do tempo, em direção ao futuro. Portanto, não é absoluto, está a caminho do futuro, onde se cumprirão as suas promessas. O futuro é a natureza essencial de Deus. A ressurreição de Jesus Cristo enquanto um evento histórico não tem nenhuma importância. A importância na ressurreição de Cristo é escatológica e deve ser vista na perspectiva do futuro, porque dá a esperança de uma ressurreição geral. Em lugar de olhar a partir duma tumba vazia em direção ao futuro, Moltmann sugere olhar o futuro porque este legitima a ressurreição de Cristo. O homem também deve perceber-se na perspectiva do futuro. Ele diz que “o homem somente pode entender-se com referência à história continuamente em desenvolvimento em relação com o futuro de Deus.[4] A solução para o homem é associar-se com Deus que “se apresenta sempre que a humanidade se despreza ou brutaliza.” Moltmann o chama de teologia da cruz. O homem participa nesta teologia da cruz aceitando que os desafios da vida são momentos futuros que se rompem no presente.”[5] O homem deve participar ativamente na sociedade para transformá-la. Devem eliminar as diferenças de “raças, classes, status e igrejas nacionais.”[6] A igreja tem a capacidade de moldar o futuro e deve pregar para transformar a sociedade.[7] A igreja deve ver além da salvação “pessoal” para desafiar todas as barreiras e estruturas entre diferentes pessoas.[8] A igreja é o instrumento de Deus para a mudança, para reconciliar aos ricos com os pobres, as raças e as estruturas artificiais. A revolução pode ser um dos meios para que a igreja introduza mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AVALIAÇÃO DA TEOLOGIA DE MOLTMANN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jürgen Moltmann nega a compreensão normal da história por causa da sua ênfase no futuro. Rejeita o significado da historicidade da ressurreição de Cristo. Dada a sua alienação da história com a escatologia, nega o verdadeiro significado da história e dos eventos históricos. Moltmann nega a imutabilidade de Deus (Ml 3:6), e sugere que Deus não é absoluto, senão que “se move para o futuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência do Marxismo e do “Marxismo cristão” de Ernst Bloch é evidente em seu conceito de mudar a sociedade. Sem dúvida alguma, grande parte da Teologia da Libertação tem as suas raízes na teologia da revolução e da mudança social de Moltmann. Tal transformação não se alcançará pela salvação individual, a não ser que a igreja confronte a sociedade com estas injustiças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança futura de Moltmann também está ligada ao humanismo otimista e com a filosofia hegeliana: vê o caos no passado (tese), esperança no futuro (antítese) e a necessidade de que os atos presentes efetuem mudanças (síntese). Em resumo, Moltmann deve muito mais a Karl Marx do que às Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] Publicado no Brasil como Jürgen Moltmann, &lt;i&gt;Teologia da Esperança&lt;/i&gt; (). Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[2] David Scaer, “Theology of Hope” in Stanley N. Gundry &amp; Alan F. Johnson, eds., &lt;i&gt;Tensions in Contemporary Theology&lt;/i&gt; (Chicago, Moody, 1976), p. 210.&lt;br /&gt;[3] Para um resumo da teologia de Moltmann veja Scaer, “Theology of Hope”, pp. 212-218 e Harvie M. Conn, &lt;i&gt;Contemporary World Theology&lt;/i&gt; (Nutley, Presbyterian &amp; Reformed, 1974), pp. 59-65.&lt;br /&gt;[4] Scaer, “Theology of Hope”, p. 212.&lt;br /&gt;[5] Ibidem, p. 213.&lt;br /&gt;[6] Jürgen Moltmann, &lt;i&gt;The Experiment Hope&lt;/i&gt; (Philadelphia, Fortpress, 1975), p. 117.&lt;br /&gt;[7] Conn, &lt;i&gt;Contemporary World Theology&lt;/i&gt;, p. 62.&lt;br /&gt;[8] S.M. Smith, “Hope, Theology of”, in Walter A. Elwell, ed., &lt;i&gt;Evangelical Dictionary of Theology&lt;/i&gt; (Grand Rapids, Baker, 1984), p. 533.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de Paul P. Enns, &lt;i&gt;Compendio Portavoz de Teología&lt;/i&gt; (Grand Rapids, Portavoz, 2010), pp. 617-618.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-3244014268275188946?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/3244014268275188946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=3244014268275188946' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3244014268275188946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3244014268275188946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/teologia-da-esperanca-jurgen-moltmann.html' title='A Teologia da Esperança: Jürgen Moltmann'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-z9cmSAy3lHc/TxDJqAlO9pI/AAAAAAAAAow/keZrpO_Fuf0/s72-c/jurgen-moltmann.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-1682346650304814666</id><published>2012-01-12T00:31:00.001-04:00</published><updated>2012-01-12T00:36:02.100-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Exegética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmovisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bibliologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hermenêutica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antropologia'/><title type='text'>Desmitologização - A mensagem de Rudolf Bultmann</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--HQkWqbEQsg/Tw5h8mRNoZI/AAAAAAAAAoE/Ql8aAvvpo_k/s1600/Bultmann.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="162" src="http://4.bp.blogspot.com/--HQkWqbEQsg/Tw5h8mRNoZI/AAAAAAAAAoE/Ql8aAvvpo_k/s200/Bultmann.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Escrito por Harvie M. Conn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das palavras-chave para entender a teologia do século XX é “desmitologização”. Rudolf Bultmann tornou este termo famoso quando o introduziu num ensaio em 1941.[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto deste conceito na Europa foi enorme. E, se bem que em alguns aspectos a atualmente a Alemanha não demonstra interesse por este conceito como antes, o interesse está aumentando nos EUA e na Ásia.[2] A ideia recebeu novo estímulo quando o bispo John Robinson da Inglaterra a popularizou em seu livro &lt;i&gt;Honest to God&lt;/i&gt; (1963).[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível sintetizar todo o pensamento de Bultmann nesta palavra. No capítulo anterior tratamos de indicar outra parte muito importante da atual influência de Bultmann.[4] Todavia, o programa de desmitologização é sem dúvida uma parte importante da teologia deste professor e, a parte que continua ainda hoje a mais controvertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O centro do programa de desmitologização é a afirmação de Bultmann de que no NT se encontram duas coisas: 1) o evangelho cristão; e, 2) a cosmogonia do século I de índole mitológica. A essência do evangelho, que era o que Bultmann chama de kerygma (transliteração da palavra grega que significa “o conteúdo do que se prega”), é a entranha irredutível que devemos apresentar aos nossos contemporâneos e o que devemos crer. Todavia, o homem moderno não pode aceitar a moldura mítica que envolve a essência do evangelho. Por isso, “a teologia deve empreender a tarefa de despojar o kerygma da casca mitológica a envolve.[5] Segundo Bultmann esta “casca mitológica” não é cristã de modo algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O “mito” para Bultmann é a racionalização indiferenciada de uma época pré-científica.[6] o propósito do mito é expressar o modo como o homem se vê, não apresentar um quadro objetivo do mundo. O mito emprega imagens e termos emprestados deste mundo para expressar estas convicções da cosmovisão que o homem tem de si mesmo. Deste modo, no século I, o judeu entendia o seu mundo como um sistema aberto a Deus e aos poderes sobrenaturais. No século I se cria que o universo tinha três níveis, acima estava o céu, no meio a terra, e embaixo o inferno. Bultmann afirma que esta é a cosmovisão que se encontra na Bíblia. A ordem natural que se vê perturbado por intervenções sobrenaturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Segundo Bultmann, esta transformação mítica do mundo também foi utilizada para transformar a mensagem acerca de Jesus. A pessoa histórica de Jesus se converteu muito cedo, num mito no Cristianismo primitivo e, por isso, “Bultmann argumenta que o conhecimento histórico acerca de Jesus não tem importância para a fé cristã.”[7] É este mito que é apresentado no quadro do NT acerca de Jesus. Afirma-se que os fatos históricos a respeito de Jesus foram transformados numa história mítica de um ser divino preexistente que se encarnou e expiou com o seu sangue os pecados dos homens, ressuscitou dentre os mortos, ascendeu ao céu e, segundo se cria, regressaria em breve para julgar ao mundo e iniciar a nova era. Esta história central se estabeleceu, segundo disse, também com históricas miraculosas, acerca de vozes do céu, triunfos sobre demônios, e etc.. Devemos recordar que Bultmann afirma que toda esta apresentação de Jesus no NT não é história, senão mitos, ou seja, as formas de pensar das pessoas que criaram estes mitos intencionavam entender a si mesmas. São mitos que não tem validade para o homem do século XX, que crê em hospitais e não em milagres, em penicilina e não em orações. Para transmitir com eficácia o evangelho ao homem moderno, devemos despojar o NT do mito e colocar em descoberto o propósito original que está oculto por trás do mito. O processo de descobrimento é a “desmitologização”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Este processo não significa negar a mitologia, segundo Bultmann. Significa interpretá-la existencialmente, ou seja, em função da compreensão do homem e de sua própria existência, e em termos que o homem atual possa entender. Bultmann o faz com a utilização dos conceitos do filósofo existencialista alemão Martin Heidegger (1889-).[8] Assim, por exemplo, o suposto mito do nascimento virginal de Cristo afirma-se que é um intento de expressar o significado de Jesus para a fé.  William Hordern Observa que “tais mitos dizem que Cristo nos veio como uma ação de Deus”[9]. A cruz de Cristo não significa a respeito da carga vicária de nossos pecados por Jesus. Tem significado somente como um símbolo de que o homem assume uma nova existência, renunciando a toda segurança material por uma nova vida que se vive apoiada no transcendente.[10]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Em último lugar, Bultmann disse que as características básicas da mitologia do NT se concentram em duas classes de auto-compreensão. Uma é a vida fora da fé e a outra é a vida da fé. Os termos pecado, carne, temor e morte são explicações míticas desta vida fora da fé. Em termos existenciais, se diz que significam vida em escravidão a realidades tangíveis, visíveis que perecem. A vida da fé, por outro lado, significa abandonar esta adesão às realidades tangíveis e visíveis. Significa libertação do próprio passado e abertura para o futuro de Deus. Segundo Bultmann, este é o único significado real da escatologia. A implicação é que o viver escatológico genuíno é viver em constante renovação através da decisão e obediência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bultmann nos ajuda a recordar a necessidade de entender ao homem moderno quando lhe pregamos. E, nos lembra também da necessidade de assegurarmos de que não somente proclamaremos o evangelho com simplicidade, senão que também o apliquemos. Acerca disto, é interessante que estudioso coreanos como o professor Ryu Tong-shik e o Dr Yun Sung-bum utilizam muito a ênfase hermenêutica de Bultmann para apresentar a chamada “indigenização da teologia.”[11] Reconhecem que Bultmann luta com problemas bem semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por várias razões, o nosso juízo da desmitologização deve ser negativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A “desmitologização” tanto como a neo-ortodoxia, deve muito a uma escola filosófica, o Existencialismo, que está em desarmonia com o NT. O enfoque do primeiro está centralizado no homem, enquanto que o outro centraliza-se profundamente em Deus. Ao intentar adaptar essas categorias centradas no homem, no empenho de fazer o NT nos dizer algo a respeito da existência humana, Bultmann não somente se mostra injusto com o caráter teocêntrico do Cristianismo, como também perde o único centro com o qual se pode entender adequadamente o homem em sua essência. O propósito verdadeiro do NT é proclamar que o Deus soberano veio, e que a sua vinda em Cristo foi para restaurar a verdadeira natureza do homem como imagem de Deus. O coração do NT continua sendo não o homem, mas Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A “desmitologização” destrói o fundamento do Cristianismo na história. A religião da Bíblia se converte numa religião baseada em mitos. Herman Ridderbos nota que, segundo Bultmann, Jesus “não foi concebido pelo Espírito Santo, nem nascido da virgem Maria. Embora tenha sofrido sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, mas não desceu ao inferno. Não ressuscitou ao terceiro dia dentre os mortos; nem ascendeu aos céus. Não está assentado à direita de Deus Pai, e não retornará para julgar aos vivos e mortos.”[12] De acordo com Bultmann, estas palavras estão desprovidas de todo significado literal. São mitológicas e, não indicam nenhuma realidade histórica objetiva. Assim é também no caso da Trindade, a expiação substitutiva e a obra do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O Cristianismo primitivo está marcado pelo impacto da pessoa e obra de Cristo. Nenhuma outra explicação pode justificar o nascimento da Igreja e da sua teologia. Mas Bultmann reduz a influência de Jesus à zero. Presume que praticamente todos os registros confiáveis acerca de Jesus caíram destruídos ou suprimidos no breve período que transcorreu entre a sua vida terrena e a pregação do evangelho. Um ceticismo tal é insustentável. Deve-se recordar que Jesus o Mestre, eram maior que a comunidade-discípulo a que ensinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A “desmitologização” do mesmo modo que o liberalismo clássico, conduz a um ceticismo radical acerca do caráter sobrenatural do NT. E, por esta mesma razão, chamam-no de “neo-liberalismo”.[13] O programa de Bultmann exige nada menos do que um repúdio radical do sobrenaturalismo do Cristianismo clássico. Todas as doutrinas às que Bultmann chama de mitos, o NT as chama de fatos. Todo isto está bem de acordo com a ênfase antropocêntrica de Bultmann. Mas se opõe radicalmente ao caráter teocêntrico do NT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A premissa de Bultmann de que a relevância do evangelho será vista claramente pelo homem moderno, ignora a depravação do coração humano. Não é a “desmitologização”, senão que o Espírito Santo, quem poderá dissipar as trevas da incredulidade e capacitar que o pecador veja o evangelho. Apesar de todos os esforços que se faça para aplicar o evangelho, o “homem natural não percebe as coisas que são do Espírito de Deus, porque para ele é loucura” (1 Co 2:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] Rudolf Bultmann, “New Testament and Mythology” in &lt;i&gt;Kerygma and Myth&lt;/i&gt; (London, The Tyndale Press, 1956).&lt;br /&gt;[2] O interesse no Brasil é provocado pela EST de São Leopoldo, instituição teológica da Igreja Luterana de Confissão Luterana, e pela Editora Sinodal que tem publicado em português alguns dos livros de Bultmann. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[3] O autor se refere ao livro de John Robinson, &lt;i&gt;Honest to God&lt;/i&gt; (Philadelphia, Westminster &amp; John Knox Press, 1963). Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[4] O autor se refere ao capítulo IV “Crítica da Forma” – O método de Bultmann, pp. 32-37. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[5] Ibidem, p. 3.&lt;br /&gt;[6] Há uma excelente exposição crítica do conceito de mito de Bultmann no livro de Philip E. Hughes, &lt;i&gt;Scripture and Myth&lt;/i&gt; (London, The Tyndale Press, 1956).&lt;br /&gt;[7] William Hordern, &lt;i&gt; A Layman’s Guide to Protestant Theology &lt;/i&gt;(New York, The Macmillan Co., 1968), p. 201.&lt;br /&gt;[8] A apresentação mais complete da relação entre Heidegger e Bultmann pode-se encontrar em: John Macquarrie, &lt;i&gt;An Existencialist Theology&lt;/i&gt; (London, SCM Press, 1955). Uma crítica reformada desta dependência se encontra em Robert D. Knudsen, “Bultmann” in Philip E. Hugues, ed., &lt;i&gt;Creative Minds in Contemporary Theology &lt;/i&gt;(Grand Rapids, Eerdmans, 1966), pp. 131ss.&lt;br /&gt;[9] William Hordern, &lt;i&gt;A Layman’s Guide to Protestant Theology&lt;/i&gt;, p. 205.&lt;br /&gt;[10] Ridderbos, pp. 23-36.&lt;br /&gt;[11] Kan Ha-bae, pp. 41-42.&lt;br /&gt;[12] Ridderbos, pp. 26-46.&lt;br /&gt;[13] Esta designação forma parte do léxico reformado (conf. Klaas Runia, loc. cit., exemplos de tal uso). O perigo é ocorra de se distinguir demasiadamente os pressupostos de Bultmann dos de Barth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução de Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de Harvie M. Conn, &lt;i&gt; Teología Contemporánea en el Mundo&lt;/i&gt; (Grand Rapids, Libros Desafío, 1992), pp. 38-42.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-1682346650304814666?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/1682346650304814666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=1682346650304814666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1682346650304814666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1682346650304814666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/desmitologizacaoa-mensagem-de-rudolf.html' title='Desmitologização - A mensagem de Rudolf Bultmann'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--HQkWqbEQsg/Tw5h8mRNoZI/AAAAAAAAAoE/Ql8aAvvpo_k/s72-c/Bultmann.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-1766715224824511830</id><published>2012-01-11T11:05:00.000-04:00</published><updated>2012-01-11T11:12:34.043-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neo-ortodoxia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Contemporânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia do NT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Bíblica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>A incompatilidade pastoral com a teologia de Rudolf Bultmann</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-w4iCrCC6onU/Tw2j-tQiK_I/AAAAAAAAAn4/R3uTof4KJII/s1600/bultmann.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="113" width="151" src="http://4.bp.blogspot.com/-w4iCrCC6onU/Tw2j-tQiK_I/AAAAAAAAAn4/R3uTof4KJII/s200/bultmann.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Escritor por R.C. Roberts&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rudolf Bultmann (1884-1976) catedrático de teologia na Universidade de Marburg, Alemanha. Exerceu grande influência durante toda a sua vida como exegeta, teólogo e crítico historiador do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TEOLOGIA DE BULTMANN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associado intensamente com a filosofia nascente e existencialista de Martin Heidegger (1889-1976), Bultmann foi especialmente famoso por sua proposta de que os teólogos “desmistificaram” o Novo Testamento. Em sua obra esta desmistificação consistia em entender que os documentos do NT continham, por uma parte, um paradigma antiquado sobre o mundo de qual deveríamos nos libertar se nós, da geração moderna, se quisermos entendê-lo; e, por outro lado, uma mensagem que necessitamos desesperadamente se queremos ser autênticos seres humanos. Assim, considerava a desmistificação como uma atividade profundamente prática e importante a partir do ponto de vista pastoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo esta interpretação os documentos do NT poderiam falar às pessoas contemporâneas que não crêem numa divisão tripartida do universo, ou na intervenção miraculosa divina em processos naturais, ou na invasão da personalidade (por espíritos celestiais, ou não). Uma vez que se retire o tom mitológico, a mensagem essencial de salvação do NT (o “kerygma”) poderia chegar as pessoas de hoje, incentivando-as a tomar uma decisão e permitindo-lhes “abrirem-se para o futuro”. Segundo a teologia de Bultmann, esta abertura é o que o NT denomina como fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos dizer que a “teologia” de Bultmann é pouco mais que uma análise racional hermenêutica para detectar no NT a antiga filosofia de Heidegger. Essa filosofia é basicamente uma teoria da natureza humana e, diz que todos somos, em essência, necessitados de tomar decisões. Deste modo, é óbvio dizer que tomamos decisões, pois é evidente, que se tem em mente o pensamento de Heidegger na obra de Bultmann e, isto torna o caso mais problemático: se tomamos decisões, nos traímos até o ponto em que nos identificamos com qualquer coisa fixa, aceita, passada, estabelecida, permanente ou objetiva. Por exemplo, se pensamos em Deus como um ser que realmente existe, que escuta nossas orações e que tem um plano para nós, nos identificamos com esse Deus (por exemplo, considerando-nos seus filhos), e isto, não é “autêntico”. Ou, se nos identificamos em termos da biografia objetiva de Jesus Cristo, acentuando o personagem histórico como nosso salvador, então, estamos traindo a nossa verdadeira natureza como tomadores de decisões. Ou, ainda, sejam as que foram nossas virtudes permanentes (paciência, compaixão, coragem, fé, esperança, ou amor), estas não podem constituir o nosso verdadeiro eu; não existimos em nossas disposições, senão que somente em nossos atos e, conseqüentemente, no “momento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é uma característica endêmica dos humanos que violemos nossa natureza ao pensar em nós mesmos em termos do que está fixo, o que perdura e o passado; isto é o que o NT chama de pecado. Ser autentico consiste em estar radicalmente aberto para o “futuro”, entendido no contexto da pura “possibilidade”, de onde não há nada aceito, estabelecido, fixo, etc., de onde nada é metafísico, nem histórico (no sentido padrão do passado) ou psicológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS IMPLICAÇÕES ÉTICAS E PASTORAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são as implicações se colocada em prática a teologia de Bultmann na prática ética e espiritual de uma igreja local? Um pastor ao estilo de Bultmann não faria nada para estimular nos membros de sua igreja as marcas da personalidade de Cristo, nem intentaria exortar à congregação para que se dedicar a buscar uma mudança social. Tal como comenta Bultmann que “a exigência de Deus... não se dirige, nem à formação de um ‘caráter’ nem a conformação de uma sociedade humana” (&lt;i&gt;Theology of the New Testament&lt;/i&gt;, vol. 1, p. 19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo disto se faz evidente partindo do que foi dito: a espiritualidade cristã, segundo Bultmann, supõe dissociar-se das características da personalidade própria ou de qualquer resultado objetivo que possam alcançar os nossos atos. Enraíza puramente na afirmação de que o sujeito é um tomador de decisões e, transcendente de todas essas “atualidades”. O pastor não tem como objetivo a transformação permanentemente das pessoas, senão que em lugar disto apresenta o “kerigma” momento após momento, para suscitar “decisões” que, no instante seguinte, devem refazer ou cair em falta de autenticidade. Bultmann nega diretamente, baseando-se nos princípios de sua teologia, o paradigma cristão clássico, que sustenta que a obra pastoral consiste em fomentar as virtudes cristãs nos membros da congregação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de David J. Atkinson &amp; David H. Field, eds., &lt;i&gt;Diccionário Ética Cristiana &amp; Teología Pastoral &lt;/i&gt;(Barcelona, CLIE, 2004), pp. 283-285.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-1766715224824511830?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/1766715224824511830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=1766715224824511830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1766715224824511830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1766715224824511830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/incompatilidade-pastoral-com-teologia.html' title='A incompatilidade pastoral com a teologia de Rudolf Bultmann'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-w4iCrCC6onU/Tw2j-tQiK_I/AAAAAAAAAn4/R3uTof4KJII/s72-c/bultmann.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-4675328574476450400</id><published>2012-01-10T11:32:00.001-04:00</published><updated>2012-01-10T11:32:12.313-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Romana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apologética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>A doutrina da expiação em Anselmo de Canterbury</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-biM9lnbkNAo/TwxZO_v-bhI/AAAAAAAAAns/uGorCfR6pC8/s1600/Anselmo.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-biM9lnbkNAo/TwxZO_v-bhI/AAAAAAAAAns/uGorCfR6pC8/s200/Anselmo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Escrito por A.G. Vos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anselmo (1033-1109) natural de Aosta, Itália, Anselmo estudou em Bec, Normandia, cidade onde mais tarde tornou-se bispo (1063), e abade (1078). Foi nomeado arcebispo de Canterbury em 1093.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito que animava o pensamento de Anselmo era o objetivo agostiniano de que a fé está em busca do entendimento. Relaciona-se deste modo com Deus no primeiro capítulo de seu &lt;i&gt;Proslogion&lt;/i&gt;: “Desejo compreender em certa medida a tua verdade, que o meu coração crê e ama. Porque não desejo compreender para crer, senão crer para compreender.” Talvez, Anselmo seja conhecido sobretudo pelo seu argumento a favor da existência de Deus, o assim chamado “argumento ontológico” do &lt;i&gt;Proslogion&lt;/i&gt;, que passa do conceito de Deus para a sua realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da teologia Anselmo fez uma importante contribuição para a doutrina da expiação em sua obra &lt;i&gt;Cur Deus Homo&lt;/i&gt; (Por que Deus se fez homem?). Anselmo rejeitou o paradigma conhecido como a teoria do resgate, de que em virtude do pecado humano, o diabo teria “direitos legítimos de propriedade sobre o homem.” O pecado “não é mais do que não dar a Deus o que lhe é devido”, resultando em não lhe concedendo a honra. Não seria justo que Deus cancelasse o pecado sem retribuição pelo pecado; pelo contrário, o que peca deve sofrer um castigo pelo pecado. Sendo a humanidade foi criada por Deus, lhe somos deveremos de tudo, e somos incapazes de fazer expiação por nossos pecados. Somente Cristo assumindo, voluntariamente a natureza humana e morrendo, pode dar a honra que corresponde a Deus. Cristo oferecendo voluntariamente ao Pai o preço por aquilo que ele mesmo não devia, alcança a expiação pela humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de David J. Atkinson &amp; David H. Field, eds., &lt;i&gt;Diccionário Ética Cristiana &amp; Teología Pastoral&lt;/i&gt; (Barcelona, CLIE, 2004), pp. 227-228&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-4675328574476450400?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/4675328574476450400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=4675328574476450400' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4675328574476450400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4675328574476450400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/doutrina-da-expiacao-em-anselmo-de.html' title='A doutrina da expiação em Anselmo de Canterbury'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-biM9lnbkNAo/TwxZO_v-bhI/AAAAAAAAAns/uGorCfR6pC8/s72-c/Anselmo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-928891664528522062</id><published>2012-01-08T12:46:00.000-04:00</published><updated>2012-01-08T12:46:52.526-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arminianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amyraldianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>O ministério pastoral de Richard Baxter</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5MVnyMRyB8Y/TwnHqlnbICI/AAAAAAAAAng/azKjETQAeog/s1600/baxter.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="187" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-5MVnyMRyB8Y/TwnHqlnbICI/AAAAAAAAAng/azKjETQAeog/s200/baxter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Escrito por J.I. Packer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richard Baxter (1615-1691) foi clérigo puritano, autor de várias obras doutrinárias, apologéticas, evangelísticas, éticas, pastorais, eclesiásticas e devocionais. Após um notável ministério pastoral em Kidderminster, Worcestershire, em 1641-1641 e 1667-1671, junto com outras quase 2000 pessoas, Baxter recusou o juramento que comportava a Lei da Uniformidade de 1662, que exigia ao clero britânico que aceitasse e consentisse plenamente com todo o conteúdo do Livro de Oração Comum de 1559. Deste modo, retirou-se do serviço paroquial. Depois se dedicou a escrever incansavelmente, convertendo-se no teólogo britânico mais prolixo da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um autodidata, mas bem conhecedor das obras medievais e patrísticas, assim como a literatura teológica dos séculos XVI e XVII, Baxter se considerava um puritano ortodoxo, e a maior parte de sua teologia o era. Todavia, ensinava que a redenção universal numa perspectiva amiraldiana era o fundamento para o convite universal do evangelho. Sustentava um ponto de vista sobre a justificação baseado em Armínio, entendo-a como uma anistia condicionada à constante obediência a uma nova lei (neonomianismo); e, também um paradigma implicitamente sociniano sobre a coerência do Cristianismo com a teologia natural, que após a sua morte conduziria ao racionalismo unitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, Baxter em relação ao Cristianismo prático não tem comparação. A sua extensa obra de 1673 pretende ensinar aos cristãos como empregar os seus conhecimentos e a sua fé. Em sua obra &lt;i&gt;A Christian Directory&lt;/i&gt; divide em quatro partes: 1. Ética cristã (ou, dos Deveres Particulares); 2. Economia cristã (ou, dos Deveres Familiares); 3. Eclesiástico cristão (ou, dos Deveres da Igreja); 4. Política cristã (ou, dos Deveres Para Com os Governantes e Nosso Próximo). Além do mais, esta obra intenciona explicar como melhorar o grau de ajuda aos outros, e os meios para proporcioná-la cumprindo todos os deveres sociais; como superar as tentações e como escapar de (ou mortificar) todo pecado. Fundamentando-se nas ideias de William Perkins (1558-1602), William Ames (1576-1633), Robert Sanderson (1587-1663) e Jeremy Taylor, Baxter cumpre literalmente o que promete no título de seu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros clássicos devocionais saíram da sua pena. Como por exemplo, &lt;i&gt;The Saints’ Everlasting Rest&lt;/i&gt; escrito em 1650; &lt;i&gt;The Life of Faith&lt;/i&gt;, edição ampliada em 1670; &lt;i&gt;The Divine Life&lt;/i&gt;, escrito em 1664; e &lt;i&gt;Self-Denial&lt;/i&gt;, escrito em 1659; estas obras ampliam alguns aspectos das análises contidas em seu compêndio citado, enquanto que &lt;i&gt;The Reformed Pastor&lt;/i&gt; (1656) constitui uma exposição suprema, tremendamente enérgica e motivadora das exigências espirituais que carrega o ministério pastoral a uma congregação. Os leitores de Baxter, durante mais de três séculos e meio, reconheceram unanimemente a sua maestria como guia para a vida cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de David J. Atkinson &amp; David H. Field, eds., &lt;i&gt;Diccionário de Ética Cristiana &amp; Teología Pastoral &lt;/i&gt;(Barcelona, CLIE, 2004), pp. 267-268.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-928891664528522062?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/928891664528522062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=928891664528522062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/928891664528522062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/928891664528522062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/o-ministerio-pastoral-de-richard-baxter.html' title='O ministério pastoral de Richard Baxter'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5MVnyMRyB8Y/TwnHqlnbICI/AAAAAAAAAng/azKjETQAeog/s72-c/baxter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-1472694280697153986</id><published>2012-01-07T18:21:00.000-04:00</published><updated>2012-01-07T18:22:29.068-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puritanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>A influência literária de John Bunyan</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5t2iDWgW4R4/TwjEpWrLLSI/AAAAAAAAAnU/Y8N_6WLfjEc/s1600/John.Bunyan.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="126" src="http://3.bp.blogspot.com/-5t2iDWgW4R4/TwjEpWrLLSI/AAAAAAAAAnU/Y8N_6WLfjEc/s200/John.Bunyan.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Escritor por B. Batson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Bunyan (1628-1688) caldeireiro, pregador e escritor nasceu em Elstow, próximo de Bedford. Apesar de sua educação oficial ser escassa, possuía uma mente inquiridora e uma imaginação aguda. Durante os primeiros anos da década de 1650 padeceu de várias crises espirituais que mais tarde descreveria graficamente num dos clássicos da autobiografia dos puritanos, &lt;i&gt;Grace Abounding for the Chied of Sinners&lt;/i&gt; (1666). Autor de mais de sessenta livros, Bunyan publicou em 1678 sua famosa alegoria O Peregrino, que durante gerações foi o livro, além da Bíblia, que mais se venera nos lares britânicos, e que ganhou um lugar único dentro da história literária inglesa. A alegoria também canalizou o espírito puritano para a corrente principal da tradição inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo da teologia, Bunyan respaldava essencialmente a tradição calvinista, mas também esteve em dívida com algumas ideias expressas nos escritos de Martinho Lutero, assim como com outras correntes precedentes da tradição separatista. Tem-se classificado Bunyan como um “batista particular da comunhão aberta”; ou seja, ele pensava que Cristo morreu somente pelos eleitos. Na linha de um dos grupos da tradição separatista, manteve uma mente aberta frente às diferentes formas de batismo e, estava disposto a admitir na membresia da igreja aquelas pessoas que se firmavam somente na confissão de fé (daí a sua qualificação de “comunhão aberta”). Bunyan afirmou numa clara exposição de sua teologia em &lt;i&gt;The Doctrine of the Law and Grace Unfolded&lt;/i&gt; (1659).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus trabalhos de prosa se centraram, sobretudo, na teologia, a doutrina, o governo da igreja e a adoração, mas manifestou também interesse pelas implicações do ensino bíblico para a vida espiritual. O livro &lt;i&gt;Christian Behaviour&lt;/i&gt; (1663) que pertence a um grupo numeroso de manuais de conduta muito populares no século XVII, enfatizava a necessidade de que as famílias fossem sólidas, assim como o papel dos pais e sua relação com todos os membros da família, incluindo os empregados. Também defendia um ponto de vista sobre a economia que atacava a ideia de proveito próprio como objetivo principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro livro &lt;i&gt;The Life and Death of Mr Badman&lt;/i&gt; (1680) Bunyan expõe mais detalhadamente o que pensava de questões éticas. Sem debater os temas mais complexos, acentuava vários problemas: maltrato das mulheres, promiscuidade sexual, fraude nos projetos empresariais, moral baseada na cultura como estilo de vida, avareza, extorsão, parcialidade na distribuição dos bens, hipocrisia e compromisso, e os livros que “incendeiam a lascívia carnal”. Para Bunyan a origem de toda mudança social positiva radica na vida de santidade baseada numa sã teologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de David J. Atkinson &amp; David H. Field, eds., &lt;i&gt;Ética Cristiana &amp; Teología Pastoral&lt;/i&gt; (Barcelona, CLIE, 2004), pp. 285-286.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-1472694280697153986?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/1472694280697153986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=1472694280697153986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1472694280697153986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1472694280697153986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/escritor-por-b.html' title='A influência literária de John Bunyan'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5t2iDWgW4R4/TwjEpWrLLSI/AAAAAAAAAnU/Y8N_6WLfjEc/s72-c/John.Bunyan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-1037557294631180119</id><published>2012-01-07T11:14:00.000-04:00</published><updated>2012-01-07T11:15:01.122-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bibliologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Contemporânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Bíblica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hermenêutica'/><title type='text'>O que é Heilsgeschichte?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0PXvhMMNI30/TwheYiBOguI/AAAAAAAAAnI/KO6wmJ2RPkg/s1600/Bible_study.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="149" src="http://3.bp.blogspot.com/-0PXvhMMNI30/TwheYiBOguI/AAAAAAAAAnI/KO6wmJ2RPkg/s200/Bible_study.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Esta palavra alemã é traduzida como "história sagrada" ou "história da salvação". A ideia não era completamente nova para Hoffman de Erlangen (sendo anticipada por Bengel), ele é o teólogo que incluiu a ideia em seu uso sistemático e a fez parte da terminologia teológica (veja HCT, de Otto Piper, pp. 156-159; lB, de J. C. K. von Hoffman; CT; de O. Cullmann).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;i&gt;Heilsgeschichte&lt;/i&gt; é, antes que tudo, uma reação a antiga ortodoxia protestante que fez da Escritura o fundamento final da religião cristã. De acordo com este ponto de vista, o fundamento final é história sagrada e o significado da Escritura é que ela é o registro desse fundamento. A Escritura é o testemunho deste fundamento e não a sua realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Aqueles que sustentam a ideia de &lt;i&gt;Heilsgeschichte&lt;/i&gt;, é permitido em certa medida algum tratamiento crítico da Biblia. É entendido ser falsa a antítesis entre crítica e teologia. As Escrituras podem estar sujeitas a uma medida da metodologia crítica, mas nunca a destrução da construção essencial da história sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Os teólogos de &lt;i&gt;Heilsgeschichte&lt;/i&gt; tratam a Escritura como fundamentalmente o documento da história sagrada. Isto significa que há um limite para a historiografia científica. Deus atua na história e, portanto a história sagrada terá elementos que são indigestos ao historiador científico. Mas este é o caráter da história sagrada - ser evento histórico e ato de Deus ao mesmo tempo. Além disso, os momentos ou peças da historia bíblica deverão ser interpretados em virtude de seu lugar no panorama total da história sagrada. O intérprete deve encontrar como cada livro ou cada seção dentro de um livro, serve ao propósito da história sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Um intérprete conhece lado interno desta história somente enquanto se identifique a com ela. Isto ele o faz por medio da fé em Cristo, pela qual participa na regeneração. Assim, o princípio externo da hermenêutica é a historia sagrada e o principio interno é a identificação do intérprete com esta historia por medio da fé em Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Heilsgeschichte&lt;/i&gt; é usada num sentido lato e num sentido estrito. Num sentido estrito significa um quadro particular da interpretação da história sagrada, como no livro &lt;i&gt;Christ and Time&lt;/i&gt; de Oscar Cullmann.[1] E num sentido lato, significa a prioridade do evento histórico sobre as Escrituras como o fundamento primário da fé bíblica. Neste último sentido, a noção de &lt;i&gt;Heilsgeschichte&lt;/i&gt; é amplamente aceitada por eruditos tanto do Antigo como do Novo Testamento. Para uma tentativa recente de traçar em detalhe alguma interpretação de história sagrada, tanto del Antiguo Testamento como do Novo Testamento, veja o livro &lt;i&gt;Salvation History &lt;/i&gt;de E. C. Rust.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de Bernard Ramm,&lt;i&gt; A Handbook of Contemporary Theology&lt;/i&gt; (Grand Rapids, Eerdmans, 1966).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] Oscar Culmann, &lt;i&gt;Christ and Time&lt;/i&gt; (Philadelphia, The Westminster Press, 1951).&lt;br /&gt;[2] Ernest C. Rust, &lt;i&gt;Salvation History: A Biblical Interpretation&lt;/i&gt; (Richmond, John Knox Press, 1963).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-1037557294631180119?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/1037557294631180119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=1037557294631180119' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1037557294631180119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1037557294631180119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/o-que-e-heilsgeschichte.html' title='O que é Heilsgeschichte?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0PXvhMMNI30/TwheYiBOguI/AAAAAAAAAnI/KO6wmJ2RPkg/s72-c/Bible_study.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-4230333103385818484</id><published>2012-01-06T10:30:00.000-04:00</published><updated>2012-01-12T01:32:45.083-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ecumenismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Contemporânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hermenêutica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grego'/><title type='text'>A História da Salvação na perspectiva de Oscar Cullmann</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G54qYoWZ9Tw/TwcCtVvvkPI/AAAAAAAAAm8/k5NvMgsqi6E/s1600/oscar_cullmann.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-G54qYoWZ9Tw/TwcCtVvvkPI/AAAAAAAAAm8/k5NvMgsqi6E/s200/oscar_cullmann.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DA TEOLOGIA DE CULLMANN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oscar Cullmann (1902-1999) se identifica com o termo alemão &lt;i&gt;Heilsgeschichte&lt;/i&gt;, cujo significado é “história da salvação”, ou literalmente “história santa”. J.C.K. Von Hofmann iniciou a usar o termo e Culmann apenas o desenvolveu.[1]  A &lt;i&gt;Heilsgeschichte&lt;/i&gt; contempla os eventos históricos dos atos salvíficos divinos em lugar de centrar-se na filosofia da religião. Todavia, a teologia da história da salvação reconhece o enfoque crítico sobre as Escrituras, como o advogam os antigos teólogos liberais ou, recentemente os escritores neo-ortodoxos. Os proponentes da teologia da história da salvação vêem a Bíblia como um registro dos atos de salvação de Deus na história, mas não reconhecem a sua infalibilidade nem desenvolvem uma teologia sistematizada a partir da Bíblia. A importância das Escrituras situa-se em seu registro da atuação de Deus na história. Os proponentes da teologia da história da salvação enfatizam que os benefícios dos atos divinos se apropriam pessoalmente pela fé em Cristo, como asseguravam os demais neo-ortodoxos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oscar Cullmann estudou na Universidade de Strasburg onde posteriormente ensinou grego e história da Igreja Antiga.[2]  Convidado pela Universidade de Basiléia trabalhou como professor de História da Igreja e de Novo Testamento, onde alcançou o reconhecimento acadêmico e a reputação de uma faculdade prestigiosa. Ali também recebeu a influência de Karl Barth, em seu enfoque Cristológico do Novo Testamento. A postura mais conservadora de Cullmann é evidenciada em sua opinião a algumas características radicais da desmistificação e crítica das formas proposta por Rudolf Bultmann. Além disso, Cullmann dependeu menos do existencialismo e enfatizou mais a exegese.[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AFIRMAÇÕES DOUTRINÁRIAS NA TEOLOGIA DE CULLMANN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais aspectos da teologia da história da salvação podem ser resumidos como segue.[4] É enfatizada a revelação de Deus nos eventos históricos. Cullmann rejeitou a ideia de mitos engrandecidos pela igreja, como dizia Bultmann. Todavia, as Escrituras não são infalíveis; são apenas o veículo para explicar os eventos divinos da história santa. O elemento importante é a “história santa” e não as palavras da Escritura. O ápice da história da salvação é a vinda de Jesus como Messias. A era escatológica começou com a encarnação de Cristo, mas a culminação é futura.[5]  Cullmann redefine a escatologia. Todos os eventos do Novo Testamento e da história da igreja são escatológicos.[6]  Os que aderem à teologia da história da salvação, junto com os neo-ortodoxos, insistem na necessidade de um encontro subjetivo para conhecer o significado da revelação.[7]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AVALIAÇÃO RESUMIDA DA TEOLOGIA DE CULLMANN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há várias coisas elogiáveis no enfoque de Oscar Cullmann. A sua ênfase na historicidade dos eventos bíblicos é crucial para a mensagem cristã. Cullmann afirma que “com certeza somente se pode ter fé autêntica se cremos no fato histórico de que Jesus se considerava o Messias”[8] uma verdade central do Cristianismo. Cullmann também enfatiza a centralidade e historicidade de Jesus Cristo.[9] No entanto, somente aceita a historicidade dos eventos verificáveis. Chama de mitos a outros relatos como ao de Adão e os eventos escatológicos.[10] Nisto Cullmann adota o método de Bultmann na crítica das formas, dividindo as Escrituras segundo o seu próprio critério. A teologia da história da salvação também acompanha a opinião de Barth, pois identifica a revelação como uma experiência subjetiva. Na teologia da história da salvação o encontro espiritual é o ponto central da revelação.[11]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Veja Bernard Ramm, &lt;i&gt;A Handbook of Contemporary Theology&lt;/i&gt; (Grand Rapids, Eerdmans, 1966), pp. 55-56 para uma explicação concisa do termo. Outra fonte é Van A. Harvey, A Handbook of Theological Terms (New York, Macmillan, 1964), pp. 113-114.&lt;br /&gt;[2] Nasceu no ano de 1902 em Strasburg que fica no leste da França na fronteira com a Alemanha. Estudou teologia e filosofia clássica em sua cidade natal e posteriormente em Paris e, em 1924 colou o grau de bacharel em teologia e tornou-se instrutor de grego e latim na École Batignolles neste mesmo ano. No ano de 1930 de volta a Strasburg, foi nomeado professor catedrático para o Novo Testamento e história da Igreja Antiga (1930-1938). Em 1938 por causa da sua fama como erudito do Novo Testamento e história da Igreja Primitiva, foi convidado para lecionar em Basiléia na Suíça. Nesse período até 1972 desenvolveu muitos estudos e também fundou em Basle um centro de teologia ecumênica, onde promoveu encontros com teólogos católicos romanos e ortodoxos. Essa tendência ecumênica o fez um observador oficial do Concílio Vaticano II (1962-1965). A sua morte se deu em 1998, aos 98 anos na cidade de Chamonix na França – nota do tradutor.&lt;br /&gt;[3] Harvie M. Conn, &lt;i&gt;Contemporary World Theology&lt;/i&gt; (Nutley, Presbyterian &amp; Reformed, 1974), p. 40.&lt;br /&gt;[4] Ibidem, pp. 41-42.&lt;br /&gt;[5] David H. Wallace, “Oscar Cullmann” in Philip Edgcumbe Hughes, Ed., &lt;i&gt;Creative Minds in Contemporary Theology&lt;/i&gt; (Grand Rapids, Eerdmans, 1969), p. 169.&lt;br /&gt;[6] Ibidem.&lt;br /&gt;[7] Carl F.H. Henry, &lt;i&gt;Frontiers in Modern Theology&lt;/i&gt; (Chicago, Moody, 1965), p. 46.&lt;br /&gt;[8] Ibidem, p. 51.&lt;br /&gt;[9] Oscar Cullmann, &lt;i&gt;Cristologia do Novo Testamento&lt;/i&gt; (São Paulo, Editora Custom, 2004).&lt;br /&gt;[10] Carl F.H. Henry, &lt;i&gt;Frontiers in Modern Theology&lt;/i&gt;, p. 51-52.&lt;br /&gt;[11] Ibidem, p. 46.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de Paul Enns, &lt;i&gt;Compendio Portavoz de Teologia&lt;/i&gt; (Grand Rapids, Editorial PortaVoz, 2010), pp. 611-614.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-4230333103385818484?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/4230333103385818484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=4230333103385818484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4230333103385818484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4230333103385818484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/historia-da-salvacao-na-perspectiva-de.html' title='A História da Salvação na perspectiva de Oscar Cullmann'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-G54qYoWZ9Tw/TwcCtVvvkPI/AAAAAAAAAm8/k5NvMgsqi6E/s72-c/oscar_cullmann.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-1214535214590787894</id><published>2012-01-06T02:35:00.000-04:00</published><updated>2012-01-06T02:37:26.786-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Contemporânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberalismo Teológico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><title type='text'>A Teologia de Paul Tillich</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9Sw0XFQpmuY/TwaTVHnU6bI/AAAAAAAAAmw/u3g_5DpISSE/s1600/Tillich3.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="158" src="http://1.bp.blogspot.com/-9Sw0XFQpmuY/TwaTVHnU6bI/AAAAAAAAAmw/u3g_5DpISSE/s200/Tillich3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DA TEOLOGIA DE TILLICH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Tillich (1886-1965) nasceu na Prússia, filho de um pastor luterano que o educou nas crenças tradicionais. Todavia, sua mãe incentivou-o a abrir-se. O seu amor pela natureza de seu ambiente rural permaneceu com ele toda a sua vida. A sua família mudou-se para Berlim quando ainda era jovem. Depois estudou em Berlim, Tubinga, Halle e obteve um doutorado em Filosofia em Breslau; foi ordenado pastor luterano em 1902. Tornou-se capelão da Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1924 começou ensinar teologia em Masburg, onde também foi influenciado pela Filosofia Existencialista de Martin Heidegger. Acabou sendo expulso da Universidade de Frankfurt em 1933 por sua aberta oposição a Adolf Hitler. Migrou para os EUA, onde exerceu a docência no Union Theological Seminary em New York, em Harvard e na Universidade de Chicago. Escreveu uma Teologia Sistemática em três volumes,[1] assim como muitos outros volumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria chamado de o “teólogo dos teólogos” e seus escritos não eram fáceis de se entender. A sua teologia era considerada liberal na Alemanha, mas neo-ortodoxa nos EUA. Poderia chamar-se de &lt;i&gt;teologia dialética&lt;/i&gt;.[2] Tillich dizia estar no limite entre o liberalismo e a neo-ortodoxia.[3] Representava a ala radical da neo-ortodoxia, enquanto que Karl Barth representava a ala conservadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AFIRMAÇÕES DOUTRINÁRIAS DE TILLICH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Teologia própria&lt;/i&gt;. Paul Tillich buscava entender a Deus numa abordagem mais filosófica do que teológica. Assim, os termos tradicionais como Deus são símbolos e nada mais. Não via Deus como um ser pessoal, senão como o “Ser” em si. Deus é o Fundamento ou o Poder do Ser. Deus está “além das coisas que pertencem ao ser finito ... . Todas as coisas finitas existem. Mas Deus simplesmente é.”[4] Deste modo, Tillich dizia que “é tão ateu afirmar a existência de Deus como nega-la ... Deus é ser em si, não um ser.”[5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Hamartologia&lt;/i&gt;. O pecado se descreve como um alienação do verdadeiro ser ou do fundamento do nosso ser. A Queda não foi um evento histórico, antes “é uma transição não-temporal da essência para a existência. É uma “queda” e é trágica, pois provoca a situação em que o homem está alienado de seu ser essencial.”[6] Para Tillich o caráter essencial do pecado é a interrupção da unidade essencial com Deus. Ele afirma que “na existência o homem está alienado do fundamento de seu ser, dos outros seres e de si mesmo.”[7]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Soteriologia&lt;/i&gt;. A salvação não se expressa em termos tradicionais, para Tillich a salvação está no novo Ser, que é “a preocupação última” da classe de vida vista em Cristo, porque Cristo evidenciou uma preocupação real. Entende-se a preocupação última como a preocupação principal sobre todas as demais; que se relaciona com o “ser” ou o “não ser”. O homem contempla com esperança a Cristo (não usado no sentido ortodoxo), a quem o resgatará de sua alienação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cristologia&lt;/i&gt;. Não se entende, nem se descreve a Jesus Cristo usando uma terminologia tradicional, muito menos se entende como uma pessoa histórica. Cristo é “um simbolo do ‘Novo Ser’ em que se dissolveu toda força da alienação que intente dissolver sua unidade com Deus.”[8] Portanto, Tillich rejeitou a crença na encarnação e na ressurreição de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AVALIAÇÃO DA TEOLOGIA DE TILLICH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Tillich foi mais filósofo do que teólogo. Tratou mais com ideias e conceitos do que com os eventos históricos das Escrituras. Por este motivo Tillich deu demasiado crédito a razão humana. Mais pontualmente o seu enfoque na interpretação das Escrituras é uma forma moderna de alegoria. Atribuiu significados novos às palavras bíblicas. Negou a personalidade de Deus e se referiu a ele como sendo “Fundamento último da existência”. Rejeitou o pecado pessoal e a rebelião contra Deus; também rejeitou o evento histórico da queda no Edem. O pecado do homem é sua falta de preocupação. A salvação não está na pessoa histórica de Cristo, senão que num símbolo; na teologia de Tillich, Jesus Cristo não é a pessoa histórica das Escrituras. A salvação não se alcança através da expiação dos pecados, mas pela preocupação última.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enfoque de Tillich sobre as Escrituras violentou todas as grandes doutrinas históricas sustentadas pela fé cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] No Brasil publicada pela Editora Sinodal num único volume – nota do tradutor.&lt;br /&gt;[2] Teologia Dialética na realidade é um termo muito amplo que pode se aplicar a muitos teólogos, começando na era neo-ortodoxa. Bernard Ramm define assim a teologia dialética “não cria na classe direta de afirmações sobre Deus e o homem dos antigos teólogos ortodoxos e os liberais religiosos mais recentes. Acreditava que a relação entre Deus e o homem era de tensão. Teria uma dimensão existencial. A única lógica adequada  para a situaçãoé a dialética, com o seu SIM e NÃO, com sua afirmação e contra-afirmação. Deste modo, não se chegava adequadamente a uma verdade teológica até havê-la formulado paradoxicamente mediante a proposição e uma contra-proposição.” A Handbook of Contemporary Theology (Grand Rapids, Eerdmans, 1966), pp. 35-36. Deste modo, Tillich aplicou o conceito de dialética a tudo e, portanto, a sua teologia poderia ser chamada de dialética. Compare com Vernon C. Grounds, “Pacestters for Radical Theologians of the Sixties and Seventies” in Stanley N. Gundry e Alan F. Johnson, eds., &lt;i&gt;Tensions in Contemporary Theology&lt;/i&gt; (Chicago, Moody, 1978), pp. 85-91.&lt;br /&gt;[3] William E. Hordern, &lt;i&gt;A Layman’s Guide to Protestant Theology&lt;/i&gt; (London, Macmillan, 1968, ed.rev.), p. 171.&lt;br /&gt;[4] Kenneth Hamilton, “Paul Tillich” in Philip Edgcumbe Hughes, ed., &lt;i&gt;Creative Minds in Contemporary Theology&lt;/i&gt; (Grand Rapids, Eerdmans, 1969), p. 455.&lt;br /&gt;[5] Ibidem.&lt;br /&gt;[6] Ibidem, p. 458.&lt;br /&gt;[7] Ibidem.&lt;br /&gt;[8] Harvey M. Conn, &lt;i&gt;Contemporary World Theology&lt;/i&gt; (Nutley, Presbyterian &amp; Reformed, 1974), p. 89.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de Paul Enns, &lt;i&gt;Compendio Portavoz de Teologia&lt;/i&gt; (Grand Rapids, Editorial PortaVoz, 2010), pp. 594-595.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-1214535214590787894?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/1214535214590787894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=1214535214590787894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1214535214590787894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1214535214590787894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/teologia-de-paul-tillich.html' title='A Teologia de Paul Tillich'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9Sw0XFQpmuY/TwaTVHnU6bI/AAAAAAAAAmw/u3g_5DpISSE/s72-c/Tillich3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-3032893667206114709</id><published>2012-01-05T23:54:00.000-04:00</published><updated>2012-01-06T02:08:03.939-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neo-ortodoxia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pós-modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bibliologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Contemporânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antropologia'/><title type='text'>A Teologia da História na perspectiva de Wolfhart Pannenberg</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fGzAeTe11uo/TwZupzQzfRI/AAAAAAAAAmk/oVJxwD7JB4Q/s1600/Pannenberg.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="164" src="http://3.bp.blogspot.com/-fGzAeTe11uo/TwZupzQzfRI/AAAAAAAAAmk/oVJxwD7JB4Q/s200/Pannenberg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DA TEOLOGIA DE PANNENBERG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wolfhart Pannenberg (1928 - )[1] professor de teologia sistemática na Universidade de Munich, representa uma ruptura com o passado e uma nova ênfase na teologia alemã. Em seu intento de separar-se da ênfase existencial de Rudolf Bultmann, situou a sua teologia na história, particularmente na ressurreição de Jesus Cristo, que ele considera fundamental no Cristianismo. Por isso, a teologia de Pannenberg pode-se chamar de “teologia da história” ou “teologia da ressurreição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AFIRMAÇÕES DOUTRINÁRIAS NA TEOLOGIA DE PANNENBERG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfatiza a necessidade da historicidade dos eventos bíblicos para ter uma fé válida. Rejeita nisto a dicotomia de Karl Barth entre &lt;i&gt;historie &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;geschichte&lt;/i&gt;. É impossível proclamar o evangelho sem pontuá-lo na história. Para Pannenberg toda a história é revelação. A revelação ocorre por meio dos eventos históricos num nível horizontal, e não na vertical proveniente de Deus. Assim, Pannenberg investiga a vida de Cristo a partir de uma perspectiva histórica, e não em termos da revelação direta de Deus.[2] A revelação através da história deriva dos eventos históricos, não somente das Escrituras ou de Deus. Não há distinção entre a revelação natural e a especial. A revelação por meio da história pode-se chegar a entender pela fé. A cegueira espiritual está fora da discussão; portanto, Pannenberg ignora a questão do pecado original.[3] O ponto culminante da revelação será no passado: a ressurreição de Cristo. A diferença de Bultmann, para Pannenberg é que a ressurreição não é um mito, mas sim um evento histórico.[4] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AVALIAÇÃO DA TEOLOGIA DE PANNENBERG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que Wolfhart tenha enfatizado a necessidade da historicidade da ressurreição de Cristo, há defeitos notórios em sua teologia.[5] Não identifica o homem em seu estado decaído e com necessidade da graça divina; e ainda, para ele, o homem natural tem a capacidade de entender a revelação na história. Com isto, rejeita a afirmação barthiana segundo a qual “a verdade do Cristianismo entra no coração dos cristãos somente pelo milagre da graça”.[6] Para Pannenberg a Bíblia não é a revelação. Continua a tese da crítica histórica, pois sugere que o nascimento virginal é um mito. Disse que a Bíblia contém erros, pois pois sugere imprecisões nos relatos da ressurreição. Segundo ele, Jesus estava equivocado com a sua rerrurreição, pois pensava que “coincidiria com o fim do mundo e a ressurreição geral de todos os crentes.”[7] Faz com que a história seja a autoridade, no lugar das Escrituras; e o indivíduo deve submeter-se ao intérprete da história, não as Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da ênfase na história, Pannenberg não segue a ortodoxia histórica, porque rejeita a Bíblia enquanto a revelação de Deus para a humanidade. De fato, ele coloca a história como autoridade e não a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;[1] Estudou na Universidade de Berlim e doutorou-se em Teologia na Universidade de Heidelberg (1954), onde lecionou até 1958. Em seguida, ensinou em Wuppertal (1958-61), Mainz (1961-68) e Munique (1968-1993) – Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[2] David Scaer, “Theology of Hope” in Stanley N. Gundry e Alan F. Johnson, eds.,&lt;i&gt; Tensions in Contemporary Theology&lt;/i&gt; (Chicago, Moody, 1976), p. 219.&lt;br /&gt;[3] Ibidem.&lt;br /&gt;[4] Wolfhart Pannenberg, &lt;i&gt;Faith and Reality&lt;/i&gt; (Philadelphia, Westminster, 1997), pp. 68-77.&lt;br /&gt;[5] Harvie M. Conn, &lt;i&gt;Contemporary World Theology&lt;/i&gt; (Nutley, Presbyterian &amp; Reformed, 1974), pp. 70-72.&lt;br /&gt;[6] Carl F.H. Henry,&lt;i&gt; Frontiers in Modern Theology&lt;/i&gt; (Chicago, Moody, 1965), p. 74.&lt;br /&gt;[7] Harvie M. Conn,&lt;i&gt; Contemporary World Theology&lt;/i&gt;, p. 71.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução Rev Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Extraído de Paul Enns, &lt;i&gt;Compendio Portavoz de Teologia&lt;/i&gt; (Grand Rapids, Editorial PortaVoz, 2010), pp. 614-616.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-3032893667206114709?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/3032893667206114709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=3032893667206114709' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3032893667206114709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3032893667206114709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/teologia-da-historia-na-perspectiva-de.html' title='A Teologia da História na perspectiva de Wolfhart Pannenberg'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fGzAeTe11uo/TwZupzQzfRI/AAAAAAAAAmk/oVJxwD7JB4Q/s72-c/Pannenberg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-254223987153659192</id><published>2012-01-05T12:04:00.000-04:00</published><updated>2012-01-05T16:44:22.261-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puritanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catecismos'/><title type='text'>O Catecismo Menor de John Owen</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iWwTOjxiU3E/TwXJ34ziVjI/AAAAAAAAAmY/F7ii3BNozzo/s1600/JohnOwen.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="171" src="http://1.bp.blogspot.com/-iWwTOjxiU3E/TwXJ34ziVjI/AAAAAAAAAmY/F7ii3BNozzo/s200/JohnOwen.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Perg. Onde podemos encontrar toda a verdade acerca de Deus e a nosso respeito, que necessitamos aprender?&lt;br /&gt;Resp. Na da santa Escritura, a Palavra de Deus. – Cap. 1 do Catecismo Maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Qual o ensino da Escritura do que Deus é?&lt;br /&gt;Resp. Um eterno e santíssimo Espírito, sendo doador de todas as coisas, e realiza com elas tudo quanto lhe agrada. – Cap. 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Há somente um Deus?&lt;br /&gt;Resp. Um somente, no que concerne a sua essência e Ser, mas um em três distintas Pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. – Cap. 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Além disto, o que é declarado na Palavra acerca de Deus, que temos a obrigação de saber?&lt;br /&gt;Resp. Os Seus decretos e as Suas obras. – Cap. 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que são os decretos de Deus no que se refere a nós?&lt;br /&gt;Resp. O Seu eterno propósito, da salvação apenas por Jesus Cristo, para a adoração de sua glória, e a condenação dos demais em seus pecados. – Cap. 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que são as obras de Deus?&lt;br /&gt;Resp. São os atos ou realizações do seu poder, pelos quais criou, sustenta, e governa todas as coisas. – Cap. 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que é-nos exigido em relação ao Todo-Poderoso Deus?&lt;br /&gt;Resp. Santidade e obediência espiritual, de acordo com a sua lei, que nos foi entregue. – Cap. 7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Somos capazes de cumprir esta exigência por nós mesmos?&lt;br /&gt;Resp. Não, de modo algum, sendo por natureza em toda boa obra reprovados. – Cap. 7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Como nos passamos para este estado, sendo que fomos, primeiramente, criados à imagem de Deus, em justiça e inocência?&lt;br /&gt;Resp. Pela queda de nossos primeiros pais, que quebraram o pacto de Deus, perdendo a sua graça, e merecendo a sua maldição. – Cap. 8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. De que modo, podemos ser salvos deste miserável estado?&lt;br /&gt;Resp. Somente por Jesus Cristo. – Cap. 9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que é Jesus Cristo?&lt;br /&gt;Resp. Deus e homem, unidos em uma pessoa para ser um mediador entre Deus e o homem. – Cap. 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que ele é por nós?&lt;br /&gt;Resp. Um Rei, um Sacerdote e um Profeta. – Cap. 11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. De que modo ele exerce o seu poder real sobre nós?&lt;br /&gt;Resp. Em converter-nos a Deus pelo seu Espírito, dominando-nos para a sua obediência, e corrigindo-nos pela sua graça. – Cap. 12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. De que modo o exercício de seu ofício sacerdotal é por nós?&lt;br /&gt;Resp. Oferecendo a si mesmo como um sacrifício aceitável sobre a cruz, satisfazendo deste modo, a justiça de Deus pelos nossos pecados, e removendo a sua maldição de nossas pessoas, e trazendo-nos a Ele. – Cap. 13.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. De que modo Cristo exerce o seu ofício profético para nós?&lt;br /&gt;Resp. Revelando aos nossos corações, do íntimo do Pai, o caminho e a verdade, através da qual, precisamos ir a Ele. – Cap. 13.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Em que condição Jesus Cristo exerce estes ofícios?&lt;br /&gt;Resp. Ele o fez num estado inferior de humilhação na terra, mas, agora num glorioso estado de exaltação no céu. – Cap. 14.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Por quem Cristo realizou todas estas coisas?&lt;br /&gt;Resp. Somente pelos eleitos. – Cap. 15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que é a igreja de Cristo?&lt;br /&gt;Resp. A universal comunhão dos eleitos de Deus, chamados para a adoção de filhos. – Cap. 16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Como podemos nos tornar membros desta igreja?&lt;br /&gt;Resp. Por uma fé vivificadora. – Cap. 17.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que é a fé vivificadora?&lt;br /&gt;Resp. Um garantido descanso da alma sobre as promessas de Deus, da misericórdia em Cristo Jesus, para o perdão dos pecados, aqui e na glória. – Cap. 18.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Como podemos ter esta fé?&lt;br /&gt;Resp. Pela eficaz obra do Espírito de Deus em nossos corações, livremente chamando-nos do estado natural para o estado de graça. – Cap. 18.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Somos considerados justos pela nossa fé?&lt;br /&gt;Resp. Não, mas tão somente pela justiça de Cristo, livremente imputada a nós, e recebida pela fé. – Cap. 19.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Não há nada mais exigido de nós do que a fé somente?&lt;br /&gt;Resp. Sim, também o arrependimento, e a santidade. – Cap. 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que é arrependimento?&lt;br /&gt;Resp. Um abandono de todo pecado, com sincera tristeza pelo que temos cometido. – Cap. 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Qual é a santidade que é exigida de nós?&lt;br /&gt;Resp. A obediência universal a toda vontade de Deus que nos é revelada. – Cap. 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Quais são os privilégios dos crentes?&lt;br /&gt;Resp. Primeiro, a união com Cristo; segundo, a adoção de filhos; terceiro, a comunhão dos santos; quarto, o direito aos selos do novo pacto; quinto, a liberdade cristã; sexto, a ressurreição do corpo à vida eterna. – Cap. 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que são os sacramentos, ou selos do novo pacto?&lt;br /&gt;Resp. São os selos visíveis das promessas espirituais de Deus que nos foram feitas no sangue de Jesus Cristo. – Cap. 22.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Quais são eles?&lt;br /&gt;Resp. O Batismo e a Ceia do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que é o Batismo?&lt;br /&gt;Resp. Uma santa ordenança, pela qual, aspergindo água, conforme com a instituição de Cristo pela sua graça somos feitos filhos de Deus, e temos as promessas do pacto selada em nós. – Cap. 23.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que é a Ceia do Senhor?&lt;br /&gt;Resp. Uma santa ordenança de Cristo, designada para comunicar espiritualmente aos crentes seu o corpo e sangue, sendo representados pelo receber do pão e vinho abençoados, partido, bebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Quem tem direito a estes sacramentos?&lt;br /&gt;Resp. Somente aqueles que têm por Cristo um interesse pela fé. – Cap. 24&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. O que é a Comunhão dos Santos?&lt;br /&gt;Resp. Um santo ajuntamento entre todo o povo de Deus, participantes do mesmo Espírito, e membros do mesmo corpo místico. – Cap. 25.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perg. Qual é o fim de toda esta dispensação?&lt;br /&gt;Resp. A glória de Deus em nossa salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória seja a Deus nas alturas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de &lt;i&gt;Two Short Catechisms&lt;/i&gt;, in Works' John Owen (Edinburgh, The Banner of Truth, 2000), vol. 1, pp. 467-469.&lt;br /&gt;Traduzido por Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-254223987153659192?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/254223987153659192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=254223987153659192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/254223987153659192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/254223987153659192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2012/01/o-catecismo-menor-de-john-owen.html' title='O Catecismo Menor de John Owen'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-iWwTOjxiU3E/TwXJ34ziVjI/AAAAAAAAAmY/F7ii3BNozzo/s72-c/JohnOwen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-2495281737370722442</id><published>2011-12-25T12:43:00.000-04:00</published><updated>2011-12-25T12:43:59.140-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pentecostalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pós-modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmovisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Contemporânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberalismo Teológico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Evangelicalismo enfermo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MBYfOT7q6Mc/TvdRvuiwXwI/AAAAAAAAAmM/DgxX8STt0TY/s1600/evangelicalism_enfermo.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="136" src="http://4.bp.blogspot.com/-MBYfOT7q6Mc/TvdRvuiwXwI/AAAAAAAAAmM/DgxX8STt0TY/s200/evangelicalism_enfermo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O que uma vez foi falado das igrejas liberais precisa ser dito das igrejas evangélicas: elas buscam a sabedoria do mundo, creêm na teologia do mundo, seguem a agenda do mundo, e adotam os métodos do mundo. De acordo com os padrões da sabedoria mundana, a Bíblia torna-se incapaz de alimentar as exigências da vida nestes tempos pós-modernos. Por si mesma, a Palavra de Deus seria insuficiente de alcançar pessoas para Cristo, promover crescimento espiritual, prover um guia prático, ou transformar a sociedade. Deste modo, igrejas acrescentam ao simples ensino da Escritura algum tipo de entretenimento, grupo de terapia, ativismo político, sinais e maravilhas - ou, qualquer promessa apelando aos consumidores religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a teologia do mundo, pecado é meramente uma disfunção e salvação significa desfrutar de uma melhor auto-estima. Quando esta teologia adentra a igreja, ela coloca dificuldades em doutrinas essenciais como a propiciação da ira de Deus substituindo-a com técnicas e práticas de auto-aceitação. A agenda do mundo é a felicidade pessoal, assim, o evangelho é apresentado como um plano para a realização pessoal, em vez de ser a caminhada de um comprometido discipulado. Para terminar, vemos que os métodos do mundo nesta agenda egocêntrica é necessariamente pragmática, sendo que as igrejas evangélicas estão se esforçando a todo custo em refletir o modo como elas operam. Este mundanismo tem produzido o "novo pragmatismo" evangélico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de James M. Boice &amp; Philip G. Ryken, &lt;i&gt;The Doctrines of Grace&lt;/i&gt;, pp. 20-21&lt;br /&gt;Traduzido por Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-2495281737370722442?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/2495281737370722442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=2495281737370722442' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2495281737370722442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2495281737370722442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/12/o-que-uma-vez-foi-falado-das-igrejas.html' title='Evangelicalismo enfermo'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MBYfOT7q6Mc/TvdRvuiwXwI/AAAAAAAAAmM/DgxX8STt0TY/s72-c/evangelicalism_enfermo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-3295313644126070200</id><published>2011-12-08T17:00:00.001-04:00</published><updated>2011-12-08T17:06:19.814-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bibliologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presbiterianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>Eu creio em sola Scriptura</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-58T0wTJMCp8/TuElS6CdqHI/AAAAAAAAAmA/wtlfaV3e9Zs/s1600/Bible_study.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="149" src="http://4.bp.blogspot.com/-58T0wTJMCp8/TuElS6CdqHI/AAAAAAAAAmA/wtlfaV3e9Zs/s200/Bible_study.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O propósito deste artigo é apresentar que como herdeiros da Reforma recebemos e preservamos o legado do princípio &lt;i&gt;sola Scriptura&lt;/i&gt;. Este é o pilar fundamental para todos os outros, e ao mesmo tempo norteador essencial da nossa identidade reformada. O presbiterianismo possui o seu sistema doutrinário centrado na Escritura Sagrada. Desde a Reforma do século XVI foi ensinada a doutrina da &lt;i&gt;sola Scriptura&lt;/i&gt; – ou seja, que a Escritura é a única fonte e regra de autoridade. Isto significa que a base da nossa doutrina, forma de governo, culto e práticas eclesiásticas não está no tradicionalismo, racionalismo, subjetivismo, relativismo, pragmatismo, ou no pluralismo, mas extraída e fundamentada somente na Escritura Sagrada, porque cremos que ela é a verdade absoluta revelando a vontade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio da &lt;i&gt;sola Scriptura&lt;/i&gt; não exclui outras referências de autoridade. Isto significa que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;só a Bíblia tem autoridade de obrigar a consciência dos crentes. Os protestantes reconheciam outras formas de autoridade, como cargos da igreja, magistrados civis, credos e confissões eclesiásticas. Mas viam essas autoridades como sendo derivadas de e subordinadas à autoridade de Deus. Nenhuma dessas autoridades menores era considerada absoluta, porque todas elas eram capazes de erro. Somente Deus é infalível. Autoridades falíveis não podem constranger a consciência de modo absoluto; este direito é reservado somente a Deus e à sua Palavra.[1]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A Escritura Sagrada é a autoridade suprema em que todas as questões doutrinárias e eclesiásticas devem ser decididas (Dt 4:2). Esta doutrina é importantíssima para a purificação da Igreja. Tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que seja crido como artigo de Fé ou, julgado como exigência ou, necessário para a salvação. Na Bíblia o homem encontra tudo o que precisa saber, e tudo o que necessita fazer a fim de que seja salvo, e viva de modo agradável a Deus, servindo e adorando-O (2 Tm 3:16-17; 1 Jo 4:1; Ap 22:18). Somente a Escritura Sagrada é autoridade absoluta para definir as nossas convicções, porque apenas nela encontramos a verdadeira sabedoria do alto. Ela rege as nossas decisões e molda o nosso comportamento, como também determina a qualidade dos nossos relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;[1] R.C. Sproul,&lt;i&gt; O que é teologia reformada – seus fundamentos e pontos principais de sua soteriologia &lt;/i&gt;(São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2009), p. 35.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-3295313644126070200?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/3295313644126070200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=3295313644126070200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3295313644126070200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3295313644126070200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/12/eu-creio-em-sola-scriptura.html' title='Eu creio em sola Scriptura'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-58T0wTJMCp8/TuElS6CdqHI/AAAAAAAAAmA/wtlfaV3e9Zs/s72-c/Bible_study.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-6033572928639661863</id><published>2011-12-06T22:16:00.001-04:00</published><updated>2011-12-06T22:33:27.748-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Romana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bibliologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>Os livros apócrifos da Bíblica católica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_Azb_MUizVo/Tt7MLkdoc9I/AAAAAAAAAl0/m7O5dXdu5zg/s1600/B%2525C3%2525ADblia%252BSagrada.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="163" width="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-_Azb_MUizVo/Tt7MLkdoc9I/AAAAAAAAAl0/m7O5dXdu5zg/s200/B%2525C3%2525ADblia%252BSagrada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nem sempre a Igreja Católica Apostólica Romana aceitou os Apócrifos como inspirados. Isto significa dizer que enquanto os reformadores não declararam "sola Scriptura" não provocou a resposta da Igreja Católica Romana sobre o que ela considerava "Escritura Sagrada". &lt;a href="http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2008/08/ulrich-zwinglio-uma-breve-biografia.html"&gt;Hulrich Zwingli&lt;/a&gt; foi um dos primeiros a declarar formalmente o princípio da sola Scriptura em seu texto conhecido como as "67 Conclusões", considerada a primeira confissão doutrinária da Reforma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Concílio de Trento (1545-1563) na 4ª sessão de 8 de Abril de 1546 no Decreto Concernente às Escrituras Canônicas lemos a decisão:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Mas se alguém não recebê-los [os apócrifos] como sagrados e canônicos os livros completos e em todas as suas partes, conforme têm sido usados para leitura na Igreja Católica, como se contém na velha edição Vulgata; e conhecendo-a, conscientemente condenar as tradições citadas, que seja anátema.[1]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Esta decisão da Igreja Romana implicou que ao adotar a Vulgata Latina como texto padrão oficial, ela endossou todos os livros apócrifos que esta tradução continha. A Vulgata é uma tradução latina da Bíblia feita em 382-385 d.C., baseanda no Antigo Testamento na Septuaginta[2] e não do texto hebraico original. O seu tradutor foi Sofrônio Eusébio Jerônimo (340-420 d.C.). Em outras palavras a Vulgata Latina é uma tradução de outra tradução. O resultado foi que o cânon [coletânea] católico possui 7 livros a mais (Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc) e alguns acréscimos nos livros de Ester e Daniel, diferindo da original Bíblia Hebraica.[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] Phillip Schaff, &lt;i&gt;The Creeds of Christendom&lt;/i&gt; (Wm. B. Eerdmans Publishers), vol. 2, pág. 82. &lt;br /&gt;[2] A Septuaginta (LXX) é a tradução do Antigo Testamento feita entre 200 a 150 a.C., por uma equipe de 70 judeus. Embora a tradução foi realizada à partir do texto hebraico, foram acrescentadas vários outros livros religiosos, escritos em grego, que circulavam entre judeus. Norman Geisler &amp; William Nix, &lt;i&gt;Introdução Bíblica&lt;/i&gt; (Editora Vida), pp. 196 e 213.&lt;br /&gt;[3] &lt;i&gt;Catecismo da Igreja Católica&lt;/i&gt;, Parte I, cap. II, art. 3. iv, (Editora Vozes), p. 43&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-6033572928639661863?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/6033572928639661863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=6033572928639661863' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6033572928639661863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6033572928639661863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/12/nem-sempre-igreja-catolica-apostolica.html' title='Os livros apócrifos da Bíblica católica'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_Azb_MUizVo/Tt7MLkdoc9I/AAAAAAAAAl0/m7O5dXdu5zg/s72-c/B%2525C3%2525ADblia%252BSagrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-1717799335384208267</id><published>2011-11-16T23:28:00.001-04:00</published><updated>2012-01-12T01:31:50.681-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmovisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Credo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><title type='text'>A base teológica do presbiterianismo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xd0PbOAqD9o/TsR-1ZmnfNI/AAAAAAAAAlc/ea__y4SpsCU/s1600/sar%25C3%25A7a_antiga.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="157" src="http://3.bp.blogspot.com/-xd0PbOAqD9o/TsR-1ZmnfNI/AAAAAAAAAlc/ea__y4SpsCU/s200/sar%25C3%25A7a_antiga.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O sistema de governo presbiteriano significa que somos regidos pelos presbíteros. Não somos congregacionais (onde todos decidem pelo voto direto), nem episcopais (onde apenas um superior decide sobre os demais), mas somos uma igreja democrática que é representada pelos presbíteros escolhidos pela igreja local e, que a governa. Segue abaixo os princípios do nosso sistema de governo:[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Cristo é a cabeça da sua Igreja e a fonte de toda a sua autoridade. Esta autoridade encontra-se escrita na Escritura, de modo que, todos têm acesso ao seu conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Todos os crentes devem estar unidos entre si e ligados diretamente a Cristo, assim como os diversos membros de um corpo, que se subordinam à direção da cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Cristo exerce a sua autoridade em sua Igreja, por meio da Palavra de Deus e do seu Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O próprio Cristo determinou a natureza do governo de sua Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Cristo dotou tanto a membros comuns como aos oficiais da sua Igreja com autoridade, sendo que os oficiais receberam adicional autoridade, como é requisito para realização dos seus respectivos deveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Cristo estabeleceu apóstolos como os seus substitutos, entretanto, eram de caráter transitório. O ofício de apóstolo cessou, mas a sua autoridade é preservada pelos seus escritos, isto é, o Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Cristo providenciou para o específico exercício da autoridade por meio de representantes (os presbíteros), a quem separou para a preservação da doutrina, adoração e disciplina na Igreja. Os presbíteros têm a responsabilidade permanente de pastorear a Igreja de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. A pluralidade de presbíteros numa igreja local é a liderança permanente até a segunda vinda de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA:&lt;br /&gt;[1] Adaptado de Robert L. Reymond, A New Systematic Theology of the Christian Faith, (Nashville, Thomas Nelson Publishers, 2ªed.rev., 1997) pp. 902-903.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-1717799335384208267?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/1717799335384208267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=1717799335384208267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1717799335384208267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1717799335384208267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/11/base-teologica-do-presbiterianismo.html' title='A base teológica do presbiterianismo'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xd0PbOAqD9o/TsR-1ZmnfNI/AAAAAAAAAlc/ea__y4SpsCU/s72-c/sar%25C3%25A7a_antiga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-6760373053096001748</id><published>2011-11-06T00:00:00.002-04:00</published><updated>2011-11-06T00:09:36.525-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puritanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia do NT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presbiterianismo'/><title type='text'>Presbíteros devem ser irrepreensíveis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_vPQtHFh_Hs/TrYFr17hb_I/AAAAAAAAAlQ/jVUsVWd9Tu8/s1600/puritanos.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="146" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-_vPQtHFh_Hs/TrYFr17hb_I/AAAAAAAAAlQ/jVUsVWd9Tu8/s200/puritanos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O presbítero é um &lt;i&gt;episcopos&lt;/i&gt;, isto é, um supervisor do rebanho de Deus. Ele tem a responsabilidade de supervisionar interna e externamente a comunidade que está sob os seus cuidados. A sua supervisão tem uma natureza interna porque ele precisa olhar entre as ovelhas como elas estão, e como se comportam, e se estão saudáveis espiritual, moral e doutrinariamente. Ele deve se informar se as famílias sob o seu pastoreio estão vivendo de acordo com a Palavra de Deus. Ao mesmo tempo, ele tem o dever de supervisionar externamente contra os lobos, os falsos mestres e alertar o rebanho contra todo falso profeta, bem como os ventos de doutrina que se aproximam do seu redil. Para exercer o seu chamado, o presbítero necessita de autoridade, senão, as ovelhas sob o seu cuidado não lhe darão ouvidos e correrão o risco de dispersar ou de serem dissipadas pelo perigo externo. Por não terem uma referência saudável, elas tenderão ao mundanismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sublime tarefa exige que o supervisor seja de caráter irrepreensível, ele precisa ser livre de acusações dos seus adversários. A palavra no grego é &lt;i&gt;anepílémptos&lt;/i&gt; que significa não exposto ao ataque, ou seja, ele não pode ser merecedor de censura. Samuel Miller alerta que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;talvez não exista na sociedade humana situação que reclame mais imperiosamente por delicadeza, precaução, reserva, e a mais vigilante discrição, do que a de um governante eclesiástico.[1]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O presbítero não pode armar os seus inimigos com argumentos que venham usar contra ele. Como supervisor, ele deve primeiramente ser vigilante com os seus impulsos pecaminosos, para que não seja reprovado, no que precisa ser referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não significa que ele seja perfeito, ou infalível, ou que não peque mais. Ele ainda luta contra a sua velha natureza, e é consciente de suas limitações. Mas o que está em evidência em sua vida é o seu compromisso com Cristo, a sua maturidade, uma vida de transformação, o seu amor pelo Redentor está em relevo. Ele é padrão para os jovens e novos convertidos, de modo que todo o rebanho o tenha como referência ética e firmeza doutrinária. A sua vida não pode de modo algum ser caracterizada pela necessidade de contínuas repreensões, de modo que todos percebam que ele não pode ser exemplo, nem representante do rebanho de Cristo. Se nele não está em evidência as virtudes de Cristo, então, ele não pode conduzir, nem supervisionar as ovelhas do Senhor, pois o seu comportamento é vazio de autoridade para exortar, confrontar e liderar. Em outras palavras, ele simplesmente não tem autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTA:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] Samuel Miller, O Presbítero Regente (Editora Os Puritanos), pág. 44.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-6760373053096001748?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/6760373053096001748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=6760373053096001748' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6760373053096001748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6760373053096001748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/11/presbiteros-devem-ser-irrepreensiveis.html' title='Presbíteros devem ser irrepreensíveis'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_vPQtHFh_Hs/TrYFr17hb_I/AAAAAAAAAlQ/jVUsVWd9Tu8/s72-c/puritanos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-363708352740487370</id><published>2011-10-31T09:02:00.002-04:00</published><updated>2011-11-06T00:17:39.726-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Romana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><title type='text'>Carta de Lutero contra Johannes Eck</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fDG0q4wdBBc/Tq6cE8x81PI/AAAAAAAAAlE/bTEChOOBI-w/s1600/Luther%2Bscholar.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="158" src="http://4.bp.blogspot.com/-fDG0q4wdBBc/Tq6cE8x81PI/AAAAAAAAAlE/bTEChOOBI-w/s200/Luther%2Bscholar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Meu querido Eck está indignado, prezado leitor.  Consagrou à cátedra apostólica outra folha de debate, cheia de sua raiva e acusações contra mim, acrescentando às suas teses anteriores outra, violentamente indignada. Isso representa uma bela ocasião para responder de uma vez por todas às suas calúnias, se eu não tivesse certo receio de que isso poderia atrapalhar o futuro debate. Mas tudo tem seu tempo. Por ora basta.  Citando várias sentenças de alguns santos pais, Eck acusou-me de inimigo da igreja. Compreenda isso da seguinte maneira, prezado leitor: Por "igreja" ele designa suas opiniões e as de seus "heróis que se empenharam pela causa das indulgências". Isso porque ele é um consagrador da cátedra apostólica e fala à maneira de seus supostos heróis que usam as palavras da Escritura e dos pais, como Anaxároras[1] lidava com os elementos. Depois de tê-los dedicado à cátedra apostólica, as palavras rapidamente se transubstanciam (a bem dizer: prodigiosamente) em que quer que seja. Prestam-se também para significar aquilo que ou sonham em delírio, ou fantasiam na impotência de sua inveja feminil; e, finalmente, seus conhecimentos tão pouco lhes adiantam, que até aquilo que de bom aprenderam, jamais compreendem bem, e, como o diz o Apóstolo: Não entendem nem o que dizem nem os assuntos sobre que fazem afirmações (1 Tm 1:7), isto é, não sabem compor predicado com sujeito nem sujeito com predicado numa sentença catagórica. Esperamos que, no debate vindouro, ele com igual habilidade, ainda nos apresente outros testemunhos, para que também as crianças tenham algo com que se divertir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia esperado que Eck conhecesse a limitação de sua cabeça através da carta de Erasmo, o mestre das ciências, e depois, através da insuperável "Defesa do Dr Carlstadt"[2]; mas a paciência de Eck supera a tudo; mesmo que desagrade a todos os demais, já lhe basta agradar ao menos a si mesmo e a seus heróis.  Mas que ele me difame como herege e boêmio,[3] afirmando que estou queimando cinzas velhas e etc, isto ele o faz por sua modéstia ou por seu ofício de consagrante, pelo qual tudo que ele consagra está consagrado, não usando outro óleo senão o veneno de sua línguas.  Como não tolero semelhante ultraje, saiba, entretanto, prezado leitor, que, no que tange a autoridade exclusiva do pontífice romano, não desprezo o venerável consenso de tantos fiéis na Itália, Alemanha, França, Espanha, Inglaterra e outros países. Somente uma coisa peço ao Senhor: que jamais permita que eu diga ou sinta algo que agrade a Eck, tal como ele é agora; nem que eventualmente, por causa do livre arbítrio, eu publicamente exponha ao ridículo a Cristo, Filho de Deus, nem que por causa da igreja romana eu negue que Cristo vive e reina na Índia e no Oriente; ou que - para propor também eu enigma a este festivo fazedor de enigmas - eu não volte a abrir, junto com Eck, a cloaca constantinopolitana nem celebre os antigos homicídios da África como novos martírios da igreja. Para que não sirva de tropeço seu enigma envenenado, saiba, estimado leitor, que não poucos incluem entre os artigos de João Huss também aquele em que ele afirmou que a supremacia do papa se deve ao imperador, o que também Platina[4] escreve claramente. Eu, em contrapartida, expus que essa mesma supremacia se prova por decretos pontificiais, e não por ordens imperiais. Assim a mesma igreja lateranense canta alegremente em verso que, no que se refere ao alcance de sua autoridade, tanto por decreto do papa, como pelo do imperador, ela é mãe das igrejas, etc. Esses versos são bem conhecidos. O que há, então? Necessariamente para Eck a mesma igreja seria também hussita e estaria reavivando velhas cinzas. Então, já que ela canta or ordem do papa com a concordância dos cardeais, de toda Roma e da igreja universal, não admira que Eck, enfastiado das cinzas velhas e em virtude de seu ofício de consagrante, deseje dedicar à cátedra apostólica um novo holocausto, reduzindo a novas cinzas o papa, os cardeais e a própria igreja lateranense. Graças a Deus, que resta ao menos um Eck de mentalidade católica, aquele singularíssimo promotor da singularidade, visto que todos os outros estão arruinados pelo veneno da Boêmia. Mas por que haveria de causar surpresa que os sofistas dessa espécie não conhecem os fatos históricos, se nem suas próprias sentenças categóricas não entendem? Eu naturalmente nunca terei esse tema, nem pensei em debater sobre ele. Mas Eck já há muito tempo está ulcerado pela mais profunda inveja contra mim. Ele sabe que essa sentenças são odiosas. Não acreditando numa possibilidade de vitória em outras coisas, ao menos neste ponto esperava que pudesse provocar indignação contra mim, uma vez que aprendeu (como se diz) a bater o cachorro ante os olhos do leão, fazendo de um debate em torno da verdade uma tragédia de inveja.  Mas eles que acusem quanto quiserem, consagrem suas adulações à cátedra apostólica, consagrem à cadeira e ao banquinho; eles que consagrem também à caixa apostólica (visto que esta faz parte mais intrínseca da indulgência e da supremacia); eles que fiquem manquejando ao redor do altar de seu Baal, clamem mais alto (porque ele é um deus, ele está conversando, ou a caminho, ou numa estalagem, ou certamente dorme), para que ele venha (1 Reis 18:26ss).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim é suficiente que contra Cristo a cátedra apostólica nada quer nem consegue. Nessa questão também não terei medo nem do papa nem do nome do papa, menos ainda destas peninhas e bonecas[5]. Somente uma coisa espero: Que roubo do meu nome cristão não venha em prejuízo da puríssima doutrina de Cristo. Pois aqui não quero que alguém espere "paciência" de mim, não quero que Eck procure modéstia, seja sob o hábito preto, seja sob o branco[6]. Maldita seja a glória daquela clemência ímpia, com a qual Acabe deixou escapar Ben-Hadade (1 Reis 20:34ss), inimigo de Israel. Pois aqui não quero ser fortíssimo apenas no morder (o que dói a Eck), mas também insuperável em devorar, para que possa devorar de uma só bocada (falando com Isaías 9:11) os Silvestres e Civestres, os Cajetanos e Ecks e o resto dos falsos irmãos que combatem a graça cristã. Eles que amedrontem alguém outro com suas adulações e consagrações; Martinho despreza os sacerdotes e consagradores da cátedra apostólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao resto, veremos no debate e após ele. Mas também o Dr Andreas Carlstadt, que já agora é vencedor sobre o engano de Eck, virá não como soldado desertor[7], mas receberá confiantemente a este leão morto[8] e por ele derrubado. Entrementes permitimos que a consciência miserável se alegre com a esperança simulada do triunfo e com a vã jactância das ameaças. Por isso também eu acrescento às minhas teses uma décima-terceira, avessa à raiva de Eck: Deus fará com que saia algo de bom do debate que Eck mancha com tanto mal, ódio e infâmia.  Passe bem meu caro leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra erros novos e velhos Martinho Lutero defende as seguintes teses na Universidade de Leipzing&lt;br /&gt;1. Toda pessoa peca diariamente, mas também todos os dias faz penitência, como ensina Cristo: "Fazei penitência!"[9]; e isso com exceção de um suporto novo justo que não necessita de penitência, apesar de o vinhateiro celeste limpar dia a dia as videiras frutíferas.&lt;br /&gt;2. A pessoa também peca ao fazer o bem e o pecador não alcança perdão em si mesmo, mas apenas pela misericórdia de Deus. Também depois do batismo ainda permaneça pecado na criança. Negar isso significa pisar com os pés de uma só vez a Paulo e a Cristo.&lt;br /&gt;3. Quem afirma que a boa e a penitência começa com a aversão aos pecados, antes do amor à justiça, e nisso a pessoa não mais está em pecado, a este consideramos um herege pelagiano[10], mas também provamos que ele comete uma tolice contra o santo Aristóteles.[11]&lt;br /&gt;4. Deus converte o castigo eterno em pena temporal, ou seja, a de carregar a cruz. Os cânones[12] ou os sacerdotes não tem qualquer poder de impor ou retirá-la, mesmo que o presumam, seduzidos por aduladores nocivos.&lt;br /&gt;5. Todo sacerdote deve absolver o penitente de castigo e culpa, caso contrário ele peca. Da mesma forma peca o prelado superior se ele, sem razão muito forte, guarda para si coisas ocultas, mesmo que essa não tenha sido a prática da igreja, isto é, dos aduladores.&lt;br /&gt;6. Pode ser que as almas satisfaçam no purgatório os seus pecados; mas que Deus exija do moribundo mais do que a disposição para a morte, é uma afirmação temerária e muito vã, porque não pode ser provada de modo algum.&lt;br /&gt;7. E mostra desconhecer o que seja fé ou contrição ou livre arbítrio aquele que balbucia ser o livre arbítrio senhor sobre os atos, sejam bons ou maus, ou aquele que sonha que a pessoa não seja justificada exclusivamente pela fé na palavra ou que a fé não anule toda culpa.&lt;br /&gt;8. Contraria a verdade e a razão afirmar não terem amor aqueles que não querem morrer, e que eles por isso tenham que sofrer o horror do purgatório; isso, porém, é assim somente se verdade e razão forem a mesma coisa que a opinião dos pseudoteólogos.&lt;br /&gt;9. Sabemos muito bem que os pseudoteólogos afirmam que as almas no purgatório estão certas de sua salvação e que a graça não cresce nelas; mas nos surpreendemos que esses senhores eruditíssimos não possam fornecer qualquer fundamentação convincente para essa fé, por menor que seja, nem mesmo para um ignorante.&lt;br /&gt;10. Certo é que o mérito de Cristo constitui o tesouro da igreja e que para ele contribuem os méritos dos santos; mas que esse seria o tesouro das indulgências, isso ninguém faz crer, a não ser um adulador sem-vergonha, os extraviados da verdade e práticas e usos inventados da igreja.&lt;br /&gt;11. Dizer que as indulgências sejam algo de bom para o cristão é falar bobagem; na verdade elas são uma perversão da boa obra. Um cristão deve rejeitar as indulgências por causa do abuso, porque o Senhor diz: "Por causa de mim apago as tuas iniqüidades" (Isaías 43:25), e não por causa do dinheiro.&lt;br /&gt;12. Que o papa poderia dispensar todo castigo devido por causa do pecado, tanto para esta vida como para a futura, e que as indulgências também são úteis para os que nada fizeram de mal, isso sonham sossegadamente sofistas[13] bem desinformados e pestilentos aduladores, se bem que não o consigam demonstrar, nem mesmo em vestígio.&lt;br /&gt;13. Demonstram que a igreja romana é superior a todas as outras. Isso o fazem dos decretos mais frios dos pontífices romanos dos últimos 400 anos. Contra esses, porém, estão as histórias comprovadas de 1100 anos, o texto da Escritura Divina e o decreto do Concílio de Nicéia, o mais sagrado de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOTAS: &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[1] Anaxágoras, filósofo grego, conhecido por apresentar deduções aparentemente lógicas para chegar a conclusões obviamente absurdas. &lt;br /&gt;[2] Defensio Andreae Carlstadii adversus eximii D. Ioannis Eckii monomachian, 1518. &lt;br /&gt;[3] Alusão aos adeptos de João Huss, da Boêmia. &lt;br /&gt;[4] Um dos autores do Liber Pontificalis, coleção de biografias dos papas. &lt;br /&gt;[5] Trata-se de um jogo de palavras no original latino: papa - pappos - puppas. &lt;br /&gt;[6] Os agostinianos (como Lutero) usavam o hábito preto, os dominicanos (Eck), branco. &lt;br /&gt;[7] Eck havia chamado a Carlstadt, em carta, de "soldado covarde". &lt;br /&gt;[8] Quando Eck quis inculpar a Tetzel, Carlstadt lhe escreveu que desejava lutar com um leão, não com um asno. &lt;br /&gt;[9] Mt 4:7. &lt;br /&gt;[10] Pelagianismo - doutrina do heresiarca inglês Pelágio (século V), a qual nega o pecado original e a corrupção d a natureza humana. &lt;br /&gt;[11] Isto é, não sabem raciocinar logicamente. &lt;br /&gt;[12] Cânone: cada uma das prescrições da lei eclesiástica que rege a vida do fiel católico. &lt;br /&gt;[13] Designação pejorativa dos escolásticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de Martinho Lutero, &lt;i&gt;Pelo evangelho de Cristo&lt;/i&gt; (Porto Alegre, Concórdia Editora, 1984), págs. 52-57.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-363708352740487370?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/363708352740487370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=363708352740487370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/363708352740487370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/363708352740487370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/10/meu-querido-eck-esta-indignado-prezado.html' title='Carta de Lutero contra Johannes Eck'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fDG0q4wdBBc/Tq6cE8x81PI/AAAAAAAAAlE/bTEChOOBI-w/s72-c/Luther%2Bscholar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-5440772748708906117</id><published>2011-09-29T20:22:00.009-04:00</published><updated>2011-09-29T20:44:57.062-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puritanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presbiterianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><title type='text'>Quem foram os puritanos?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-P-b6mY6niRs/ToUMhm2EvAI/AAAAAAAAAkw/WGcGaRDXTfc/s1600/puritanos2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 136px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-P-b6mY6niRs/ToUMhm2EvAI/AAAAAAAAAkw/WGcGaRDXTfc/s200/puritanos2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657942278363462658" /&gt;&lt;/a&gt; O Puritanismo foi um movimento que surgiu dentro do protestantismo britânico no final do século 16. A Inglaterra estava separada da submissão papal, mas não da doutrina, liturgia, e ética católica. O rei inglês Henrique VIII por motivos pessoais, e não por convicção teológica liderou uma reforma política no Reino Unido (Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales) que defendia o rompimento com a Igreja Católica Romana, vindo a originar-se a Igreja Anglicana. O monarca inglês faleceu e o seu filho, Eduardo VI, tornou-se rei em seu lugar. O jovem regente inglês possuía conselheiros influenciados pela Reforma protestante. Alguns teólogos e professores foram convidados para liderar a Reforma na Inglaterra. Entretanto, este projeto não foi adiante, pois o novo rei veio a falecer prematuramente. A sua irmã mais velha, Maria Tudor, a sangüinária, assumiu o trono ordenando a morte de todos os protestantes, prendendo e expulsando muitos outros do Reino Unido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1559, Elizabeth sucedeu à sua meia-irmã Maria Tudor. A nova rainha da Inglaterra era simpatizante da Reforma. Ainda em 1559, solicitou a revisão do Livro Comum de Oração, e editou em 1562, os 39 Artigos de Fé[1] como padrão doutrinário da Igreja Anglicana.[2] Autorizou a volta dos reformadores ingleses exilados. Todavia, os que retornaram estavam insatisfeitos com a lenta e parcial Reforma eclesiástica que Elizabeth estava realizando. Justo L. González comenta que os que foram expulsos “trouxeram consigo fortes convicções calvinistas, de modo que o Calvinismo se estendeu por todo o país.”[3] Eles haviam contemplado o que os princípios da Reforma poderiam fazer em outros países, agora estavam comprometidos em aplicá-los em sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que defendiam que a Igreja Anglicana carecia duma completa Reforma foram apelidados jocosamente de "puritanos". De fato, os puritanos acreditavam que a igreja inglesa necessitava ser purificada dos resquícios do romanismo. Eles clamavam por pureza teológica, litúrgica, e moral! Henrique VIII embora discordasse da Igreja Católica acerca dos seus divórcios, ele morreu sustentando o título de Defensor da fé Católica. Mas, os puritanos também ansiavam por mudanças litúrgicas, pois, mesmo a Inglaterra se declarando protestante, a missa ainda era rezada em latim, eram usadas as vestimentas clericais, velas nos altares, e o calendário litúrgico e as imagens de santos eram preservadas. Era uma incoerente ofensa aos reformadores ingleses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pela liderança da Igreja, a prática do evangelho não estava sendo observada. Os puritanos exigiam não apenas mudanças externas, religiosas e políticas, mas mudança de valores, manifesto numa ética que agradasse a Deus, de conformidade com a Palavra de Deus. Foi por causa deste último ponto que o apelido puritano tornou-se mais conhecido. Eles eram considerados puros demais, porque queriam ter uma vida cristã coerente com a Escritura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente uma caricatura horrível é feita deste movimento. Não poucas vezes os puritanos são criticados e mencionados com desdenho. Entretanto, isto apenas evidencia a ignorância acerca da grandiosa obra e esforço destes homens e mulheres. Muitos perderam a sua vida por serem zelosos com o estudo e ensino das Escrituras Sagradas, e por desejarem viver consistentemente o puro evangelho de Cristo![4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presbiterianismo é herdeiro direto deste movimento. Os Padrões de Fé de Westminster são produto da melhor erudição e piedade puritana do século XVII. Os presbiterianos que migraram para os EUA, eram todos puritanos. A oração fervorosa, o culto sóbrio e equilibrado, o estudo da Escritura e a fiel pregação da Palavra de Deus, tanto pelo ensino como pela prática de uma vida simples, eram marcas que distinguiam estes homens, que influenciaram o Cristianismo europeu e norte-americano, e que chegou até ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;[1] Este documento doutrinário é essencialmente calvinista. Os 39 Artigos de Fé serviram para preparar a abertura de um processo de divulgação do Calvinismo na Igreja Anglicana que culminaria na Assembléia de Westminster (1643-1648), que produziu a Confissão de Fé e os Catecismos Breve e Maior. B.B. Warfield, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Studies in&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Theology&lt;/span&gt; in: The Works of. B.B. Warfield, pp. 483-511.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] A maioria dos clérigos anglicanos relutam, ainda hoje, em adotar uma posição de consistência teologicamente calvinista. Em geral, os teólogos anglicanos adotam a Via Media, ou seja, eles tentam conciliar a teologia romana com a protestante, e formar um sistema doutrinário sincretista. Veja E.A. Litton,&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Introduction to Dogmatic Theology&lt;/span&gt; (London, James Clark &amp;CO, LTD, 3ªed., 1960), pág. xi-xv. A liturgia anglicana ainda segue o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Book of Common Prayer&lt;/span&gt; (Livro Comum de Oração), embora dentro da Comunhão Anglicana cada Província é livre para alterar e adaptá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Justo González, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Visão Panorâmica da História da Igreja&lt;/span&gt; (São Paulo, Ed. Vida Nova, 1998), p. 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Leitura indispensável sobre este movimento são as obras:&lt;br /&gt;1. D.M. Lloyd-Jones, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os Puritanos - suas origens e seus sucessores&lt;/span&gt; (PES).&lt;br /&gt;2. J.I. Packer, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Entre os Gigantes de Deus - uma visão puritana da vida cristã&lt;/span&gt; (Editora Fiel).&lt;br /&gt;3. Leland Ryken, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Santos no Mundo - os puritanos como realmente eram&lt;/span&gt; (Editora Fiel).&lt;br /&gt;4. Errol Hulse, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quem foram os puritanos?&lt;/span&gt; (PES).&lt;br /&gt;5. Joel Beeke &amp; Randall J. Pederson, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Paixão pela pureza - conheça os puritanos&lt;/span&gt; (PES).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-5440772748708906117?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/5440772748708906117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=5440772748708906117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/5440772748708906117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/5440772748708906117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/09/quem-foram-os-puritanos.html' title='Quem foram os puritanos?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-P-b6mY6niRs/ToUMhm2EvAI/AAAAAAAAAkw/WGcGaRDXTfc/s72-c/puritanos2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-2247034794909046109</id><published>2011-08-06T12:08:00.004-04:00</published><updated>2011-08-06T12:14:08.399-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicologia da Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade'/><title type='text'>O "memorial' de Blaise Pascal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-h0FZNnWAPmQ/Tj1nm3wS7zI/AAAAAAAAAkQ/jEb1Xvn02GY/s1600/blaise_pascal.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 166px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-h0FZNnWAPmQ/Tj1nm3wS7zI/AAAAAAAAAkQ/jEb1Xvn02GY/s200/blaise_pascal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637776226036936498" /&gt;&lt;/a&gt; Numa noite o matemático e filósofo francês Blaise Pascal teve uma experiência marcante, que veio registrar num pedaço de papel. Este "memorial" manteve costurado em sua roupa, de onde o seu empregado somente o retirou após a sua morte.&lt;br /&gt;________________________________&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No ano da graça de 1654. Segunda-feira, 23 de Novembro, dia de são Clemente, papa e mártir, e de outros no martirológio. Vigília de são Crisógono mártir e de outros. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De cerca das dez e meia da noite até cerca de meia-noite e meia. Fogo!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó" e não dos filósofos e dos sábios. Certeza, certeza, sentimento, alegria, paz. Deus de Jesus Cristo. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Deum meum et Deum vestrum&lt;/span&gt;. "O teu Deus será o meu Deus." Esquecimento do mundo e de tudo, à exceção de Deus. Que só se encontra pelos caminhos mostrados pelo Evangelho. Grandeza da alma humana. "Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci." Alegria, alegria, alegria, prantos de alegria.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas eu me separara. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dereliquerunt me fontem aquae vivae&lt;/span&gt;. "Deus meu, me abandonarias?" Que eu nunca mais me separe dele, eternamente. "Esta é a vida eterna: que te reconheçam como o único Deus verdadeiro e aquele que enviaste, Jesus Cristo." Jesus Cristo, Jesus Cristo. Eu me separara: o afastei, reneguei e crucifiquei. Que nunca mais me separe dele. Que só se conserva pelos caminhos mostrados pelo Evangelho. Renúncia total e doce. Completa submissão a Jesus Cristo e ao meu diretor. A alegria eterna por um dia de prova sobre a terra. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Non obliviscar sermones tuo&lt;/span&gt;. Amem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;______________________________&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Extraído de Giovanni Reale - Dario Antiseri, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;História da Filosofia&lt;/span&gt; (São Paulo, Editora Paulus, 8a.ed., 2007) vol.2, págs. 600-601.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-2247034794909046109?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/2247034794909046109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=2247034794909046109' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2247034794909046109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2247034794909046109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/08/o-memorial-de-blaise-pascal.html' title='O &quot;memorial&apos; de Blaise Pascal'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-h0FZNnWAPmQ/Tj1nm3wS7zI/AAAAAAAAAkQ/jEb1Xvn02GY/s72-c/blaise_pascal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-1433824605821729190</id><published>2011-07-16T21:05:00.013-04:00</published><updated>2011-07-16T21:54:01.712-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><title type='text'>Calvino e seus escritos - uma introdução</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-LCEoC2v54Sw/TiI1m4CGqZI/AAAAAAAAAkA/iWQDEqs0-Zo/s1600/calvin%2Blibrary.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 146px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-LCEoC2v54Sw/TiI1m4CGqZI/AAAAAAAAAkA/iWQDEqs0-Zo/s200/calvin%2Blibrary.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630121426159053202" /&gt;&lt;/a&gt; A contribuição do pensamento teológico elaborado por Calvino é tão extenso como ignorado pela maioria do movimento evangélico. O historiador batista A.H. Newman comenta que “o sistema doutrinário de Calvino teve maior coerência interna e mais livre de obscuridades e ambigüidades do que o sistema de Lutero.”[1] Mesmo teólogos que não se identificam com as opiniões do reformador genebrino concordam com a influência de seu pensamento no mundo ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impacto do Calvinismo entre os protestantes forjou um grupo de cristãos que se fizeram respeitar em todas as esferas da sociedade européia. James Orr afirma que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;o sistema de Calvino é reflexo de sua mente - severa, grande, lógica, ousada - para elevar-se às alturas; contudo, humilde em retornar sempre às Escrituras como sua base. Fundamentando-se no trono de Deus, Calvino percebe tudo à luz do decreto eterno divino. O homem em seu estado de pecado perdeu a sua liberdade espiritual e o poder de fazer algo que seja verdadeiramente bom, ainda que Calvino admita livremente a existência da virtude natural, e a atribua à operação da divina graça, inclusive em seu estado não regenerado (Institutas II. 2. 12-17). A providência de Deus governa e abrange tudo, tanto o natural como o espiritual. Tudo o que acontece é o iluminar do conselho eterno. Tudo o que é atraído ao reino de Deus, o é por um ato livre da graça, e ainda assim a omissão dos não salvos deve ser atribuída a uma origem na vontade divina eterna, por mais misteriosa que seja. A vontade de Deus, deste modo, contém em si as razões últimas de tudo o que existe. Não é arbitrária, mas, uma vontade santa e boa, ainda que as razões do que ocorre na realidade no governo do mundo nos sejam inescrutáveis. A comunidade de sua Igreja se estende a muitos países. O seu sistema entra como um ferro no sangue das nações que a receberam. Levantaram-se os huguenotes franceses, os puritanos ingleses, os escoceses, os holandeses, os da Nova Inglaterra; gente valorosa, livre e temente a Deus. Prostrando o homem diante de Deus, mas exaltando-o novamente na consciência de uma liberdade, nascida de novo em Cristo; mostrando a sua escravidão por causa do pecado, mas restaurando-o na liberdade mediante a graça; guiando-o para que veja todas as coisas à luz da eternidade, contribuiu para formar um tipo vigoroso, mas nobre e elevado de caráter, criou uma raça que não se intimida em levantar a cabeça diante dos reis.[2]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que se interessam em estudar o pensamento de Calvino precisam ler as suas obras. Há um bom material secundário disponível em português, bem como algumas editoras brasileiras estão se empenhando em publicar algumas de suas obras. Aqueles que desejarem verificar o que está publicado em português pode &lt;a href="http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/04/biblioteca-calvinista-2.html"&gt;clicar aqui&lt;/a&gt;.  Todas as obras de João Calvino contabilizam 59 volumes no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Corpus Reformatorum&lt;/span&gt; [especificamente os volumes 29 a 87] e estamos longe de ter todo este material em nosso idioma, sendo este um desafio para as novas gerações de teólogos e estudantes de teologia que podem se comprometer com este desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos seus escritos merecem distinta menção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Institutio Christianae Religionis&lt;/span&gt; [Tratato da Religião Cristã] em sua edição final de 1559. As Institutas é a sua &lt;span style="font-style:italic;"&gt;opus magno&lt;/span&gt;, deve se lembrar que Calvino iniciou a sua redação em 1536, publicada primeiramente em latim, na cidade Basiléia na Suiça, sendo a sua edição final, em latim, publicada em 1559, na cidade de Genebra.[3]  Ela passou por várias alterações, restrutura, e arranjos quanto a ordem dos assuntos,[4]  sendo inclusive traduzida pelo próprio Calvino para a sua língua mater, o francês.[5] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Epistola ad Senatum Populumque Genevensem, qua in obedientiam Romani Pontificis eos reducere conatur. Joannis Calvini responsio&lt;/span&gt; [Epístola ao Senado e ao povo de Genebra, a quem o Pontificado Romano pretende forçar retornar. A resposta de João Calvino] escrito em 1539. Este livreto é comumente conhecido como “Epístola ao Cardeal Sadoleto”. Uma tradução francesa, de autor desconhecido surgiu em 1540.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Petit traicté de la saincte Cene de nostre Seigneur Jesus Christ. Auquel est demonstré la vraye institution, proffit et utilité d'icelle: ensemble la cause pourquoy plusieurs des modernes semblent en avoir escrit diversement&lt;/span&gt; [Pequeno tratato da Santa Ceia de nosso Senhor Jesus Cristo, no qual são demonstrados a sua verdadeira instituição, o seu proveito e utilidade; e, o motivo porque vários escritores contemporâneos tiveram perspectivas diferentes] escrito originalmente em francês, em 1541.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Acta synodi tridentinæ. Cum antidote&lt;/span&gt; [Atas do Concílio de Trento. Com um antídoto]. Reproduz e critica os decretos do Concilio de Trento, especialmente as sessões de 1545-1547. Escrito em 1547, e sendo traduzido para o francês em 1548, provavelmente pelo próprio Calvino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Consensio mutua in re Sacramentaria Ministrorum Tigurianae Ecclesiae, et D. Joannis Calvini Ministri Genevensis Ecclesiae, jam nunca v ipsis authoribus edita&lt;/span&gt;.[Acordo mútuo relativo aos sacramentos adotado entre os Ministros da Igreja de Zurique e de João Calvino, ministro da Igreja de Genebra, publicado agora por aqueles que o planejaram]  O Acordo de Zurique, ou como é mais conhecido o "Consenso Tigurino", foi escrito em 1549. O nome deste documento se deve a região de Zurique, na Suíça, que tinha o nome latino de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tigurinus&lt;/span&gt;. Este documento é uma declaração de fé escrita visando a unidade teológica nas comunidades reformadas quanto a doutrina da Ceia do Senhor. A controvérsia não envolvia os luteranos, mas apenas os adeptos da perspectiva de João Calvino e de Henrich Bullinger, sucessor de Ulrich Zwínglio. Entretanto, após a morte prematura de Zwínglio, em 1531, na região de Kappel, Lutero renovou os seus ataques contra a perspectiva do reformador suíço a partir de 1544. Por este motivo Bullinger procurou Calvino para que pudessem chegar a um acordo, pois as suas opiniões eram mais próximas do reformador genebrino do que da perspectiva de Lutero. Calvino, William Farel e Henrich Bullinger se reuniram em Zurique, em 1549, e escreveram o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Consensus Tigurinus&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;De æterna Dei prædestinatione, qua in salutem alios ex hominibus elegit, alios suo exitio reliquit: item de providentia qua res humanas gubernat, consensus pastorum Genevensis Ecclesiæ, a Jo. Calvino expositus&lt;/span&gt; [Acerca da eterna Predestinação de Deus, que salva os eleitos para outro fim, a fim de tirá-los da morte: do mesmo modo, acerca da providência pela qual os seres humanos são governados, consenso dos pastores da Igreja de Genebra, uma exposição de João Calvino] escrito em 1552.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Johannis Calvini Commentariis&lt;/span&gt; [Os comentários de João Calvino]. A edição inglesa soma um total de 22 volumes. Infelizmente Calvino não comentou todos os livros da Bíblia. Os seus comentários são proveitosos e a Editora Fiel está publicando uma versão traduzida do inglês.[6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] A.H. Newman, A Manual of Church History (Philadelphia, The American Baptist Publication Society, ed.rev., 1953), vol. 2, p. 568.&lt;br /&gt;[2] James Orr, El Progreso del Dogma (Terrassa, CLIE, 1988), pág. 233.&lt;br /&gt;[3] Para uma lista completa das edições das Institutas de Calvino de 1536 até 1600 veja Alister McGrath, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A vida de João Calvino&lt;/span&gt; (São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2004), pp. 165-166. Uma edição especial com notas para estudo e pesquisa foi publicada pela Editora Cultura Cristã em 2006, o texto procede da edição de 1541 da edição francesa, com tradução realizada pelo Dr. Odayr Olivetti, bem como acrescidas notas escritas pelo Dr. Hermisten M.P. da Costa.&lt;br /&gt;[4] João Calvino, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;As Institutas – Edição especial com notas para estudo e pesquisa&lt;/span&gt; (São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2006), vol. 1, p. 8. A edição original em francês trás no seu título a seguinte apresentação &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Institution de la religion chrestienne: en laquelle est comprinse une somme de pieté, et quasi tout ce qui est necessaire a congnoistre en la doctrine de salut. Composée en latin par Jean Calvin, et translatée en françois, par luymesme. Avec la preface addressée au treschrestien Roy de France, Françoys premier de ce nom: par laquelle ce present livre luy est offert pour confession de foy&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;[5] Para um estudo detalhado sobre a história literária das edições e revisões das Intitutas consulte Alister McGrath, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A vida de João Calvino&lt;/span&gt; (São Paulo, Editora Cultura Cultura, 200), pp. 161-202. E, também B.B. Warfield, “Calvin and Calvinism” in: The &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Works of Benjamin B. Warfield&lt;/span&gt; (Grand Rapids, Baker Books, 2003), vol. 5, pp. 370-428.&lt;br /&gt;[6] Deve-se lembrar que como protestante, Calvino aceitava apenas 66 livros inspirados, rejeitando os apócrifos que foram acrescentados ao cânon da Bíblia católica, em 8 de Abril de 1546, no Concílio de Trento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-1433824605821729190?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/1433824605821729190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=1433824605821729190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1433824605821729190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1433824605821729190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/07/contribuicao-do-sistema-teologico.html' title='Calvino e seus escritos - uma introdução'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LCEoC2v54Sw/TiI1m4CGqZI/AAAAAAAAAkA/iWQDEqs0-Zo/s72-c/calvin%2Blibrary.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-9082062939054171990</id><published>2011-06-25T18:19:00.005-04:00</published><updated>2011-07-13T09:12:26.807-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Romana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><title type='text'>As 10 Teses de Berna (1528)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-fopSgjp8Ng8/TgZfSihOPJI/AAAAAAAAAj0/pTpq1VqWqxQ/s1600/B%2525C3%2525ADblia%252BSagrada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 163px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-fopSgjp8Ng8/TgZfSihOPJI/AAAAAAAAAj0/pTpq1VqWqxQ/s200/B%2525C3%2525ADblia%252BSagrada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622285956927077522" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Introdução histórica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governantes civis de Berna seguiram o exemplo de Zurique e convocaram um concílio para realizarem um debate público em língua comum, e não em latim. De um lado estariam os professores protestantes defendendo as suas conclusões teológicas e de outro, os bispos e teólogos romanistas argumentando contra as ideias ensinadas na cidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim foram as 10 Teses de Berna preparadas e defendidas pelos ministros que deram início à reforma da Igreja de Berna, Berthold Haller[1], Sebastian Meyer[2] e Franz Kolb. Posteriormente, o texto foi revisado e publicado em alemão, latim e francês[3] para que fosse usado numa conferência na capital da Suíça, convocada pelo governo da cidade, durante o período de 7 a 26 de Janeiro de 1528. Segundo Thomas M. Lindsay elas representavam uma “sucinta apresentação da pregação da Igreja Reformada na Suíça”[4] sob a liderança de Zwingli.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os principais líderes da Reforma alemã e suíça estavam presentes na conferência e aprovaram o documento. Além destes também estavam presentes e consentiram com o conteúdo do texto, Ambrosius Blaarer de Constança, Oecolampadius de Basiléia, Martin Bucer e Capito de Estrasburgo, Sebastian Wagner Hofmeister de Schaffhausen, William Farel que era pregador em Aigle, e outros menos conhecidos que somavam aproximadamente 250 clérigos presentes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os bispos católicos da cidade de Constança, de Basiléia, de Valais e de Lausanne, apesar de convidados, não compareceram. Durante um segundo momento somente esteve presente o bispo Conrad Treger, de Lausanne, que decidiu guardar silêncio, por não aceitar que o debate ocorresse em língua vernáculo e, não em latim. Os partidários romanistas da cidade de Berna não demonstraram interesse pelo debate, visto se virem desamparados pelo clero regional.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os debates tiveran início formal em 15 de Janeiro. Durante o período da disputa, Zwingli pregou dois sermões que causaram positiva impressão nos cidadãos. O debate terminou no dia 26 de Janeiro, com a subscrição da maioria dos clérigos de Berna e, deste modo o resultado foi que a Reforma obteve completa vitória em Berna.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A importância deste documento é que ele inaugura a expansão do movimento de Reforma na Suíça. Até então no cantão leste, Zurique está só, e Berna era uma das duas cidades mais importantes da região. A união era uma necessidade urgente para que pudessem fortalecer o movimento de Reforma e alcançar outras cidades da federação suíça. O resultado da disputa teológica entre protestantes e romanistas foi que as autoridades e cidadãos estavam resolutos em adotar a Reforma. A missa foi abolida sendo substituída pelo sermão.[5] As imagens foram removidas dos templos, e os monastérios foram esvaziados e usados para a educação, e o sustento clerical e a verba papal foram declaradas ilegais em Berna.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As teses&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;São nos entregues as seguintes conclusões de Franciscus Kolb e Berchtoldus Haller, ambos sendo pastores da Igreja de Berna, ao lado de outros professores ortodoxos, e por esta única razão os recebemos a partir dos escritos bíblicos, tanto dos livros do Velho como do Novo Testamento, neste dia designado, sendo o próximo domingo após o dia da circuncisão, no ano de 1528.[6]&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I. A santa Igreja Cristã, sobre quem somente Cristo é a Cabeça, é nascida da Palavra de Deus, e se conforma na mesma, e não ouve a voz de estranho.[7]&lt;br /&gt;II. A Igreja de Cristo não pode fazer nenhuma lei ou mandamento aparte da Palavra de Deus. Deste modo, as tradições humanas não devem ser-nos exigidas se elas não estiverem fundamentadas na Palavra de Deus.[8]&lt;br /&gt;III. Cristo é a nossa única sabedoria, justiça, redenção e satisfação pelos pecados de todo o mundo. Assim sendo, nega a obra de Cristo, quando se confessa que há outro fundamento de salvação e satisfação.[9]&lt;br /&gt;IV. Que o corpo e sangue de Cristo é recebido, essencialmente e corporeamente, no pão da Eucaristia é impossível de se provar a partir da Escritura Sagrada.[10]&lt;br /&gt;V. A missa como atualmente é usada, na qual Cristo é oferecido a Deus o Pai, pelos pecados dos vivos e mortos, é contrária à sagrada Escritura, é blasfêmia contra o mais santo sacrifício, paixão e morte de Cristo e, por esta razão, considerado um abuso e uma abominação diante de Deus.&lt;br /&gt;VI. Assim, somente Cristo morreu por nós, assim, ele deve ser adorado como o único Mediador e Advogado entre Deus o Pai e os crentes. Sendo assim, é contrário à Palavra de Deus propor e invocar outros mediadores.&lt;br /&gt;VII. A Escritura nada revela acerca de um purgatório após esta vida. Assim, todas as homenagens aos mortos, como vigílias, missas pelos mortos, ritos fúnebres de sétimo dia, lâmpadas, candelabros, e coisas deste tipo, são inúteis.[11]&lt;br /&gt;VIII. A adoração de imagens é uma prática contrária à Escritura, tanto nos livros do Antigo como no Novo Testamento. Deste modo, como as imagens desonram a si mesmas, e são um perigo, deveriam ser abolidas como objetos de adoração.&lt;br /&gt;IX. O matrimônio não é proibido na Escritura para nenhuma ordem ou condição de homem, pelo contrário, ele é ordenado e permitido a todos os homens como um meio de impedir a fornicação e a impureza.[12]&lt;br /&gt;X. Assim, de acordo com a Escritura, um assumido fornicador precisa ser excomungado, porque ele está vivendo uma vida de solteiro luxuriosa e impura, que é tão pernicioso para qualquer pessoa, e muito mais para o sacerdote.[13]&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tradução realizada com adição de notas históricas por Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;Porto Velho, 21 a 24 de Junho de 2011.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] Berthold Haller nasceu em Aldingen (1492-1536), estudou em Rothweil e Pfortzheim onde ele estabeleceu uma aproximação com Melanchthon. Recebeu o seu bacharel em teologia da Universidade de Köln e, retornou para ensinar em Rothweil e em seguida foi lecionar em Berna (1513-1518), sendo eleito assistente de Thomas Wyttenbach. A sua simpatia e eloqüência deu-lhe proeminência na cidade, entretanto o seu repetido desânimo diante das dificuldades precisou que Zwingli o encorajasse a perseverar na obra da Reforma. Segundo o historiador Thomas M. Lindsay foram Haller e Zwingli quem esboçaram o texto e tiveram o auxílio de Kolb para expor o seu conteúdo. &lt;br /&gt;[2] Sebastian Meyer (1467-1545) foi um professor franciscano de teologia, de Elsass, que pregava em Berna desde 1518, contra os abusos da Igreja Roma. Os notórios ataques dos monges dominicanos em Berna (1507-1509) e, a venda de indulgências (1518) promovida por eles motivou os cidadãos a apreciarem as pregações e a lerem o documento.&lt;br /&gt;[3] Originalmente o texto foi escrito em alemão suíço, sendo traduzido por Zwingli para o latim, por Farel para o francês visando beneficiar os estrangeiros que estariam presentes na debate. Vide* Thomas M. Lindsay, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A History of the Reformation&lt;/span&gt; (New York, Charles Scribner’s Sons, 1925), vol.2, págs. 41-42.&lt;br /&gt;[4] Thomas M. Lindsay, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A History of the Reformation&lt;/span&gt;, vol.2, págs. 42.&lt;br /&gt;[5] O debate terminou no dia 26 de Janeiro e a missa foi abolida em 7 de Fevereiro do mesmo ano.&lt;br /&gt;[6] A minha tradução fiz do texto latino conforme aparece em Philip Schaff, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Creeds of Christendom&lt;/span&gt; (Grand Rapids, Baker Books, 6ªed., 2007), vol. 3, pág. 208. O texto latino reza o seguinte: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"De sequentibus Conclusionibus nos Franciscus Kolb et Berchtoldus Haller, ambo pastores Ecclesiae Bernensis, simul cum aliis orthodoxiae professoribus unicuique rationem reddemus, ex scriptis biblicis, Veteris nimirum et N. Testamenti libris, die designato, mimirum primo post dominicam primam circumcisionis, anno MDXXVIII.”&lt;/span&gt; Um tanto diferente James T. Dennison, Jr. do latim traduz a Introdução desta forma: “Berthold Haller e Francis Kolb, ministros evangélicos em Berna, com outros professores evangélicos, ambos responderão seguindo o método de proposições e deduções, sendo a regra para todos os debatedores que seja a sacra Escritura, que é, a Bíblia do Antigo e Novo Testamento, no dia indicado em Berna, isto é, aquele é próximo à Festa da Circuncisão do Senhor. Ano 1528”. James T. Dennison, Jr., &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reformed Confessions of the 16th and 17th Centuries in English Translation 1523-1552&lt;/span&gt;, vol. 1, pág. 41.&lt;br /&gt;[7] James T. Dennison, Jr. traduz: “A santa igreja católica...” in:  &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reformed Confessions of the 16th and 17th Centuries in English Translation 1523-1552&lt;/span&gt;, vol. 1, pág. 41.&lt;br /&gt;[8] Thomas M. Lindsay traduz: “A Igreja de Cristo não faz lei, nem estatuto aparte da Palavra de Deus, e conseqüentemente, aquelas ordenanças humanas que são chamados mandamentos da Igreja não podem obrigar nossas consciências a menos que estejam fundamentadas na Palavra de Deus e de acordo com ela.” &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A History of the Reformation&lt;/span&gt;, vol.2, págs. 41.&lt;br /&gt;[9] Lindsay traduz: “Cristo é nossa sabedoria, justiça, redenção e pagamento pelos pecados do mundo todo; e todos os que pensam que podem obter salvação de outro modo, ou ter outra satisfação pelos seus pecados, renunciaram a Cristo.” &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A History of the Reformation&lt;/span&gt;, vol.2, págs. 41.&lt;br /&gt;[10] Lindsay traduz: “É impossível provar das Escrituras que o Corpo e Sangue de Cristo estão corporeamente presentes no pão da Santa Ceia.” &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A History of the Reformation&lt;/span&gt;, vol.2, págs. 41.&lt;br /&gt;[11] Lindsay traduz: “Não há evidência de Purgatório após a morte na Bíblia; e nenhum culto pelos mortos, nem vigílias, missas, ou coisa parecida, estas coisas são inúteis.” &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A History of the Reformation&lt;/span&gt;, vol.2, págs. 41.&lt;br /&gt;[12] Lindsay traduz: “O casamento não é proibido em nenhum estado [civil] pela Escritura, mas devassidão e a fornicação são proibidas a qualquer estado em que se encontrar.” &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A History of the Reformation&lt;/span&gt;, vol.2, págs. 41.&lt;br /&gt;[13] O texto pode ser encontrado em latim em Rev. B.J. Kidd, ed., &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Documents illustrative of the Continental Reformation &lt;/span&gt;(Eugene, Wipf &amp; Stock Publishers, 1911), págs. 459-460; o texto comparativo do latim com o alemão suíço encontra-se em Philip Schaff, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Creeds of Christendom&lt;/span&gt; (Grand Rapids, Baker Books, 6ªed., 2007), vol. 3 págs. 208-210; o texto traduzido do francês para o inglês por James T. Dennison, Jr., org., &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reformed Confessions of the 16th and 17th Centuries in English Translation – 1523-1552 &lt;/span&gt;(Grand Rapids, Reformation Heritage Books, 2008), vol. 1, págs. 40-42; e também do francês para o inglês uma tradução de Thomas M. Lindsay, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A History of the Reformation&lt;/span&gt; (New York, Charles Scribner’s Sons, 1925), vol. 2, págs. 42-43.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-9082062939054171990?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/9082062939054171990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=9082062939054171990' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/9082062939054171990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/9082062939054171990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/06/as-10-teses-de-berna-1528.html' title='As 10 Teses de Berna (1528)'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fopSgjp8Ng8/TgZfSihOPJI/AAAAAAAAAj0/pTpq1VqWqxQ/s72-c/B%2525C3%2525ADblia%252BSagrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-6400124819502885962</id><published>2011-05-27T17:54:00.007-04:00</published><updated>2011-05-28T12:11:38.888-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberalismo Teológico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hermenêutica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Somente teólogos liberais são moralmente liberais?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/--KfaWwJxWmE/TeAhUSEQ0PI/AAAAAAAAAjQ/H25huQ2ZIB4/s1600/teologo_cego2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 336px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--KfaWwJxWmE/TeAhUSEQ0PI/AAAAAAAAAjQ/H25huQ2ZIB4/s400/teologo_cego2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611521768034455794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem pensar que somente os teólogos que usando o método histórico-crítico, ou outro método teológico de tradição liberal, apoiarão o homossexualismo, ou usarão a Bíblia para legitimizar a união estável entre pessoas do mesmo sexo, está enganado. Sabemos que há quem negue o método hermenêutico crítico-histórico, e até sustente uma perspectiva conservadora e inerrante da Escritura Sagrada e, ao mesmo tempo adote incoerentemente uma interpretação de legitimização do homossexualismo, ou seja, que a relação ou união estável entre pessoas do mesmo sexo não é algo proibido na Escritura Sagrada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pode-se mencionar, por exemplo, o Dr. Marten Woudstra,  falecido ministro da Christian Reformed Church, ex-professor de Antigo Testamento no Calvin Seminary e presidente da comissão de tradução da NIV - que é acusado de ter diluído a tradução onde os textos mencionam homossexualidade [&lt;a href="http://www.thedarwinpapers.com/Sodomite-HomosexualChairmanNIVOTCommittee.htm ,"&gt;acesse aqui&lt;/a&gt;]. Em outro site trás um artigo com o título:  &lt;a href="http://www.lovethetruth.com/bible/NIV/homosexuals.htm"&gt;Homosexuals On the NIV Translating Committee&lt;/a&gt; que reforça a mesma acusação. É sabido da associação do Dr. Woudstra com os Evangelicals Concerned  [grupo teologicamente conservador, porém gay nos EUA].&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;William L. Graig em seu livro "Apologética para questões difíceis da vida" (Edições Vida Nova) no capítulo onde discute sobre HOMOSSEXUALIDADE ele introduz o assunto mencionando uma situação em que um erudito em NT ao ser convidado para palestrar para os Evangelicals Concerned teve o seguinte diálogo: "As pessoas estavam realmente preocupadas a respeito do que você ia falar", disse o anfritrião após o encontro. "Por quê?" - ele perguntou surpreso - "Vocês sabem que não sou homofóbico!". Mas o anfitrião lhe tranquilizou: "Imagina! As pessoas não estavam preocupadas com isso!" E acrescentou: "Na verdade, elas estavam com medo de que você fosse defender o método histórico-crítico". [pág. 142). No &lt;a href="http://www.ecwr.org/resources/the-bible-and-homosexuality.html"&gt;site oficial dos Evangelicals Concerned&lt;/a&gt; cita-se vários teólogos e links de artigos e debates que tentam legitimizar favoravelmente a homossexualidade e a Bíblia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por isso, penso que o método crítico e o liberalismo teológico em suas diferentes e elásticas formas tendem a favorecer o homossexualismo, mas não negaria que teólogos conservadores, que endossem a doutrina da inerrância não cheguem por outras vias na mesma conclusão permissiva. Assim, não vejo de modo simplista e dualista a situação: teólogos liberais sempre serão favoráveis ao homossexualismo, enquanto que os conservadores serão contra!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Obviamente que todo teólogo ao interpretar o texto analisando a intencionalidade do autor, verificando a sintaxe, e examinando-o em seu contexto histórico poderá verificar que em nenhum lugar as Escrituras dão apoio ao homossexualismo. O intérprete pode até não concordar com o que a Bíblia diz, mas ele terá que reconhecer que ela não legitimiza a união estável entre pessoas do mesmo sexo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.* "The Bible does not speak clearly enough on this issue!" - A Bíblia não fala claramente acerca deste assunto!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-6400124819502885962?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/6400124819502885962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=6400124819502885962' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6400124819502885962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6400124819502885962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/05/somente-teologos-liberais-sao.html' title='Somente teólogos liberais são moralmente liberais?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--KfaWwJxWmE/TeAhUSEQ0PI/AAAAAAAAAjQ/H25huQ2ZIB4/s72-c/teologo_cego2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-6212277186897174722</id><published>2011-05-13T22:35:00.003-04:00</published><updated>2011-05-13T22:55:02.291-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pós-modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apologética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decálogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>STF (o guardião da CF) - e suas decisões na versão Saltimbanco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-F75NMW4NPe0/Tc3tXSQcOBI/AAAAAAAAAjA/kkTUpmz9KzY/s1600/a_porta_esta_aberta.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 196px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-F75NMW4NPe0/Tc3tXSQcOBI/AAAAAAAAAjA/kkTUpmz9KzY/s200/a_porta_esta_aberta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606398095439706130" /&gt;&lt;/a&gt; Recentemente o Supremo Tribunal Federal deixou os brasileiros perplexos ao decidir pela não aplicação da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lei da Ficha Limpa&lt;/span&gt; no caso dos lapidadores dos cofres públicos, no último pleito eleitoral. (Joaquim Roriz, Jader Barbalho e seus contorcionistas agradecem). Faz-se desnecessário demonstrar os malabarismos a que foram obrigados a lançar mão na interpretação da lei para se chegar a essa decisão. O que o Supremo tem feito não é a conformidade do caso à Constituição, mas o contrário: a conformidade da Constituição ao caso, segundo o que se quer decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando uma lida no informativo do STF desta semana (nº 625), fui verificar os fundamentos jurídicos utilizados na decisão que reconheceu a união homoafetiva. De cara já sabia que pelos métodos de interpretação da norma mais usuais de direitos (interpretação autêntica, jurisprudencial, literal, racional, sistemático ou histórico), seria incabível a União Estável que não fosse somente entre um homem e uma mulher, conforme Art 226 da CF, a seguir:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.&lt;br /&gt;§ 1º - O casamento é civil e gratuita a celebração.&lt;br /&gt;§ 2º - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.&lt;br /&gt;§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.&lt;br /&gt;§ 4º - Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.&lt;br /&gt;§ 5º - Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vê-se que a união estável impõe, obrigatoriamente, gêneros diferentes. Qualquer coisa diferente disso, somente com o uso de trapézios e camas elásticas na interpretação da norma – e põe elasticidade nisso. Mas com o Cirque du Soleil à brasileira instalado na Praça dos Três Poderes, tudo é possível e há uma nova surpresa a casa instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual foi, então, o método utilizado para a “integração da norma” que tornou possível o reconhecimento da União Estável entre homossexuais? O Voto do Relator explica: aplicação analógica e interpretação extensiva (isso mesmo, não duvide, está lá: analogia e extensão. São métodos que torna a norma uma massa mole na mão do intérprete – dessa cartola pode sair de tudo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o fundamento? “preponderância da afetividade sobre a biologicidade”. Que absurdo; me desculpem se a pergunta parece vulgar, mas é absolutamente séria e cabível diante desse fundamento ainda mais vulgar: Será que nessa mesma lógica também não seria possível a união estável entre um homem e uma cabrita, por exemplo? E se o fundamento parece fraco, segure-se na poltrona que o picadeiro vai tremer agora: “princípio da dignidade da pessoal humana” (atenção senhores pedófilos: isso aqui deve servir pra alguma coisa pra vocês também). Será que o reconhecimento legal da promiscuidade não faz o inverso com a pessoa humana? Rm 1 responde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para fechar as cortinas com uma apresentação emotiva, o Relator realçou que “família seria, por natureza ou no plano dos fatos, vocacionalmente amorosa, parental e protetora dos respectivos membros, constituindo-se no espaço ideal das mais duradouras, afetivas, solidárias ou espiritualizadas relações humanas de índole privada, o que a credenciaria como base da sociedade (CF, art. 226, caput)”. Olha só no que está se tornando a base da sociedade brasileira! Está parecendo a proteção que se dá ao bandido em detrimento da do trabalhador. Daqui a pouco são nossas famílias que vão ter que dar licença pra que eles exerçam seus mais amplos e irrestritos direitos. Mas enquanto o Supremos os chamam de homoafetivos, para a Bíblia são o oposto: “sem afeição natural”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até Rui Barbosa é relevante aqui&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. E já que lembramos de Rui, vai mais uma dele: “Um povo cuja fé se petrificou, é um povo cuja liberdade se perdeu”. (Rui Barbosa – Disc. E Conf., 263).&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Mas é fácil entender essa produção circense toda diante das palavras do Apóstolo Paulo, quanto ao que o STF entende por princípio da dignidade da pessoal humana: “mudaram a verdade de Deus em mentira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, é por isso que eles não suportam o texto bíblico de Romanos 1. Diante de tão desmoralizante interpretação do STF, qualquer pessoa que tenha um pouquinho só de temor a Deus (ou até mesmo pudor humano), sentiria profunda dor na alma, nos ossos e até nas tripas diante dessa decisão, ao confrontá-la com as palavras do Apóstolo:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia e os abandonou às paixões infames, para desonrarem seus corpos entre si; E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade...”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em Uberlândia, 12 de maio de 2011&lt;br /&gt;Ciderlei B Machado&lt;br /&gt;Presbítero da 1a Igreja Presbiteriana de Porto Velho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-6212277186897174722?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/6212277186897174722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=6212277186897174722' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6212277186897174722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6212277186897174722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/05/stf-o-guardiao-da-cf-e-suas-decisoes-na.html' title='STF (o guardião da CF) - e suas decisões na versão Saltimbanco'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-F75NMW4NPe0/Tc3tXSQcOBI/AAAAAAAAAjA/kkTUpmz9KzY/s72-c/a_porta_esta_aberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-5118361113910030600</id><published>2011-04-02T23:52:00.009-04:00</published><updated>2011-04-03T00:26:35.252-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pós-modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Contemporânea'/><title type='text'>Minha sincera preocupação com o "deus" da Teologia Relacional</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-6ji4ovpcN6U/TZfvfeK2qAI/AAAAAAAAAiw/odr2mlIXaJg/s1600/cemit%25C3%25A9rio.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 136px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-6ji4ovpcN6U/TZfvfeK2qAI/AAAAAAAAAiw/odr2mlIXaJg/s200/cemit%25C3%25A9rio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591200786357331970" /&gt;&lt;/a&gt; Penso que o d_e_u_s do Teísmo Aberto ou Teologia Relacional deveria procurar um psiquiatra e tentar resgatar a sua identidade deslocada, e sair desta crise de descrença em si mesmo. Deveria repensar as suas dúvidas, e confiar um pouco mais no poder que tem, senão nem divindade poderá ser considerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino adoradores que se curvam diante de um d_e_u_s protrado. Eu me pergunto: quem está mais embaixo com a cara no pó lamentando entre as frustrações e decepções diante das desgraças naturais, sofrimentos de pecadores, e atrocidades do subproduto pecaminoso, este d_e_u_s ou os seus devotos? Quem seria idiota o suficiente para confiar numa deidade tão inapta, impotente, desnorteada, angustiada, e tão, senão mais limitado que as reles criaturas lançadas à sorte da fortuna, já que ele, enquanto d_e_u_s não controla os eventos, os tempos nem a direção do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de um século atrás o filósofo alemão Fredrich Nietizsche (1844-1900) declarou "Gott ist tot", ou seja, DEUS ESTÁ MORTO! O "deus" no entendimento do pensador, remodelado por ele, havia ido à óbito, e isto era inevitável a partir do Idealismo Alemão que era o Zeitgeist [pensamento predominante] de sua época, como hoje o é o Pós-modernismo. O que Nietizsche estava atacando era a possibilidade da Metafísica e da Epistemologia serem usadas à favor da Fé Cristã. Afinal, tudo condicionado pelo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt; da erudição da época. Por isso ele bradou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje! — NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência, §125.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma premissa falha dos teólogos relacionais é que a sua teoria acerca da "descontrução clássica da doutrina de Deus" tem problemas seríssimos de base. Eles cometem, resgardadas as diferenças, o mesmo pecado que Nietzche incorreu, ou seja, negar a possibilidade da Metafísica e da Epistemologia como recurso instrumental para falarmos de Deus. Aqui resolvemos a questão, pressuposicionalmente - cremos: Deus falou por meio de homens! E o que Ele revelou acerca de Si mesmo, é absoluta verdade. Todo o resto é conseqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha preocupação é que se esse d_e_u_s diante de sua crise e angústia resolva cometer suícidio, e se os seus fiéis se sintam constrangidos já que ele poderia dizer: "sejam meus imitadores." Talvez, isso ocorra somente como implicação final, por coerentização, pois os seus adeptos recorreram ao suicídio intelectual e, pior, ao espiritual quando abraçaram a crença numa divindade tão diminuta e estranha ao Deus soberano auto-revelado nas Escrituras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-5118361113910030600?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/5118361113910030600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=5118361113910030600' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/5118361113910030600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/5118361113910030600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/04/minha-sincera-preocupacao-com-o-deus-da.html' title='Minha sincera preocupação com o &quot;deus&quot; da Teologia Relacional'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6ji4ovpcN6U/TZfvfeK2qAI/AAAAAAAAAiw/odr2mlIXaJg/s72-c/cemit%25C3%25A9rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-7453729386793212915</id><published>2011-03-22T01:47:00.001-04:00</published><updated>2011-03-22T01:49:50.278-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decálogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>Por que honrar aos pais?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-9LXVnx1aN5I/TYg4MpMILdI/AAAAAAAAAio/hYXY3wH0LQA/s1600/filho%2Bpr%25C3%25B3digo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 154px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-9LXVnx1aN5I/TYg4MpMILdI/AAAAAAAAAio/hYXY3wH0LQA/s200/filho%2Bpr%25C3%25B3digo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586777127619407314" /&gt;&lt;/a&gt; Que base os pais têm para que os filhos sejam obrigados a tratá-los com honra? Não estamos pergutando o que um pai tem que fazer para merecer o direito de ser honrado. Os pais têm um direito natural de receber honra simplesmente porque conceberam e cuidaram de um filho. O dever do filho pressupõe o direito do pai, mas, porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliminemos primeiramente algumas razões plausíveis, mas equivocadas, que fazem da honra um dever do filho. Primeiro, está a mística do sangue. O sentido judaico-cristão do dever filial não se baseia sobre o rito consanguínio da transição, na experiência do nascimento. Algumas pessoas poderão sentir uma sensação de reverência com os seus antecedentes que canalizaram o sangue da vida que há neles para formar uma família, passada e futura. Mas, o que está por trás do dever da honra não é a mística do sangue, senão a opção moral, não num sentido de reverência, mas numa vontade de manter a ordem familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dever de honrar os pais tão pouco é conseqüência da pecaminosidade do filho. Os filhos não são mais pecaminosos do que os pais, e deixar um menino em liberdade não é mais arriscado do que dar autoridade a um pai. Se as famílias existissem num mundo perfeito, sem dúvida os pais ainda assim estariam encarregados dos filhos, mesmo que estes fossem perfeitos. O dever da honra, como a maioria das obrigações primárias, não está arraigado na natureza pecaminosa do menino, mas no propósito divino para a família divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, não devemos a honra aos nossos pais em gratidão pelo que por nós fizeram. Provavelmente a maioria de nós sente muita gratidão pelos seus pais, ainda que muitos outros acumulam ressentimentos pelas graves faltas que cometeram. Onde abunda a gratidão, também há um poderoso motivo para obedecer ao mandamento, mas esta não pode ser a razão básica, pela qual Deus a proclamou. A razão do mandamento tem que estar no tecido da família, na função de que os pais devem desempenhar no crescimento e criação dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe alguma razão pela qual os pais têm um direito ao respeito da parte dos seus filhos, sugiro que é da autoridade. Na pequena sociedade chamada família, em que se experimentam intimidades humanas prazeirosas e penosas pertencentes à relação humana fundamental, uma das fortes fibras que mantêm unida a aliança é a autoridade dos pais. Atualmente a autoridade não é uma faceta muito popular da vida familiar, e incontáveis lares abandonaram deliberadamente, confundindo a autoridade com uma espécie de tirania a que todos os que respeitam os direitos da criança devem destruir. Não obstante, vou argumentar que a autoridade paterna, corretamente entendida, é essa qualidade que todos os pais têm e que corresponde a honra que os filhos devem tributar-lhes. A autoridade é a coluna vertebral da vida familiar. É tão importante para a força da comunidade humana que o Senhor Deus, num dos cinco mandamentos fundamentais para a vida, nos chamou a honrar os nossos pais devido ao chamado que tinham de criar-nos e guiar-nos, enquanto seus filhos, sob o seu cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de Lewis B. Smedes, Moralidad y Nada Más, Nueva Creación, pp. 83-85.&lt;br /&gt;Traduzido por Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-7453729386793212915?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/7453729386793212915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=7453729386793212915' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7453729386793212915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7453729386793212915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/03/por-que-honrar-aos-pais.html' title='Por que honrar aos pais?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9LXVnx1aN5I/TYg4MpMILdI/AAAAAAAAAio/hYXY3wH0LQA/s72-c/filho%2Bpr%25C3%25B3digo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-7331215783575438374</id><published>2011-03-18T09:57:00.014-04:00</published><updated>2011-03-18T16:56:17.479-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soteriologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><title type='text'>A nossa salvação é monergista e sinergista</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-9GZxmBRgm-U/TYNl2hwYyNI/AAAAAAAAAig/iCOtYLTH5b0/s1600/Calvin_caricatura.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 126px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-9GZxmBRgm-U/TYNl2hwYyNI/AAAAAAAAAig/iCOtYLTH5b0/s200/Calvin_caricatura.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585419950318209234" /&gt;&lt;/a&gt; Ao estudar Soteriologia [doutrina da salvação] o programa de estudo pretende apresentar como o Espírito Santo aplicou a obra expiatória de Cristo.[1] A &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ordus salutis&lt;/span&gt;[2] pode ser estabelecida da seguinte forma:[3]&lt;br /&gt;1. Eleição&lt;br /&gt;2. Chamado eficaz&lt;br /&gt;3. Regeneração&lt;br /&gt;4. Justificação e Adoção&lt;br /&gt;5. Conversão: fé e arrependimento&lt;br /&gt;6. Santificação&lt;br /&gt;7. Perseverança dos verdadeiros crentes&lt;br /&gt;8. Glorificação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os calvinistas creêm que a salvação é uma obra tanto monergista quanto sinergista. Entretanto, isto precisa ser declarado com cautela, com suficiente clareza para que os novos calvinistas, bem como os calvinistas modificados e moderados como Norman Geisler, Charles Ryrie, Millard Erickson, Lewis Schafer e outros que ensinam uma forma diluída de soberania de Deus na salvação, não concluam que tudo é "Calvinismo" do mesmo modo, apenas com ênfases diferentes. A heresia Amiraldiana[4] está ressurgindo, e a ignorância histórica, bem como a tentativa de se diluir a coerência do sistema calvinista, está causando muita confusão entre alguns escritores. Em especial a doutrina Amiraldiana ensina que Cristo hipoteticamente morreu por todos, e que não pode garantir eficácia na redenção dos eleitos. Deste modo, na &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ordo salutis&lt;/span&gt; os amiraldianos colocam, ou precisam por implicação colocar a conversão [fé e arrependimento] antecedendo a regeneração. Deste modo, eles tornam ineficaz e resistível o chamado, e hipoteticamente universalizam a expiação de Cristo extendendo-a igualmente a eleitos e aos réprobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há atos na aplicação subjetiva da redenção de Cristo no eleito que são espeficiamente procedentes de Deus e dEle somente. A regeneração, o chamado eficaz, a justificação e a adoção são atos divinamente monergístas. Digo "divinamente", pois Pelágio também era "monergista", todavia, antropologicamente monergista. Entretanto, no que o desenvolvimento da nossa salvação é "sinergista", ainda sim, devemos tomar todo cuidado para não cairmos na falácia de pensarmos que o somos no mesmo sentido que os semi-pelagianos católicos e luteranos ou, com os arminianos. Mesmo naquilo que entendemos ser "sinergia" deve ser compreendido a partir de Fp 2:12-13. Assim, a conversão é uma obra iniciada e realizada em nós pelo Espírito Santo, e no entanto, as Escrituras diz "convertei-vos" (At 3:19), pois, o crer é um ato humano, sendo a fé um dom divino! O arrepender é um ato humano, sendo ele produzido pela tristeza segundo Deus (2 Co 7:8-10). Da mesma forma segue a santificação, a perseverança, as boas obras, a certeza da fé, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;procedem de&lt;/span&gt; Deus e são efetivamente realizados em, com e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;através da&lt;/span&gt; responsabilidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus é quem começa e termina a aplicação de toda a obra da redenção. Se o Senhor não fizer não está no homem o poder de se preparar, cooperar ou de realizar a sua própria salvação. Por isso, tanto a eleição como a glorificação são atos exclusivamente monergistas, sendo que deste modo, Deus realiza - desde a eternidade nos elegendo e se dá a consumação na eternidade com Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;[1] Dois bons livros-texto para o assunto são: 1) A.A. Hoekema, Salvos pela graça; 2) John Murray, Redenção Consumada e Aplicada - ambos publicados pela Editora Cultura Cristã.&lt;br /&gt;[2] Ordus salutis significa ordem em que se desenvolve &lt;span style="font-style:italic;"&gt;logicamente&lt;/span&gt; a salvação.&lt;br /&gt;[3] O nosso breve artigo segue mais de perto a proposta da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ordo Salutis&lt;/span&gt; de A.A. Hoekema.&lt;br /&gt;[4] Esta heresia deve o seu nome à Moses Amyraldius - http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/amiraldianismo.html .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-7331215783575438374?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/7331215783575438374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=7331215783575438374' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7331215783575438374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7331215783575438374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/03/nossa-salvacao-e-monergista-e.html' title='A nossa salvação é monergista e sinergista'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9GZxmBRgm-U/TYNl2hwYyNI/AAAAAAAAAig/iCOtYLTH5b0/s72-c/Calvin_caricatura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-3489511716165792470</id><published>2011-02-24T23:22:00.005-04:00</published><updated>2011-02-24T23:53:17.175-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Exegética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><title type='text'>Orando por missões em Jo 17</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-zFEuGYm7uBg/TWchK6LimwI/AAAAAAAAAiQ/Hd81zDYsqkw/s1600/m%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zFEuGYm7uBg/TWchK6LimwI/AAAAAAAAAiQ/Hd81zDYsqkw/s200/m%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577463134821718786" /&gt;&lt;/a&gt; Este artigo oferece algumas instruções para a intercessão pela obra missionária à luz da oração do Senhor Jesus registrada em Jo 17. É necessário entendermos como o nosso redentor orou pelos que Ele veio salvar, e nós, sendo um com Ele não podemos mudar a direção da nossa oração pelos que serão alcançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTRUTURA DE JO 17[1]&lt;br /&gt;1. A oração pela glória do Filho que pode dar vida aqueles que lhe foram dados (vs. 1-5).&lt;br /&gt;2. Razão para orar por eles (6-11a).&lt;br /&gt;3. Oração para que eles sejam preservados (11b-16).&lt;br /&gt;4. Oração para eles sejam consagrados com Jesus (17-19).&lt;br /&gt;5. Oração para que todos os crentes sejam um (20-23).&lt;br /&gt;6. Oração para que os crentes sejam perfeitos na glória de Jesus (24-26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIO&lt;br /&gt;A oração sacerdotal de Cristo estabelece o modo como devemos orar pela salvação dos eleitos do Pai. William Hendriksen comenta que “esta oração seria um modelo para as nossas orações? Num certo sentido sim; por exemplo, esta oração indica que a glória de Deus deveria ser o propósito de nossas petições; assim, ela apresenta que deveríamos orar não somente por nós, mas também pelos outros”.[2] Interceder por aqueles que serão salvos é um ato de glorificar a Deus, bem como um meio de nos preparar para a obra missionária. Orar pelos que ainda não foram salvos é exercer a misericórdia de Deus pelos que Ele ama, e depender da direção do Senhor para alcançá-los com o evangelho de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intercessão missionária requer que Cristo seja glorificado (vs. 1-5). A igreja não deve pregar a si mesma. O conteúdo da mensagem não é a sua identidade institucional, litúrgica, assistencial, ou histórica, porque ela não é testemunha de si, mas de Cristo. O Pai glorificou o Filho, e a igreja deve reconhecer e submeter-se ao senhorio de Cristo e glorificá-lo, bem como pregar o seu evangelho. A pregação da Palavra de Deus deve ser com consagração pela verdade (vs. 14-19).[3] A verdade não somente livra do erro, mas também santifica os crentes, e lhes concede autoridade na pregação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossas orações devemos manifestar o nome do Pai ao mundo (vs. 6-7). Tudo o que recebemos de Cristo vem do Pai. Anunciar a Jesus implica falar do que o Pai tem graciosamente reservado aos seus amados. O ensino de Cristo é a palavra revelada do Pai, e ao mesmo tempo revela o Pai, e o seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunhão de Cristo com o Pai é o paradigma para a comunhão da igreja (vs. 9-13). Existe uma reciprocidade do amor na comunhão entre o Pai e o Filho e os crentes. Hendriksen observa[4] que: &lt;br /&gt;1. Estrutura&lt;br /&gt;Eu (o Filho) amo a ti (o Pai)&lt;br /&gt;Tu (o Pai) me ama&lt;br /&gt;Eles (crentes) me amam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Estrutura&lt;br /&gt;Eu (o Filho) os amo (os crentes)&lt;br /&gt;Tu (o Pai) os ama&lt;br /&gt;Eles (crentes) amam a ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta relação indica que o resultado da obra missionária será eficaz por causa do amor de Cristo (vs. 20-23). Sem a prática da comunhão diminuirá a força missionária da igreja, porque o mundo não visualizará o testemunho do amor de Deus que deve ser evidente na vida dos crentes, no uns para com os outros, refletindo o amor de Cristo pelo Pai e por eles. A omissão da reciprocidade da comunhão nega este amor salvador, de modo que a pregação soa hipócrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;[1] John G.R. Beasley-Murray, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;John in: Word Biblical Commentary &lt;/span&gt;(Waco, Word Books, 1987), vol. 36, págs. 295-296.&lt;br /&gt;[2] William Hendriksen, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;John in: New Testament Commentary&lt;/span&gt; (Grand Rapids, Baker Book House, 1996), pág. 347.&lt;br /&gt;[3] O título que Beasley-Murray coloca no título deste capítulo é sugestivamente “A Oração de Consagração” veja John G.R. Beasley-Murray, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;John in: Word Biblical Commentary&lt;/span&gt;, vol. 36, pág. 291.&lt;br /&gt;[4] William Hendriksen, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;John in: New Testament Commentary&lt;/span&gt;, pág. 371.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-3489511716165792470?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/3489511716165792470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=3489511716165792470' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3489511716165792470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3489511716165792470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2011/02/orando-por-missoes-em-jo-17.html' title='Orando por missões em Jo 17'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zFEuGYm7uBg/TWchK6LimwI/AAAAAAAAAiQ/Hd81zDYsqkw/s72-c/m%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-1443966472166140135</id><published>2010-12-31T01:33:00.004-04:00</published><updated>2010-12-31T01:41:44.518-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puritanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><title type='text'>O Papa é o anticristo - 3</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TR1rmqgxZWI/AAAAAAAAAh4/7T2N8hiMZ-s/s1600/Catedral%2BWittenberg%2Binterno.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TR1rmqgxZWI/AAAAAAAAAh4/7T2N8hiMZ-s/s200/Catedral%2BWittenberg%2Binterno.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556715827236005218" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Escrito por A.A. Hodg&lt;/span&gt;e[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ausência de qualquer cabeça visível da Igreja devidamente creditada, somos obrigados a retroceder nossa dependência direta à lei e sua administração, tanto quanto à redenção. Da grande Cabeça invisível. Ele preside e governa sua Igreja – &lt;br /&gt;4.1. Através de sua Palavra inspirada, que é, como já vimos, uma regra de fé e prática infalível, completa e perspícua.&lt;br /&gt;4.2. Através das instituições apostólicas a nós transmitidas, como o ministério, os sacramentos, as ordenanças, etc. Ef 4:11. E&lt;br /&gt;4.3. Através de sua própria presença espiritual, a qual se estende a todos os seus membros e dura até o fim do mundo. Mt 18:20; 28:20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo “anticristo” ocorre no Novo Testamento em 1 Jo 2:18, 22; 4:3; 2 Jo 7. A vinda do “homem do pecado”, o “filho da perdição”, é predita em 2 Ts 2:3-4. Os intérpretes têm se diferenciado quanto a se essas expressões pretendiam designar uma pessoa oponente ao Senhor, ou princípios e sistemas antagônicos a ele e sua causa. Os autores de nossa Confissão dificilmente teriam pretendido declarar que cada papa individual da longa sucessão seja o anticristo pessoal, e provavelmente pretendessem dizer que o sistema papal é em espírito, forma e efeito totalmente anticristão, e que ele caracterizou uma apostasia do cristianismo apostólico previsto e predito na Escritura. Tudo isso foi verdadeiro em seus dias, e é verdadeiro nos nossos. Contudo, precisamos recordar que, como as formas do mal mudam, e as complicações do reino de Cristo com o de Satanás variam com o progresso dos eventos, “ainda agora já há muitos anticristo.” 1 Jo 2:18.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] Para leitura de uma breve biografia de A.A. Hodge acesse &lt;a href="http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/aa-hodge-biografia.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;[2] Este comentário da CFW foi originalmente publicado em 1869.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de A.A. Hodge, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Confissão de Fé Westminster Comentada&lt;/span&gt; (São Paulo, Editora Os Puritanos, 1999), págs. 431-432.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev. Valter G. Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-1443966472166140135?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/1443966472166140135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=1443966472166140135' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1443966472166140135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1443966472166140135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/o-papa-e-o-anticristo-3.html' title='O Papa é o anticristo - 3'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TR1rmqgxZWI/AAAAAAAAAh4/7T2N8hiMZ-s/s72-c/Catedral%2BWittenberg%2Binterno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-6796791451869429108</id><published>2010-12-30T23:08:00.008-04:00</published><updated>2010-12-30T23:21:26.777-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puritanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bibliologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>Cessação revelacional na Confissão de Westminster</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TR1Ji6PZGcI/AAAAAAAAAhw/uhGt0TqxD58/s1600/Pastor%2BPuritano.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 192px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TR1Ji6PZGcI/AAAAAAAAAhw/uhGt0TqxD58/s200/Pastor%2BPuritano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556678379343256002" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito por David Dickson[1] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Questão 3&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Aqueles antigos modos de Deus revelar a sua vontade ao seu povo cessaram?&lt;/span&gt;[2]&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Deste modo erram os Entusiastas e os Quakers, que afirmam que o Senhor não cessou ainda de revelar a sua vontade como fazia no passado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por quais razões eles estão confusos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Porque Deus é quem, em diversos períodos e diferentes modos, falou em tempos passados aos pais pelos profetas, e nestes últimos dias falou-nos pelo seu Filho (Hb 1:1-2). O apóstolo chama o período de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Novo Testamento&lt;/span&gt; de os últimos dias porque sob o mesmo não há mais alteração a ser esperado, pois todas as coisas estão habitadas sem adição ou surpresas como foi ensinado e ordenado por Cristo, até o último dia (veja também Jl 2:28; At 2:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os antigos modos e maneiras eram: primeiro, pela inspiração (Cr 15:1; Is 59:21; 2 Pe 1:21); segundo por visões (Nm 12:6, 8); terceiro, por sonhos (Jó 33:14-16; Gn 40:8); quarto, por Urim e Tumim (Nm 27:21; 1 Sm 30:7-8); quinto, por sinais (Gn 32:24-32; Êx 13:21); sexto, pela voz audível (Êx 20:1; Gn 22:15). Todos estes modos findaram escrevendo-se (Êx 17:14), que é uma maneira mais segura e infalível do Senhor revelar a sua vontade ao seu povo.[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] David Dickson (1583-1663) nascido em Glasgow, Escócia. Como filho de mercador aspirava apenas herdar os negócios da família, todavia, após uma enfermidade decidiu ingressar na Universidade de Glasgow e preparar-se para o ministério pastoral. Em 1622 foi despojado do pastorado pelo Bispo de Glasgow por sua oposição aos 5 Artigos, sendo banido por um período de um ano para Turiff, em Aberdeenshire, e o seu retorno foi um instrumento para numerosas conversões. Em 1638 esteve presente na famosa Assembléia que restaurou o governo presbiteriano na Escócia, e no ano seguinte foi eleito como moderador da Igreja Escocesa. Em 1640 tornou-se professor de Teologia em Glasgow, sendo transferido para Edinburgh dez anos depois. Durante aquele período ele dedicou-se para restabelecimento da ortodoxia reformada através do todo o país.&lt;br /&gt;[2] O comentário se refere à parte final da CFW I.1 que declara "tendo cessado aqueles antigos modos de Deus revelar a sua vontade ao seu povo."&lt;br /&gt;[3] O livro &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Truth’s victory over error&lt;/span&gt; de David Dickson contém as suas palestras da Confissão de Westminster entregue aos estudantes da Universidade de Edinburgh a partir do ano de 1650. Este é um comentário realizado por alguém que foi contemporâneo dos participantes da Assembléia de Westminster. Este comentário da CFW foi publicado originalmente em 1684.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de David Dickson, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Truth’s victory over error – A commentary on the Westminster Confession of Faith &lt;/span&gt;(Edinburgh, The Banner of Truth, 2007), págs. 3-4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre 30 de Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-6796791451869429108?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/6796791451869429108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=6796791451869429108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6796791451869429108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6796791451869429108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/cessacao-revelacional-na-confissao-de.html' title='Cessação revelacional na Confissão de Westminster'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TR1Ji6PZGcI/AAAAAAAAAhw/uhGt0TqxD58/s72-c/Pastor%2BPuritano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-419057687210699812</id><published>2010-12-29T15:52:00.011-04:00</published><updated>2010-12-29T18:05:23.643-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puritanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><title type='text'>O Papa é o Anticristo - 2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRuRv8bc5WI/AAAAAAAAAhg/xao3q3AelSM/s1600/Bas%25C3%25ADlica%2BS%25C3%25A3o%2BPedro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRuRv8bc5WI/AAAAAAAAAhg/xao3q3AelSM/s200/Bas%25C3%25ADlica%2BS%25C3%25A3o%2BPedro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556194818152785250" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito por Gordon H. Clark[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seção 6 [CFW XXV.6] fala do cabeça da Igreja. Henrique VIII e os monarcas que o sucederam reivindicaram ser o cabeça da Igreja. Antes de Henrique VIII, a reivindicação pelo Papa deste título era virtualmente sem concorrentes. A Confissão de Westminster aqui desconsidera Henrique VIII por implicação,[2] mas refere-se explicitamente somente ao Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Papa a Confissão diz que não pode em algum sentido ser o cabeça da Igreja. A principal razão é que Cristo é o cabeça da Igreja. A segunda razão é que a igreja de Roma não é a Igreja de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a Confissão continua mais a adiante e identifica o Papa ou o Papado com o anticristo. Em tempos mais recentes têm se oferecido algumas objeções a esta identificação. Uma objeção de menor importância é que tal identificação, pelo fato de não ser uma doutrina abstrata como a doutrina da Justificação, não deve ser considerada como essencial ao “sistema de doutrina”. Então, não deveria ser requerido crer nela para a ordenação, nem deveria estar na Confissão. Mas esta é uma objeção fraca, pois a Concepção Virginal e a Ressurreição são eventos singulares, e não doutrinas abstratas, ainda assim estes eventos – como a sua explicação doutrinária – estão completa e adequadamente na Confissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma objeção mais importante é que a evidência das Escrituras para identificar o Papa como o anticristo é fraca, e que, apesar dela ser uma opinião digna de discussão, ela não pode ser considerada confessional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observemos que a forma que a Confissão agora adotada pela United Presbyterian Church in the USA [3] lê o seguinte: “O Senhor Jesus Cristo é o único cabeça da Igreja, e a reivindicação por qualquer homem de ser o vicário de Cristo e o cabeça da Igreja, não tem base nas Escrituras, é sem garantia com a realidade e é uma usurpação desonrosa ao Senhor Jesus Cristo.”[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reformadores, todavia, tinham algumas boas razões para pensar que o Papado era o anticristo. Em primeiro lugar, 2 Tessalonicenses 2:3-4 declara que o anticristo se sentaria no trono de Deus. Isto indica que pelo menos ele é um líder religioso. De alguma forma ele manejaria um poder político, sendo ele primariamente um personagem religioso. Em segundo lugar, a mulher de Apocalipse 17, que deu a taça com o sangue dos mártires, sentou-se sobre as sete montanhas ou colinas e disse ser “aquela grande cidade que reinaria sobre os Reis da terra.” Obviamente esta é Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente se admite que os cristãos primitivos provavelmente pensavam que o Império Romano era o anticristo. A terrível perseguição, não somente de Nero, mas do estóico imperador Marcos Aurélio, e o final empenho de Diocleciano adéqua-se bem as descrições. Todavia, a Escritura não permite tal identificação, pois o anticristo será destruído pela gloriosa vinda de Cristo, e isto ainda não ocorreu, não obstante o Império Romano há muito deixou de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) algumas pessoas intencionaram planejar um reviver do império sob Mussolini. Um desses dispensacionalistas falou-me em 1927 que a fronteiras nacionais da Europa, que ele havia diligentemente estudado, era exatamente como no tempo de Cristo, e que – lembro-me de suas palavras – nenhuma mudança de fronteira poderia ocorrer até que Cristo retornasse. O cavalheiro era editor de um popular periódico religioso, mas agora evidencia que ele estava errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, se a mulher que fará reis beberem do vinho de sua fornicação é Roma, então pelos últimos séculos dificilmente poderíamos suspeitar de outro senão do Papa. Este é o mais claro, embora que não conclusivo argumento, e por esta razão a declaração poderia enfraquecer a Confissão de Westminster, entretanto, ela parece manter a mais plausível opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] Gordon H. Clark (1902–1985) foi um filósofo e teólogo presbiteriano nos EUA. Caso se interesse em ler uma breve análise do pensamento de Clark acesse &lt;a href="http://monergismo.com/?p=1055"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;[2] Parece que Clark estava fazendo uma crítica à interpretação proposta por Robert Shaw. Para ler o comentário de Shaw da CFW XXV.6 acesse &lt;a href="http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/o-monarca-britanico-e-o-anticristo.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;[3] Até 1982 esta denominação chamava-se United Presbyterian Church in USA, mas a partir de 1983 passou a nominar-se Presbyterian Church of USA.&lt;br /&gt;[4] O &lt;a href="http://www.creeds.net/reformed/BookOfConfessions.pdf"&gt;texto origina&lt;/a&gt;l aqui citado declara que "The Lord Jesus Christ is the only head of the Church, and the claim of any man to be the vicar of Christ and the head of the Church is unscriptural, without warrant fact, and is a usurpation dishonoring to the Lord Jesus Christ." - esta é versão revisada pela UPCUSA da CFW XXVII.6. A revisão feita pela PCUSA trás o seguinte texto original "The Lord Jesus Christ is the only head of the Church, and the claim of any man to be the vicar of Christ and the head of the Church is without warrant in fact or in Scripture, even anti-Christian, a usurpation dishonoring to the Lord Jesus Christ." [O Senhor Jesus Cristo é o único cabeça da Igreja, e a reinvindicação de qualquer homem de ser o vicário de Cristo e o cabeça da Igreja, é sem garantia da realidade, ou da Escritura, e deste modo anticristã, uma usurpação ao Senhor de Jesus Cristo]. O texto original da &lt;a href="http://www.reformed.org/documents/index.html?mainframe=http://www.reformed.org/documents/westminster_conf_of_faith.html"&gt;CFW 1646&lt;/a&gt; trás o seguinte texto "There is no other head of the Church but the Lord Jesus Christ: nor can the Pope of Rome in any sense be head thereof; but is that Antichrist, that man of sin and son of perdition, that exalteth himself in the Church against Christ, and all that is called God." Acessado em 29 de Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de Gordon H. Clark, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;What do Presbyterians believe? &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;(Unicoi, The Trinity Foundation, 2001), pág. 224-225. Este comentário da CFW foi publicado originalmente em 1965.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre 28 de Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-419057687210699812?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/419057687210699812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=419057687210699812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/419057687210699812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/419057687210699812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/escrito-por-gordon-h.html' title='O Papa é o Anticristo - 2'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRuRv8bc5WI/AAAAAAAAAhg/xao3q3AelSM/s72-c/Bas%25C3%25ADlica%2BS%25C3%25A3o%2BPedro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-256003691692163259</id><published>2010-12-28T17:40:00.004-04:00</published><updated>2010-12-28T18:01:40.573-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><title type='text'>O monarca britânico é o Anticristo?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRpZXKDAN1I/AAAAAAAAAhY/nVE5F5C4ptw/s1600/Canterbury_Cathedral.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 154px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRpZXKDAN1I/AAAAAAAAAhY/nVE5F5C4ptw/s200/Canterbury_Cathedral.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555851344683743058" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito por Robert Shaw[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Senhor Jesus Cristo é o único cabeça da Igreja precisa ser mantido, não somente em oposição aos papistas, que afirmam que o Papa de Roma é o sucessor de Pedro e como o vice-regente de Cristo, é o cabeça da Igreja universal; como também em oposição aos erastianos[2] que fazem do magistrado  superior, o cabeça da Igreja em seus próprios domínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma liderança ou domínio universal pertence a Cristo. Como Deus, ele tem um direito natural e essencial de governar e ordenar todas as criaturas segundo o seu beneplácito, e para a manifestação da sua própria glória. [...] Cristo não delegou a sua autoridade nem a papas ou a príncipes, de modo que, estando ele no céu corporalmente presente, necessite comissioná-los para agir em seu lugar na Igreja terrena. [...] Ousada usurpação foi muitas vezes feita sobre esta real prerrogativa de Cristo, tanto dos poderes civil como eclesiástico. Desde o início o Homem da Iniqüidade e Filho da Perdição de forma blasfema apropriou-se da liderança universal e do senhorio para dominar; e quando a Reforma ocorreu na Inglaterra, o senhorio sobre a Igreja apenas foi transferido do Pontificado de Roma para a Soberania Britânica.[3] Henrique VIII foi reconhecido como o “supremo cabeça da Igreja da Inglaterra”; e promulgado “que o rei, e seus herdeiros, será recebido, aceito, reputado o único cabeça supremo sobre a terra da Igreja da Inglaterra, chamada Anglicana Ecclesia [...]. Esta sacrílega usurpação da autoridade espiritual, e ímpia invasão da soberania de Cristo, é sancionada pela Igreja da Inglaterra em seu 37º Artigo.[4] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] Robert Shaw (1795-1863) nasceu em Perth, Escócia. Estudou na Universidade de Edinburgh e no Divinity Hall da Constitutional Associate Presbytery. Foi ordenado pastor em 1817, e também exerceu a docência. Este comentário da CFW foi publicado originalmente em 1845. O Comentário de Robert Shaw da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Confissão de Fé&lt;/span&gt; é uma obra de referência para os estudiosos dos documentos da Assembléia de Westminster. O seu comentário do texto da CFW XXV.6 possuí uma excelente exposição acerca do senhorio de Cristo como cabeça da Igreja, entretanto, ele omite detalhar acerca da declaração de que o Papa seja o Anticristo, e redireciona identificando o monarca da Grã Bretanha como sendo o Anticristo.&lt;br /&gt;[2] &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Erastianismo&lt;/span&gt; “deriva o seu nome de Thomas Erasto (1524-1583), que nasceu em Baden, estudou Teologia em Basiléia e, posteriormente, Medicina, tornando-se catedrático de Medicina em Heidelberg. [...] O nome ‘erastiano’ surgiu na Inglaterra na Assembléia de Westminster (1643), quando homens de destaque como Selden e Whitelocke defenderam a supremacia do Estado sobre a Igreja. A Assembléia rejeitou este ponto de vista, e resolveu que a Igreja e o Estado têm suas esferas separadas, porém coordenadas, cada um na sua própria província, mas comprometidos entre si para a mútua cooperação, visando à glória de Deus.” A.M. Renwick, “Erastianismo” in: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã&lt;/span&gt; (São Paulo, Edições Vida Nova, 1992), vol. 2, págs. 33-34.&lt;br /&gt;[3] A tese de Shaw é que o anticristo é todo o que usurpa a posição de governante supremo da Igreja. A sua sugestão é que como Henrique VIII pelo Ato de Supremacia ocupava esta posição ele seria o anticristo no contexto da Assembléia de Westminster. Entretanto, a sua interpretação não se sustenta por falta de prova histórica, pois não há evidências de que os membros da Assembléia entendessem o monarca da Inglaterra como o anticristo.&lt;br /&gt;[4] O autor se refere aos &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;39º Artigos da Religião Anglicana&lt;/span&gt;. O 37º Artigo afirma que “A Majestade do Rei tem o principal poder neste Reino da Inglaterra e outros dos seus domínios, a quem o chefe do Governo de todos os Estados deste Reino, sejam elas civis ou eclesiásticas, pertencem todas as causas, e não é, nem deve ser assunto de qualquer jurisdição estrangeira. Quando atribuímos à Majestade Real, o principal governo pelos Títulos, entendem as mentes de alguns caluniadores por serem ofendidas. Não concedemos aos nossos príncipes o poder de ministrar, quer seja a Palavra de Deus ou os sacramentos, ou qualquer Mandados que sejam estabelecidos por Elizabeth, a nossa Rainha, por mais lúcido testemunho; mas, que a única prerrogativa que vemos ter sido dada sempre a todos os piedosos príncipes nas Sagradas Escrituras pelo próprio Deus, ou seja, que eles deveriam governar todos os estados e graus ordenados ao seu cargo por Deus, sejam eles Eclesiástico ou Temporal, e restringir com o poder da espada aos teimosos e iníquos. O Bispo de Roma tem nenhuma jurisdição neste reino da Inglaterra. As leis do reino podem punir cristãos com a pena de morte por causa de crimes lamentáveis e odiosos. É lícito aos cristãos sob mandamento do Magistrado, portar armas e servir nas guerras.” &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Book of Common Prayer&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (London, Oxford University Press, 1969), pág. 710. O texto adotado pela Igreja Anglicana do Brasil difere neste artigo, trazendo um texto mais breve e declarando a submissão não ao monarca inglês, mas ao governo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de Robert Shaw, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Reformed Faith – An Exposition of the Westminster Confession of Faith&lt;/span&gt; (Inverness, Christian Focus Publications, 1974), pág. 267-271.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre 26 de Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-256003691692163259?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/256003691692163259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=256003691692163259' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/256003691692163259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/256003691692163259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/o-monarca-britanico-e-o-anticristo.html' title='O monarca britânico é o Anticristo?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRpZXKDAN1I/AAAAAAAAAhY/nVE5F5C4ptw/s72-c/Canterbury_Cathedral.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-596592316369875163</id><published>2010-12-26T15:35:00.002-04:00</published><updated>2010-12-26T15:41:24.378-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puritanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Romana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><title type='text'>O Papa é o Anticristo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TReZrjxMfcI/AAAAAAAAAhM/R5VOkIwdII8/s1600/Assembl%25C3%25A9ia%2BWestminster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TReZrjxMfcI/AAAAAAAAAhM/R5VOkIwdII8/s200/Assembl%25C3%25A9ia%2BWestminster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555077638999801282" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito por David Dickson[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o Papa aquele Anticristo,[2] que o homem do pecado e filho da perdição que se exalta na igreja de Deus contra Cristo e tudo o que é chamado Deus?[3]&lt;br /&gt;Sim (2 Ts 2:3-4, 8-9; Ap 13:6; Mt 23:8-10). Mesmo que isto seja negado pela Igreja de Roma, todavia, a verdadeira descrição do Anticristo concorda com ele.&lt;br /&gt;1. Porque ele não é um simples homem, mas pertence a uma ordem e espécie de homens, sucedendo um ao outro no mesmo estado e ofício; que você verá comparando os textos de 1 Jo 4:3 e 2 Ts 2:7-8.&lt;br /&gt;2. A sua vinda é segundo o modo de Satanás (2 Ts 2:9).&lt;br /&gt;3. Conforme o seu nome, ele se nomeia cristão, mas na verdade, ele é um adversário de Cristo; e conseqüentemente, aquele que nega que Jesus é o Cristo (Ap 17:14; 19:19; 2 Ts 2:8; 1 Jo 2:23).&lt;br /&gt;4. Ele está sentado no templo de Deus como Deus (2 Ts 2:4).&lt;br /&gt;5. Ele governa na grande cidade e exerce domínio sobre os reis da terra.&lt;br /&gt;6. Ele os engana que habita sobre a terra com mentirosos milagres e maravilhas (2 Ts 2:9; Ap 13:14-15).&lt;br /&gt;7. Ele ocasionou todas as classes de pessoas para receberem a sua marca sobre a sua mão direita, e em suas frontes (Ap 13:16-17).&lt;br /&gt;8. Para que concorde com o que Paulo disse: “e, agora (de fato, o imperador romano), que poderia ser revelado em seu tempo” (2 Ts 2:6-7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] David Dickson (1583-1663) nascido em Glasgow, Escócia. Como filho de mercador aspirava apenas herdar os negócios da família, todavia, após uma enfermidade decidiu ingressar na Universidade de Glasgow e preparar-se para o ministério pastoral. Em 1622 foi despojado do pastorado pelo Bispo de Glasgow por sua oposição aos 5 Artigos, sendo banido por um período de um ano para Turiff, em Aberdeenshire, e o seu retorno foi um instrumento para numerosas conversões. Em 1638 esteve presente na famosa Assembléia que restaurou o governo presbiteriano na Escócia, e no ano seguinte foi eleito como moderador da Igreja Escocesa. Em 1640 tornou-se professor de Teologia em Glasgow, sendo transferido para Edinburgh dez anos depois. Durante aquele período ele dedicou-se para restabelecimento da ortodoxia reformada através do todo o país.&lt;br /&gt;[2] O texto original da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Confissão de Fé de Westminster&lt;/span&gt; XXV.6 trás: There is no other head of the Church but the Lord Jesus Christ: nor can the Pope of Rome in any sense be head thereof; but is that Antichrist, that man of sin and son of perdition, that exalteth himself in the Church against Christ, and all that is called God [Não há outro cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo: nem pode o Papa de Roma em algum sentido ser o seu cabeça; senão que ele é o Anticristo, aquele homem da iniqüidade e filho da perdição, que exalta a si mesmo na Igreja contra Cristo, e tudo o que é chamado Deus] (Cl 1:18; Ef 1:22; Mt 23:8-10; 2 Ts 2:3-4, 8-9; Ap 13:6). Tradução minha.&lt;br /&gt;[3] O livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Truth’s victory over error&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de David Dickson contém as suas palestras da Confissão de Westminster entregue aos estudantes da Universidade de Edinburgh a partir do ano de 1650. Este é um comentário realizado por alguém que foi contemporâneo dos participantes da Assembléia de Westminster. Este comentário da CFW foi publicado originalmente em 1684.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de David Dickson, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Truth’s victory over error – A commentary on the Westminster Confession of Faith&lt;/span&gt; (Edinburgh, The Banner of Truth, 2007), pág. 204. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre 25 de Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-596592316369875163?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/596592316369875163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=596592316369875163' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/596592316369875163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/596592316369875163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/o-papa-e-o-anticristo.html' title='O Papa é o Anticristo'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TReZrjxMfcI/AAAAAAAAAhM/R5VOkIwdII8/s72-c/Assembl%25C3%25A9ia%2BWestminster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-2995336482895899424</id><published>2010-12-24T13:49:00.003-04:00</published><updated>2010-12-24T13:56:15.367-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>A.A. Hodge - biografia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRTdWVchbmI/AAAAAAAAAhE/Fed_79QSNvM/s1600/Archibald_Alexander_Hodge.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 152px; height: 197px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRTdWVchbmI/AAAAAAAAAhE/Fed_79QSNvM/s200/Archibald_Alexander_Hodge.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554307616238300770" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito por W. Andrew Hoffecker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Archibald Alexander Hodge (1823-1886) foi um ministro e teólogo presbiteriano. Foi o filho mais velho e sucessor de Charles Hodge, como teólogo em Princeton, educado na Universidade de Princeton (1841) e Princeton Theological Seminary (1846) e veio a defender a teologia calvinista na tradição iniciada por Archibald Alexander, de quem ele recebeu o nome. Ao graduar-se em teologia, Hodge e sua família foram para Allahabad, Índia, como missionários presbiterianos. Entretanto, foram forçados a retornar por razões de saúde, e Hodge tornou-se um pastor em Maryland, Virginia e Pennsylvania por vários anos (1851-1862). Em 1864 tornou-se professor de Teologia Sistemática no Western Theological Seminary, Allegheny, Pennsylvania, em 1878, ele aceitou a cadeira de Teologia Didática e Exegética no Princeton Theological Seminary, uma posição que ele ocupou até a sua morte em 1886.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Life of Charles Hodge&lt;/span&gt; (1880)[1] não foi meramente uma biografia para elogiar o seu pai. Ele revela as características da piedade evangélica que motivava todos os princetonianos – o papel da conversão na experiência religiosa e a necessidade de equilibrar entre uma dinâmica vida devocional com a crença numa doutrina ortodoxa.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Outlines of Theology&lt;/span&gt; (1878),[3] Hodge respondeu aos liberais que usavam uma cosmovisão naturalista para interpretar a Escritura. Aos críticos que reivindicavam contradições existentes no texto bíblico e entre a Bíblia e o que os cientistas alegavam encontrar na natureza, o jovem Hodge fez explícita a doutrina de Princeton a inspiração verbal e plenária. Enquanto dificuldades na interpretação e aparentes declarações irreconciliáveis existem, nenhum deles provou que reais discrepâncias foram encontradas. Tanto as obras na natureza como a Palavra de Deus são revelação, deste modo a pesquisa científica nunca poderá, em última instância, conflitar com o ensino bíblico. Hodge reafirmou a sua concepção sobre a inerrância num artigo chamado “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Inspiration&lt;/span&gt;”[4] escrito com Benjamin Breckinridge Warfield, em 1881, para o Presbyterian Review. A sua denominação adotou a concepção de Princeton acerca da Bíblia como o seu ensino oficial na Portland Deliverance (1892) e o Five Point Deliverance (1910), que influenciou o debate Fundamentalismo-Modernismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a Guerra Civil, Hodge liderou a resistência evangélica contra o crescente secularismo. No Primeiro Concílio Geral da Aliança Mundial das Igrejas Reformadas,[5] em 1877, ele denunciou o intento de substituir o teísmo bíblico pelo Naturalismo[6] como fundamento filosófico da educação das leis, da política e outras instituições públicas. Argumentou contra as exigências secularizadas de que a religião devesse ser aplicada somente na moralidade privada e que a vida pública fosse ser neutra, Hodge sustentou que Deus conduz tanto as nações e indivíduos responsabilizando-os por implementar os princípios bíblicos na vida pública. Acreditava que a Igreja e o Estado poderiam estar separados, mas como ardente pós-milenista, ele também pensava que a religião precisava intimamente integrar-se à política americana, à economia e às instituições sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Popular Lectures on Theological Themes&lt;/span&gt; publicado postumamente, em 1887, Hodge convocou o Calvinismo para uma revitalização. Ele defendeu que somente a cosmovisão reformada, pois ela procura a glória de Deus em todas as áreas da vida, é suficientemente abrangente para prover uma base bíblica para a família, as leis, a educação e economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;[1] Disponível gratuitamente em &lt;a href="http://openlibrary.org/books/OL14020180M/The_life_of_Charles_Hodge_D.D._Ll._D. "&gt;PDF&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;[2] Para um estudo mais abrangente da piedade e ortodoxia dos teólogos do Princeton Theological Seminary indico W. Andrew Hoffecker, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Piety and the Princeton Theologicans – Archibald Alexander, Charles Hodge, Benjamin B. Warfield&lt;/span&gt; (Grand Rapids, Baker Books, 1981). &lt;br /&gt;[3] Este foi o primeiro manual protestante de Teologia Sistemática a ser publicado em português. Os primeiros missionários presbiterianos ao fundar um seminário teológico no Rio de Janeiro, viram a necessidade de verter em nossa língua um texto que pudesse ser acessível e suprisse o curso de teologia, numa perspectiva reformada. A tradução do Outlines of Theology foi realizada pelo Rev. Francis J.C. Schneider, e foi publicado em 1895, em Portugal. Recentemente a Editora PES fez uma revisão da linguagem, e publicou-o em 2001.&lt;br /&gt;[4] O livro está disponível em forma digital para quem maneja o &lt;a href="http://www.logos.com/product/7967/westminster-doctrine-anent-holy-scripture-tractates-by-a-a-hodge-and-b-b-warfield "&gt;software LOGOS&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;[5] O &lt;span style="font-style:italic;"&gt;World Alliance of Reformed Churches&lt;/span&gt; é um concílio que perdeu a sua identidade teológica reformada contaminando-se com o liberalismo e posteriormente com a neo-ortodoxia. As atuais propostas se direcionam pra o sincretismo religioso, as questões de gênero e sexismo, ordenação feminina, debates da política econômico-social, pró-inclusão do homossexualismo na igreja e outros temas afins. O seu site pode ser acessado &lt;a href="http://warc.jalb.de"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;[6] Naturalismo é “a opinião de que o universo ‘natural’, o universo da matéria e energia, é tudo quanto realmente existe. Tal opinião exclui Deus, portanto, o naturalismo é ateístico. Além de Deus, exclui outros seres espirituais, de modo que o naturalismo é materialista. [...] E finalmente, o naturalismo costuma negar que o universo tenha qualquer sentido ou propósito, porque não há Deus nem qualquer outra coisa que possa lhe dar sentido ou propósito.” M.H. MacDonald, “Naturalismo” in: Walter A. Elwell, ed., &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Enciclopédia Histórico-teológica da Igreja Cristã&lt;/span&gt; (São Paulo, Edições Vida Nova, 1990), vol. 3, págs. 9-10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de D.G. Hart &amp; Mark A. Noll, eds., &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dictionary of the Presbyterian &amp; Reformed&lt;/span&gt; (Phillipsburg, Presbyterian &amp; Reformed Publishing, 1999), págs. 121-122.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre: 22 de Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-2995336482895899424?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/2995336482895899424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=2995336482895899424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2995336482895899424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2995336482895899424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/aa-hodge-biografia.html' title='A.A. Hodge - biografia'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRTdWVchbmI/AAAAAAAAAhE/Fed_79QSNvM/s72-c/Archibald_Alexander_Hodge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-7185113703177647148</id><published>2010-12-22T12:24:00.006-04:00</published><updated>2010-12-22T12:42:34.648-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Exegética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teonomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia do AT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia do NT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Bíblica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>Reconstrucionismo Cristão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRIm4qEzpcI/AAAAAAAAAg8/2A17u94YyLE/s1600/tor%25C3%25A1h.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRIm4qEzpcI/AAAAAAAAAg8/2A17u94YyLE/s200/tor%25C3%25A1h.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553544045310223810" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito por J.G. Child&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este movimento pretende em essência, submeter todas as áreas da vida ao senhorio de Cristo.[1] Deve a sua origem a Rousas John Roshdoony (1916-2001), um teólogo americano, cujo livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Institutes of Biblical Law&lt;/span&gt; (1973) promoveu o movimento. Outros importantes pensadores desta tendência são Greg Bahnsen (1949-1995), sobretudo Gary North (1941- ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Reconstrucionismo Cristão reuniu algumas característcas teológicas essenciais:&lt;br /&gt;1. A soberania de Deus (na perspectiva do Calvinismo);&lt;br /&gt;2. A importância teológica e sociológica do pacto;&lt;br /&gt;3. A aplicação da lei bíblica à sociedade moderna (Teonomia);&lt;br /&gt;4. A Apologética Pressuposicionalista de Cornelius Van Til (1895-1987);&lt;br /&gt;5. E, o triunfo da causa de Cristo no mundo (Pós-milenismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este movimento está influenciando nos círculos teológicos e politicamente conservadores, se bem que com certa controvérsia. Os críticos têm se concentrado nas questões da Teonomia e o Pós-milenismo. As leis que Deus deu a Israel poderiam ter vigência para as nações que não mantém uma relação de pacto com Deus? Poderiam todas as leis pertencentes ao pacto mosaico sobreviver a sua abolição? Que implicação tem o cumprimento que Cristo fez da lei (Mt 5:17) em sua aplicação contemporânea? As respostas a estas perguntas não foram plenamente satisfatórias e continua necessário um entendimento mais preciso da lei bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escatologicamente, a bem vinda ênfase sobre a vitória e o domínio necessita incorporar uma apreciação maior do sofrimento e da debilidade da igreja para ser plenamente bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao forçar que os cristãos aprendam a contribuição que faz o AT para a ética cristão e à justiça social, e ao oferecer refletidas soluções bíblicas aos problemas do mundo moderno, os reconstrucionistas estão enriquecendo a igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras de referência:[2]&lt;br /&gt;1. R.J. Rushdoony, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Institutes of Biblical Law&lt;/span&gt; (1973).&lt;br /&gt;2. G.L. Banhsen, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Theonomy in Christian Ethics &lt;/span&gt;(1984).&lt;br /&gt;3. W.S. Barker &amp; W.R. Godfrey, eds., &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Theonomy: A Reformed Critique&lt;/span&gt; (1990).&lt;br /&gt;4. Gary North &amp; D. De Mar, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Christian Reconstruction: What it is, what it isn’t&lt;/span&gt; (1991).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;[1] O tradutor apesar de perceber aspectos positivos nesta proposta teológica ele não a subscreve.&lt;br /&gt;[2] Para literatura reconstrucionista cristã em português acesse o site &lt;a href="www.editoramonergismo.com.br/"&gt;Monergismo&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de David J. Atkinson, ed., Diccionario Ética Cristiana y Teología Pastoral (Editorial CLIE &amp; Publicaciones Andamío, 2004), pág. 832.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre:&lt;br /&gt;Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-7185113703177647148?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/7185113703177647148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=7185113703177647148' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7185113703177647148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7185113703177647148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/reconstrucioniamo-cristao.html' title='Reconstrucionismo Cristão'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRIm4qEzpcI/AAAAAAAAAg8/2A17u94YyLE/s72-c/tor%25C3%25A1h.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-3963094115270803986</id><published>2010-12-21T11:25:00.002-04:00</published><updated>2010-12-21T11:36:22.293-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmovisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soteriologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>O gozo cristão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRDH1GEPsCI/AAAAAAAAAg0/TSE-8_84GJw/s1600/dia%252Bdas%252Bmulheres.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRDH1GEPsCI/AAAAAAAAAg0/TSE-8_84GJw/s200/dia%252Bdas%252Bmulheres.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553158055523233826" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito por T.A. Dearborn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas qualidades desta vida se desejam tão universalmente e são tão mal compreendidas em grande medida como o prazer. Tipicamente tende-se a considerá-lo como o fruto das circunstâncias individuais e um estado emocional. Em sua vertente bíblica, o gozo possui três características distintas que o diferencia radicalmente de suas contrapartidas circunstanciais e emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Em lugar de depender das circunstâncias, o gozo cristão é um fruto do Espírito Santo, e uma condição do ser individual (Gl 5:22; Rm 14:17). A única circunstância da que depende o gozo é a da vida do indivíduo em Cristo. Jesus prometeu dar um gozo que ninguém, nem poderia circunstância alguma dissipar (Jo 16:20-22). Os cristãos possuem gozo por terem vida em Cristo (Fp 4:4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Dada a independência do gozo das circunstâncias, os cristãos são chamados a regozijar-se em todas as coisas (Lc 10:20; Jo 14:28; Tg 1:2; 1 Pe 1:6). Esta capacidade de comprazer-se no sofrimento (2 Co 7:4), e na fraqueza (2 Co 13:9) é o resultado da constante garantia que o Espírito dá aos crentes do amor divino por eles, e de sua esperança de que Deus pode usar inclusive as dificuldades e o sofrimento para cumprir os Seus propósitos (Rm 5:3-5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O gozo cristão não aliena a pessoa que o desfruta dos que choram e se lamentam. Deixa lugar para as lágrimas e permite a participação compassiva na dor alheia. Compartilhando a vida de compaixão de Cristo, o crente é livre para estender o consolo divino a todos os que sofrem (2 Co 7:4-7). Os cristãos ao fazê-lo manifestam as primícias do gozo futuro, quando Deus habitará entre o seu povo e enxugará toda lágrima, findando com todo sofrimento, pranto e dor (Ap 21:1-4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de David J. Atkinson, org., Diccionario Etica Cristiana y Teología Pastoral (Barcelona, Editorial CLIE e Publicaciones Andamio, 2004), pág. 634.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre: 20 de Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-3963094115270803986?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/3963094115270803986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=3963094115270803986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3963094115270803986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3963094115270803986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/o-gozo-cristao.html' title='O gozo cristão'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TRDH1GEPsCI/AAAAAAAAAg0/TSE-8_84GJw/s72-c/dia%252Bdas%252Bmulheres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-3895431835031364031</id><published>2010-12-17T23:09:00.005-04:00</published><updated>2010-12-24T14:00:09.847-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apologética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>James Orr - breve biografia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TQwmQTjFIhI/AAAAAAAAAgs/HGG-dGykNNg/s1600/JamesOrr.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 148px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TQwmQTjFIhI/AAAAAAAAAgs/HGG-dGykNNg/s200/JamesOrr.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551854502208152082" /&gt;&lt;/a&gt; Este teólogo e apologista escocês (1844-1913) nascido em Glasgow e educado principalmente na Universidade de sua cidade natal, graduou-se em filosofia e teologia. Depois de 17 anos no ministério pastoral, deixou a sua paróquia em Hawick (1891) para exercer a cátedra de História da Igreja no Divinity Hall de Glasgow e, em 1900, foi nomeado professor de Apologética e Teologia Dogmática no Trinity College da mesma cidade. A sua obra mais famosa é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Christian View of God and the World&lt;/span&gt;(1893). [1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribuiu para popularizar a doutrina evangélica com influência considerável nos Estados Unidos da América. Em todo momento buscou defender a ortodoxia evangélica em meio aos muitos ataques e desafios da época. Em 1897, deu duas séries de conferências nos EUA, as quais foram publicadas posteriormente com os títulos respectivos de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Progress of Dogma&lt;/span&gt; (1902), a sua melhor obra e, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Neglected Factors in the Study of the Early Progress of Christianity &lt;/span&gt;(1899).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um dos primeiros e principais oponentes da teologia de Ritschl, que na época dominava o pensamento protestante. Também se opôs a Wellhausen e a sua hipótese documentária do Pentateuco, afirmando a autoridade Mosaica. Do mesmo modo enfrentou Harnack com a sua obra The Progress of Dogma (1901), mostrando a lógica divina do desenvolvimento histórico da fé cristã; como a ordem tradicional da dogmática que começa com a teodiceia e conclui com a escatologia, obedece a cronologia em que essas doutrinas foram formuladas historicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Orr conhecia a partir das fontes a filosofia e a teologia tanto alemã como da Grã-Bretanha. Como o seu colega James Denney sustentava basicamente uma posição evangélica, mas admitia também que era necessário reafirmar a fé no contexto das novas correntes da filosofia e da teologia. Por isso, chegou a admitir a evolução teísta e tratou de contradizer o veredito negativo de A. Harnack como dissemos, sobre a história dos dogmas sustentando que os dogmas foram se desenvolvendo de acordo com uma lógica interna reconhecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaborou na controvérsia fundamentalista considerada como uma defesa da fé evangélica e da plena inspiração da Bíblia. Todavia, afastou-se do fundamentalismo no tocante à inerrância da Escritura, que sempre a considerou um suicídio no terreno da apologética. Sobre a evolução das espécies e do homem defendeu uma postura que hoje chamaríamos “evolucionismo teísta”, ainda que em muitos aspectos se opôs ao Darwinismo. Apesar de tudo escreveu vários artigos para a série &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Fundamentals&lt;/span&gt;. Foi editor da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The International Standart Bible Encyclopedia&lt;/span&gt; (1915), sua obra magna e mais influente, que ainda desfruta do merecido prestígio, dado a seu alto nível acadêmico e bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu em 6 de Setembro de 1913 elevado por uma auréola de erudição e piedade, de onde se menciona o conhecimento filosófico e científico, com o bíblico e teológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] Traduzido para o espanhol com o nome de James Orr, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;El Concepto Cristiano de Dios y del Mundo&lt;/span&gt; (Barcelona, CLIE, 1992). Caso queira ter acesso - &lt;a href="http://www.ccel.org/ccel/orr/view.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;[2] Publicado para o espanhol com o nome de James Orr, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;El Progresso del Dogma&lt;/span&gt; (Barcelona, CLIE, 1980). Caso queira ter acesso – &lt;a href="http://www.archive.org/details/theprogressofdog00orrduoft"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;[3] Outras obras menos conhecidas são &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Ritschlian Theology and the Evangelical Faith&lt;/span&gt; (1897); &lt;span style="font-style:italic;"&gt;David Hume&lt;/span&gt; (1903); &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ritschlianism&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Expository and Critical Essays&lt;/span&gt; (1903); &lt;span style="font-style:italic;"&gt;God's Image in Man and its Defacement in Light of Modern Denials&lt;/span&gt; (1905); &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Problems of the Old Testament Considered with Reference to Recent Criticism&lt;/span&gt; (1906);  &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Bible under Trial. Apologetic Papers in View of Present Day Assaults on Holy Scripture&lt;/span&gt; (1907); The Resurrection of Jesus (1908); &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Side-Lights on Christian Doctrine&lt;/span&gt; (1909); &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sin as a Problem To-Day&lt;/span&gt; (1910); &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The History and Literature of the Early Church&lt;/span&gt; (1913); e no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Fundamentals&lt;/span&gt;: A testimony to the truth, R.A. Torrey and A.C. Dixon, eds., (1917) escreveu os artigos: "The Holy Scriptures and Modern Negations", "The Early Narratives of Genesis", "Science and Christian Faith", e "The Virgin Birth of Christ”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de Francisco Lacueva, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diccionario Teológico Ilustrado&lt;/span&gt; (Barcelona, CLIE, 2001), págs. 454-455.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre: 17 de Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-3895431835031364031?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/3895431835031364031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=3895431835031364031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3895431835031364031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3895431835031364031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/james-orr-breve-biografia.html' title='James Orr - breve biografia'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TQwmQTjFIhI/AAAAAAAAAgs/HGG-dGykNNg/s72-c/JamesOrr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-3496127286258224046</id><published>2010-12-16T19:21:00.003-04:00</published><updated>2010-12-16T19:38:25.892-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soteriologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Predestinação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arminianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amyraldianismo'/><title type='text'>Amiraldianismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TQqfhrzYOkI/AAAAAAAAAgk/mhr_sPI7WIg/s1600/corredor%2Bjanelas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TQqfhrzYOkI/AAAAAAAAAgk/mhr_sPI7WIg/s400/corredor%2Bjanelas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551424891730278978" /&gt;&lt;/a&gt; Este vocábulo procede do nome do teólogo francês Moisés Amyraut. O sistema que é conhecido este nome foi proposto e defendido por Amyraut e seus colegas da Academia de Saumur no século XVII. Distingue-se, tanto do Calvinismo tradicional como do Arminianismo, especialmente nas doutrinas da graça, da predestinação e da extensão da redenção. Amyraut insistia em que a doutrina chave da teologia cristã não é a predestinação, senão a justificação pela fé. Cristo não veio buscar aos eleitos, senão pecadores. Amyraut não pensou que encabeçava um novo sistema teológico, mas que suas opiniões refletiam o verdadeiro sentido da doutrina de João Calvino.[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remetendo os meus leitores à Parte 1ª de meu livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Curso Prático de Teologia Bíblica&lt;/span&gt; [2] me limitarei a expor o ponto decisivo em que Amyraut, seus colegas e seguidores se afastaram das decisões tomadas no Sínodo de Dort (1618-1619). As suas críticas se centraram especialmente no 3º ponto de Dort, segundo o qual a redenção levada a cabo por Cristo no Calvário teve uma extensão limitada, ou seja, Cristo não morreu por todos, senão somente pelos eleitos. Os amiraldianos responderam que a redenção tem um caráter universal, ainda que a salvação esteja limitada aos que crêem; portanto, a todos Deus provê os meios para a salvação, mas somente serão salvos pessoalmente quem pela fé receber a aplicação da redenção em virtude da obra do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os teólogos reformados posteriores, alguns como John Owen, Charles Hodge, W.G.T. Shedd e B.B. Warfield rejeitaram a proposta do Amiraldianismo por entenderem que este é um grave desvio do Calvinismo, enquanto outros como Richard Baxter, A.H. Strong e Lewis Sperry Chafer sustentam que o Armiraldianismo representa um autêntico retorno ao verdadeiro sentido das Escrituras a respeito das doutrinas da graça e da natureza da predestinação divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de Francisco Lacueva, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Diccionario Teológico llustrado&lt;/span&gt; (Barcelona, CLIE, 2001), pág. 45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre:&lt;br /&gt;Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;br /&gt;16 de Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] O articulista se refere ao livro Francisco Lacueva, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Curso Prático de Teología Bíblica&lt;/span&gt; (Barcelona, CLIE, 1998). &lt;br /&gt;[2] Dr Hermisten M.P. da Costa escreveu um excelente artigo sobre Amiraldianismo que merece ser lido – &lt;a href="http://www.monergismo.com/textos/predestinacao/amyraldianismo_hermisten.pdf"&gt;acesse aqui&lt;/a&gt; .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-3496127286258224046?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/3496127286258224046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=3496127286258224046' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3496127286258224046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3496127286258224046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/12/amiraldianismo.html' title='Amiraldianismo'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TQqfhrzYOkI/AAAAAAAAAgk/mhr_sPI7WIg/s72-c/corredor%2Bjanelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-651671279009116361</id><published>2010-10-21T19:44:00.002-04:00</published><updated>2010-10-21T20:03:11.529-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Exegética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia do NT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hermenêutica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grego'/><title type='text'>A parábola do filho pródigo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TMDRGMGKu2I/AAAAAAAAAfU/uYluiTMPl6c/s1600/filho+pr%C3%B3digo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 154px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TMDRGMGKu2I/AAAAAAAAAfU/uYluiTMPl6c/s200/filho+pr%C3%B3digo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530650246667484002" /&gt;&lt;/a&gt; A seqüência de parábolas narradas por Jesus, em Lc 15:3-32, talvez, sejam a melhor ilustração do perdão gracioso de Deus que salva pecadores. As três parábolas são: a ovelha perdida (vs. 3-7); a dracma perdida (vs. 8-10); e, por fim, o filho pródigo (vs. 11-32). Embora as três narrativas tenham uma trilogia de temas em comuns como "a perda", "o encontro", e "a alegria", elas também possuem ênfases diferentes. O famoso exegeta judeu-cristão Alfred Edersheim observa que "na parábola do filho perdido o interesse principal centraliza-se em sua restauração. Não trata da tendência natural, nem do trabalho e o pó da casa como causa atribuída à perda, mas a livre decisão pessoal de um indivíduo. O filho não se perde e se extravia; não cai e se perde da vista, mas marcha voluntariamente, e sob circunstâncias agravantes" (La Vida y los Tiempos de Jesus el Messias,vol.2, CLIE, p.203). Em nenhum momento Cristo apresenta o filho pródigo como vítima, ou como produto do meio, mas é descrito como alguém que impiedosamente age contra o seu pai, que sem afetos abandona o seu lar, e que segue para uma terra distante para ser esquecido e esquecer as suas origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta parábola temos três personagens. Não é correto pensarmos no filho pródigo como sendo o personagem principal. O pai amoroso e o filho mais velho não são segundários, mas partes de proporcional importância nesta narrativa, abordando aspectos diferentes da mesma situação. Mas, nos referiremos a ela como tradicionalmente se tem feito: a parábola do filho pródigo. Afinal, o pecado e a manifestação prática da graça é que são os verdadeiros temas centrais nesta história. William Barclay sugere que "seria melhor chamá-la de 'parábola do pai amoroso', porque nos fala mais do amor de um pai do que do pecado de um filho" (Lucas - El Nuevo Testamento Comentado, Ed. La Aurora, p.200). O filho mais novo é um jovem que perdeu a oportunidade de ser o filho prodígio para se tornar o pródigo. Uma família judia comum, como qualquer outra nos tempos de Jesus, foi usada para ilustrar como Deus age para restaurar um relacionamento seriamente prejudicado pelo pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta parábola ilustra como o pecado é inerentemente sem sentido. Se tem um momento que a insensatez da iniquidade fica esclarecida, é quando tentamos entender o motivo de alguém que teria todos os benefícios simplesmente escolhendo praticar o amor, e insensivelmente prefere o desprezo, por causa, de algum pecado pessoal. O pecado faz com que filhos saiam de casa em inimizade. Por causa da dureza do coração vemos casais que inicialmente fizeram juras de amor, e viveram sublimes momentos de romance se separando com ferinas palavras de amargura. Continuar desejando fartar-se de comida podre enquanto poderia comer uma farta refeição. Preferir trabalhar para um estranho, em troca de comida, deixando de construir a própria herança com o pai. Consumir todos os bens, vivendo o hoje, e esquecendo que a vida toda se dependerá de sustento. Mas, além de insensato, o pecado também torna o indivíduo insensível. Neste caso, a maior evidência desta verdade é a insensibilidade com os próprios sentimentos, de modo, que o amor perde o seu brilho e alegria, tornando temporariamente ofuscado, sem valor e propósito. Simplesmente é loucura, mas isto é o que o pecado obscurecendo a mente produz: insensatez, insensibilidade e por fim, uma vida sem sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-651671279009116361?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/651671279009116361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=651671279009116361' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/651671279009116361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/651671279009116361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/10/parabola-do-filho-prodigo.html' title='A parábola do filho pródigo'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TMDRGMGKu2I/AAAAAAAAAfU/uYluiTMPl6c/s72-c/filho+pr%C3%B3digo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-6846104700955459041</id><published>2010-10-01T22:01:00.004-04:00</published><updated>2010-10-01T22:28:09.124-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Exegética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Bíblica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>Conflito entre Teologia Bíblica e Sistemática?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TKaSqxKRMwI/AAAAAAAAAfM/Z0OPw3evyL4/s1600/GeerhardusVos_biografia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 131px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TKaSqxKRMwI/AAAAAAAAAfM/Z0OPw3evyL4/s200/GeerhardusVos_biografia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523263256465060610" /&gt;&lt;/a&gt; Alguns teólogos por desnecessária teimosia, insistem em perpetuar uma antiga contenda. Querem conflitar os ramos da Teologia Bíblica e da Teologia Sistemática. Parece que isto decorre do método teológico adotado, ou das premissas de cada área, ou até mesmo da tradição teológica esposada por eles. Entretanto, isto não justifica promover a inimizade entre estas duas preciosas e consistentes áreas da ciência teológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por natureza a Teologia Sistemática é o centro de convergência onde todas as matérias teológicas se encontram para compartilhar as suas conquistas! Coerentemente e de modo construtivo formula-se a doutrina à partir da exegese bíblica, da filosofia, da história, e dos padrões confessionais. Aprecio muito a definição que Robert L. Reymond afirma que Teologia Sistemática é o&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;estudo metodológico da Bíblia que analisa a Escritura Sagrada como uma completa revelação, em distinção das disciplinas de Teologia do Antigo Testamento, Teologia do Novo Testamento e Teologia Bíblica, as quais se aproximam das Escrituras como uma revelação progressiva. Deste modo, o teólogo sistemático analisa as Escrituras como uma revelação completa, buscando entender holisticamente o plano, propósito e a intenção didática da mente divina revelada na Sagrada Escritura, e organizar este plano, propósito e intenção didática de modo ordenado e apresentação coerente como artigos da fé cristã.&lt;/blockquote&gt; [1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por definição a Teologia Bíblica é “aquele ramo da teologia cuja preocupação é estudar cada segmento das Escrituras individualmente, especialmente quanto ao seu lugar na história da revelação progressiva de Deus”.[2] Ainda podemos falar desta disciplina como sendo “um estudo do processo da auto-revelação de Deus depositada na Bíblia."[3] Assim, observa-se que são áreas diferentes, mas não conflitantes, pelo contrário, elas são disciplinas co-dependentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geerhardus Vos, que lecionou tanto dogmática como teologia bíblica, esclarece a diferença entre as duas disciplinas declarando que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Teologia Bíblica ocupa uma posição entre Exesege e Sistemática na enciclopédia das disciplinas teológicas. Ela difere da Teologia Sistemática, não porque seja mais bíblica, ou por aderir mais estritamente as verdades da Escritura, mas em que o seu princípio de organizar o material bíblico é mais histórico do que lógico. Considerando que a Teologia Sistemática usa a Bíblia como um todo completo e empenha-se em exibir o seu completo ensino numa forma ordenada e sistemática, a Teologia Bíblica divide os assuntos a partir da perspectiva histórica, buscando demonstrar o crescimento orgânico ou desenvolvimento das verdades da Revelação Especial da primitiva Revelação Especial pré-redentiva entregue no Éden até o fechamento do cânon do Novo Testamento.&lt;/blockquote&gt;[4] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente há quem queira continuar a controvérsia entre as áreas de Sistemática e Bíblica. Penso ser um prejuízo acadêmico esta tola controvérsia. Spykman exorta-nos dizendo que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;este é o momento apropriado para deixar de lado este falso dilema. Como em toda ciência, assim também na teologia, existem certas divisões de trabalho que coincidem com certas linhas demarcatórias naturais, dentro do campo global. Discerne-se claramente uma diferença de tarefas. Então, fique estabelecido, tanto na teologia bíblica como na dogmática, que cada uma tem sua identidade e integridade. Cada uma tem seu próprio campo de estudo, seus próprios princípios organizadores e suas metodologias. Assim, ambas são chamadas a serem “bíblicas” no sentido de serem fiéis a Bíblia. O fato de que a teologia bíblica trabalhe mais diretamente com pressupostos bíblicos não é garantia de ser mais fiel às escrituras que a dogmática, ainda que, esta última talvez, trabalhe mais diretamente com os dados bíblicos. Juntas devem inclinar-se ante a autoridade da Palavra de Deus como norma vigente para ambas disciplinas. Ambas são respostas teológicas a essa norma permanente. Todavia, são diferentes em suas áreas de investigação, em suas ferramentas e estudo, nos resultados de seus respectivos estudos. Estas diferenças devem ser honradas.&lt;/blockquote&gt; [5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como especialista em Teologia Bíblica D.A. Carson sugere que “a teologia bíblica precisa ser sistemática, mesmo que focalize o lugar e o significado históricos de um segmento específico da Bíblia; e a teologia sistemática, se depender de exegese honesta, deve forçosamente depender de considerações históricas.”[6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;[1] Robert L. Reymond, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A New Systematic Theology of the Christian Faith&lt;/span&gt; (Nashville, Thomas Nelson Publishers, 1998), pág. xxv-xxvi.&lt;br /&gt;[2] Donald A. Carson, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Teologia Bíblica ou Teologia Sistemática&lt;/span&gt; (São Paulo, Edições Vida Nova, 1999), pág. 27.&lt;br /&gt;[3] Geerhardus Vos, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Biblical Theology – Old and New Testament &lt;/span&gt;(Edinburgh, The Banner of Truth Trust, 2000), pág. 13.&lt;br /&gt;[4] Geerhardus Vos, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Biblical Theology – Old and New Testament&lt;/span&gt;, pág. v-vi.&lt;br /&gt;[5] Gordon J. Spykman, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Teologia Reformacional - un nuevo paradogma para hacer la Dogmática &lt;/span&gt;(Grand Rapids, TELL, 1994) pág. 10.&lt;br /&gt;[6] Donald A. Carson, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Teologia Bíblica ou Teologia Sistemática&lt;/span&gt;, pág. 27.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-6846104700955459041?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/6846104700955459041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=6846104700955459041' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6846104700955459041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6846104700955459041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/10/conflito-entre-teologia-biblica-e.html' title='Conflito entre Teologia Bíblica e Sistemática?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TKaSqxKRMwI/AAAAAAAAAfM/Z0OPw3evyL4/s72-c/GeerhardusVos_biografia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-8054350972383060284</id><published>2010-09-18T22:59:00.002-04:00</published><updated>2010-09-18T23:08:26.777-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teontologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><title type='text'>O relacionamento das pessoas da Trindade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TJV84cSFboI/AAAAAAAAAe8/Td7M1VdyMo0/s1600/3cruz.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TJV84cSFboI/AAAAAAAAAe8/Td7M1VdyMo0/s200/3cruz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518454227518975618" /&gt;&lt;/a&gt; Como ocorre esta relação entre as pessoas da Divindade? Primeiramente, é necessário declarar que entre as pessoas divinas não há divisão, confusão, nem subordinação essencial entre elas, pois os três são igualmente Deus. É errado pensar que cada pessoa divide a essência entre si, de modo que, uma pessoa independesse uma da outra. Herman Hoeksema esclarece que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;deste modo, as pessoas da santa Trindade, de modo completo e perfeito, entram na vida uma da outra. A sua comunhão é infinitamente perfeita. Elas não têm segredos uma com a outra. Não há conflitos entre si. O seu relacionamento está em perfeita harmonia: o Pai conhece e ama o Filho, no Espírito; o Filho conhece e ama o Pai, no Espírito; o Espírito conhece e ama o Pai, através do próprio Filho. O Deus vivo é o Deus de aliança. E esta é a grande significado da verdade que Deus é trino, e que estas três diferentes pessoas são um único, verdadeiro e eterno Deus.[1]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, as pessoas da Trindade mantêm uma mútua relação em suas obras. John M. Frame esclarece que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;a Escritura apresenta uma sensível avaliação entre as diferenças entre as pessoas da Trindade e o Seu mútuo envolvimento, e eu necessito dizer mais a respeito deste último assunto. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Circumincessio, circumcessio, circumssion, perichoresis, e coinherence&lt;/span&gt; são termos técnicos para a mútua relação das Pessoas: o Pai no Filho, e o Filho nEle (Jo 10:38; 14:10-11, 20; 17:21); e ambos no Espírito, e o Espírito neles (Rm 8:9). Ver Jesus é ver o Pai (Jo 14:9), porque Ele e o Pai são um (10:30). Após Jesus deixar a terra, ele "viria" no Espírito para estar com o Seu povo (14:18). Todas as três pessoas estão envolvidas em todas as obras de Deus da Criação. Como temos observado o Pai (Gn 1), o Filho (Jo 1:3; Cl 1:16), e o Espírito (Gn 1:2; Sl 104:30) estão envolvidos na obra da criação. O mesmo é verdade quanto à providência, e, do mesmo modo a redenção o juízo final. Isto não significa que as três pessoas atuam da mesma forma nestes eventos. O Pai, e não o Filho, enviou Jesus ao mundo para redimir o Seu povo; o Filho, e não o Pai, ou o Espírito, encarnou para morrer sobre a cruz pelos nossos pecados. De fato, no momento da morte, Ele estava, do mesmo modo misterioso, desamparado pelo Seu Pai (Mc 15:34). O Espírito, e não o Pai nem o Filho, veio sobre a Igreja com poder no dia de Pentecostes (enviado pelo Pai e pelo Filho [Jo 14:15-21]), apesar do Filho vir à nós pelo Espírito. De acordo com 1 Pe 1:1-2, o Pai é o único que predetermina, o Filho é o único que asperge o sangue, e o Espírito é o único que santifica. Esta é uma generalização acerca das diferentes tarefas das Pessoas da Divindade: o Pai planeja, o Filho executa e o Espírito aplica. Mas, de acordo com Pedro não existe aqui a descrição de uma precisa divisão da obra. Ele reconhece que todos os eventos exigem a concorrência de todas as três pessoas.[2]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] Herman Hoeksema, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reformed Dogmatics&lt;/span&gt; (Grandville, RFPA, ed.rev., 2004), vol.1, pp. 216-218.&lt;br /&gt;[2] John M. Frame, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Doctrine of God&lt;/span&gt; (Phillipsburg, P&amp;R Publishing, 2002), págs. 693-694.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-8054350972383060284?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/8054350972383060284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=8054350972383060284' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/8054350972383060284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/8054350972383060284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/09/o-relacionamento-das-pessoas-da.html' title='O relacionamento das pessoas da Trindade'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TJV84cSFboI/AAAAAAAAAe8/Td7M1VdyMo0/s72-c/3cruz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-6149061129641597040</id><published>2010-08-01T16:37:00.005-04:00</published><updated>2010-08-02T08:33:23.725-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>D. MARTIN LLOYD-JONES (1899-1981) - Série biografia 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TFXb9cSR0ZI/AAAAAAAAAdY/dw7hzI4CQIs/s1600/lloyd-jones.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 123px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TFXb9cSR0ZI/AAAAAAAAAdY/dw7hzI4CQIs/s200/lloyd-jones.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500544368514290066" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito por J.I. Packer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.M. Lloyd-Jones foi um pregador galês, popular e influente, com grandes dons intelectuais, serviu numa congregação da Igreja Presbiteriana de Gales em Aberavon, Port Talbot, de 1927 a 1938, e em seguida à congregação independente na Westminster Chapel, Londres, primeiro como auxiliar e depois como sucessor de G. Campbell Morgan (1863-1945). Jubilou-se em 1968, mas continuou dedicado a pregação itinerante até pouco antes de sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Doutor”, como sempre era chamado, formado e qualificado para a medicina antes de dedicar-se ao ministério, resultava tão irresistível como o seu estilo diagnóstico de expor as necessidades dos incrédulos, os cristãos e as igrejas usando uma terminologia clínica. Versado por conta própria nas tendência teológicas e acerca da vida espiritual dos puritanos, calvinistas e igrejas reformadas, foi um incansável expositor das riquezas da graça de Deus e de seu poder, segundo as Escrituras, e constante inimigo de tudo que impedisse ou solapava uma compreensão clara de tais riquezas: o liberalismo fácil e racionalista; a oca neo-ortodoxia; o estéril legalismo sacramental do sistema romano, definido em Trento; e a indiferença às pressões ecumênicas que, segundo ele, conduziam à versões descafeinadas da fé, a uma idéia inadequada do que significa ser cristão, e a uma falta de interesse pela autêntica unidade cristã. O fato de enfatizar este último ponto durante os seus último anos lhe afastou de muitas organizações evangélicas que antes consideravam-no mentor, consultor e guia, notável por seus conhecimentos e sua sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da tendência reformada, o ministério de Lloyd-Jones distinguiu-se por: 1) o compromisso em grande escala com a pregação expositiva (por exemplo, foram 11 anos dedicados a Rm 1-14;[1] 2) a sua ênfase sobre a adequação racional da fé bíblica, e seu estilo de pregação direta, persuasiva, baseada no senso comum e “de pessoa a pessoa”, que utilizava no púlpito; 3) a sua exposição profundamente experimental do evangelho, com ênfase constante no perdão, a paz, a segurança, o gozo e a esperança em Deus; 4) a sua ênfase sobre o batismo do Espírito como um acontecimento posterior a conversão,[2] como uma garantia de segurança que deveriam buscar todos os crentes; 5) o seu interesse pelo avivamento espiritual[3], entendido em termos edwardianos (ver Jonathan Edwards), como um derramamento novo do Espírito para abençoar a Palavra exposta, entendendo-o como a única e última esperança da igreja contemporânea; e, 6) a sua ênfase sobre a própria pregação como atividade inspirada pelo Espírito e tremendamente significativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as obras de Lloyd-Jones são sermões ou conferências transcritas.[4]&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;NOTAS&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;[1] Esta série de sermões expositivos encontram-se publicados pela editora PES. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[2] A análise do entendimento de Lloyd-Jones acerca deste assunto pode ser lida em &lt;a href="http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_I__1996__1/martyn_loyd_-jones....pdf"&gt;Martin lloyd-Jones, Stott e 1 Co 12:13 - O Debate sobre o Batismo com o Espírito Santo&lt;/a&gt;, escrito pelo Dr Augustus Nicodemus Lopes na Revista Teológica Fides Reformata. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[3] O seu livro &lt;em&gt;Avivamento&lt;/em&gt; encontra-se publicado pela editora PES. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[4] Apesar de D.M. Lloyd-Jones não ser estritamente um teólogo sistemático, ele a pregou essencialmente em todos os seus sermões. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de David J. Atkinson &amp; David H. Field, eds., &lt;em&gt;Diccionário de Ética Cristiana y Teología Pastoral&lt;/em&gt; (Barcelona, Publicaciones Andamio &amp; CLIE, 2004), págs. 763-764.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre: Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-6149061129641597040?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/6149061129641597040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=6149061129641597040' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6149061129641597040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/6149061129641597040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/08/d-martin-lloyd-jones-1899-1981-serie.html' title='D. MARTIN LLOYD-JONES (1899-1981) - Série biografia 3'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TFXb9cSR0ZI/AAAAAAAAAdY/dw7hzI4CQIs/s72-c/lloyd-jones.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-4814325829850777311</id><published>2010-08-01T02:01:00.006-04:00</published><updated>2010-08-04T11:50:25.402-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>WILHELMUS À BRAKEL (1635-1711) - Série biografia 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TFUN6ZvuijI/AAAAAAAAAdQ/GBFFPHSeMuc/s1600/aBrakel.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 131px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TFUN6ZvuijI/AAAAAAAAAdQ/GBFFPHSeMuc/s200/aBrakel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500317816897571378" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito por Joel R. Beeke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilhelmus à Brakel[1] (um contemporâneo de eminentes teólogos da Segunda Reforma Holandesa, tais como Witsius, Voetius, Van Lodenstein, Koelman e Hellenbroek) nasceu em 2 de Janeiro de 1635, em Leeuwarden, nos Países Baixos. Ele foi o único filho de Dirck Gerrits van Brakel, posteriormente conhecido como Theodorus à Brakel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilhelmus teve o inestimável privilégio de ser educado por dois pais mui piedosos, que foram gratos ao testemunhar que o seu filho temeu ao Senhor desde o início de seus dias. O seu pai foi um renomado ministro na província de Friesland, e um homem de extraordinária piedade. Os seus pais lutaram em oração para que o seu filho pudesse ser usado pelo Senhor como um poderoso instrumento em Seu serviço. E agradou ao Senhor responder as suas orações além da expectativa.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à Brakel estudou teologia em Franeker e em Utrecht, e foi particularmente influenciado por seu mentor, Gisbertus Voetius. Com a idade de vinte e quatro anos ele foi ordenado um ministro do evangelho. Os seus sermões eram Cristocêntricos, ricos em conteúdo evangélico, experimentais e direcionados àqueles que estavam presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à Brakel serviu quatro congregações em sua província nativa da Friesland: Exmorra (1662-1665), Stavoren (1665-1670), Harlingen (1670-1673) e em sua terra natal, a capital da Friesland, Leeuwarden (1673-1683). O jovem ministro começou o seu ministério em Exmorra - uma díficil congregação - com grande zelo. Um contemporâneo disse-lhe que ele deveria sepultar a si do mesmo modo como estava aquele vilarejo. O seu diligente esforço em Friesland foi ricamente abençoado pelo Senhor. O Espírito Santo evidenciou fluir a Si mesmo pela fiel pregação do evangelho do Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o seu período em Friesland provou ser uma preparação para uma tarefa ainda maior que o Senhor tinha preparado para ele em Rotterdam - o seu final e mais longo pastorado (1683-1711). Durante este pastorado ele envolveu-se numa longa e frutífera batalha contra os Labadistas, empenhando-se por uma igreja pura aqui sobre a terra, corajosamente resistindo a tentativa do governo de intrometer-se nos negócios da igreja, e escreveu a sua magnum opus &lt;em&gt;The Christians Reasonable Service &lt;/em&gt;- o maduro fruto de seu labor ministerial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um frutífero ministério de quarenta e nove anos, agradou o Senhor receber o seu eminente teólogo - afetuosamente referido pelos piedosos como "o Pai Brakel" - tomando-o para Si em 1711, com a idade de setenta e seis anos, para receber a recompensa de um servo fiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;[1] Embora também seja um resumo, a biografia de à Brakel pode ser lida em Joel R. Beek &amp; Randall J. Pederson, &lt;em&gt;MEET the PURITANS &lt;/em&gt;(Reformation Heritage Books, 2006), págs. 745-752. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[2] A providência de Deus o preparou para servir no ministério pastoral. Sabe-se que ele "nasceu em 2 de Janeiro de 1635, em Leeuwarden, sendo único filho de Margaretha Homma e Theodorus à Brakel, um pastor reformado de extraordinária piedade que tornou-se conhecido por seu De Trappen des Geestelycken Levens [Os Passos da Graça na Vida Espiritual]. Wilhelmus e suas cinco irmãs foram educados num lar caracterizado pelo temor de Deus. Wilhelmus foi convertido ainda garoto, provavelmente sob a pregação de seu pai e as orações e exortações de sua mãe. Ele freqüentou a Escola de Latim em Leeuwarden, e então entrou na Academia de Franeker com a idade de dezenove anos, em 1654. Ao completar os seus estudos em 1659, o presbitério de Leeuwarden o admitiu no ministério pastoral. Devido a necessidade de vagas naquele período, à Brakel continuou o seu treinamento teológico por mais alguns anos em Utrecht sob a orientação de Gisbertus Voetius e Andreas Essenius" in: J.R. Beek &amp; R.J. Pederson, &lt;em&gt;MEET the PURITANS&lt;/em&gt;, pág. 745. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de Wilhelmus à Brakel, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.heritagebooks.org/products/The-Christian's-Reasonable-Service.html"&gt;The Christian's Reasonable Service &lt;/a&gt;&lt;/em&gt;(Gran Rapids, Reformation Heritage Book, 1999), vol. 1, nota da sobrecapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre: Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-4814325829850777311?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/4814325829850777311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=4814325829850777311' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4814325829850777311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4814325829850777311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/08/wilhelmus-brakel-1635-1711-serie.html' title='WILHELMUS À BRAKEL (1635-1711) - Série biografia 2'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TFUN6ZvuijI/AAAAAAAAAdQ/GBFFPHSeMuc/s72-c/aBrakel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-5201898775542787596</id><published>2010-07-31T23:53:00.006-04:00</published><updated>2010-08-01T03:16:33.358-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>LOUIS BERKHOF (1873-1957) – Série biografia 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TFTv-hLmBAI/AAAAAAAAAdA/5gsFA5_UUP8/s1600/berkhof.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 155px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TFTv-hLmBAI/AAAAAAAAAdA/5gsFA5_UUP8/s200/berkhof.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500284902264144898" /&gt;&lt;/a&gt; Escrito por J.D. Bratt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teólogo reformado que nasceu na província holandesa de Drenthe. Os pais de Louis Berkhof pertenceram ao partido separatista pietista-ortodoxo (1834) da Igreja Reformada. (A teologia de Berkhof baseia-se mais em Herman Bavinck, do que compartilha deste grupo regional e religioso). A família emigrou para os Estados Unidos da América em 1882, estabelecendo-se em Grand Rapids, Michigan, onde Louis dedicou o restou de sua vida. Em 1900, ele graduou na Escola de Teologia da Igreja Cristã Reformada, em Grand Rapids, e entre os dois pastorados nesta denominação, fez em dois anos (1902-1904) um trabalho de pós-graduação em teologia no Seminário Teológico de Princeton. Em 1906, foi indicado para o Seminário Grand Rapids (posteriormente Seminário Teológico Calvin), onde serviu o restante de sua carreira como professor de teologia bíblica (1906-1914), de Novo Testamento (1914-1926) e teologia sistemática (1926-1944). De 1931 a 1944 ele serviu como presidente daquela instituição.[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus anos iniciais no Seminário Calvin, Berkhof seguiu a linha do primeiro ministro holandês e teólogo reformado Abraham Kuyper, em sua veemente crítica do “individualismo revolucionário” e na afirmação da necessidade de se cumprir o mandato cultural. Berkhof publicou vários livros aplicando princípios calvinistas às questões sociais como o industrialismo e o impacto da redenção na sociedade e na cultura, ele também argumentou que isso precisava ser feito em separado, nas organizações distintamente cristãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1920, Berkhof ajudou a purificar a Igreja Cristã Reformada [CRC – Christian Reformed Church] da influência recebida do Dispensacionalismo fundamentalista e da alta crítica modernista. Este último combateu-o como sendo um erro mais grave. Conseqüentemente a segunda metade de sua carreira, ele devotou para articular um consenso na teologia reformada, e foi marcado por uma consistente agenda anti-modernista. Berkhof produziu a sua monumental obra no início dos anos 1930: &lt;em&gt;Reformed Dogmatics&lt;/em&gt;[2] (1932; e posteriores edições com o nome de &lt;em&gt;Systematic Theology&lt;/em&gt;[3]), e a sua versão popular simplificada com o nome de &lt;em&gt;Manual of Reformed Doctrine&lt;/em&gt;[4] (1933). Estas obras refletem a influência do seu mentor de Princeton, Gerhardus Vos, e de Bavink e de sua &lt;em&gt;Gereformeerde Dogmatiek&lt;/em&gt;[5] (1906-1911), Berkhof seguiu-a em formato, substância e muitos outros detalhes. Em todas as suas obras apresenta a sua extensa tradição teocêntrica. Toda a iniciativa, virtude e certeza residem em Deus; tudo o que é oposto, procede da humanidade. De acordo com isto, a tarefa da vida é obedecer à autoridade divina, que é apresentada ao ser humano, de modo apropriado na Escritura. Para a teologia, em particular, Berkhof insistiu que a Escritura é a única fonte e norma. A razão humana, a experiência ou a tradição da igreja não poderiam suplementá-la, nem afetar a sua leitura. Berkhof erigiu sobre este baluarte a sua teologia sistemática, inclinando-se para uma linha moderada sobre temas da controvérsia calvinista e, reprovando as propostas modernistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Berkhof rejeitou um rigoroso racionalismo sobre a Bíblia e a ortodoxia, mas apresentou uma estrutura racionalista da própria mente. Somente a fé poderia apropriar-se da verdade salvadora da revelação, mas a razão tem o trabalho de arranjar estas verdades numa unidade sistemática que é vital. Idéias ditam ação, e a verdadeira experiência cristã segue formulações doutrinárias. Assim, após 1920, Berkhof em grande parte desistiu de seu talento anterior de comentários sócio-culturais e, concentrou-se de vez na criação de uma fortaleza teológica voltada para o grupo que enfrentou em tempos conturbados. O alcance e rigor de sua obra, bem como o seu apelo vão além de sua audiência original (particularmente entre os evangélicos de uma persuasão geralmente reformada), apresenta a força de sua tradição e o talento com o qual ele a defendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTAS&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;[1] Isto significa que Louis Berkhof faleceu aos 83 anos. Pastoreou 2 igrejas locais, e posteriormente exerceu a docência durante 38 anos, chegando a escrever 22 livros. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[2] Publicada originalmente em 2 volumes: o primeiro tomo era um manual de história da doutrina, e o segundo um manual de doutrina, que, posteriormente foi ampliado e publicado como volume autônomo com o nome de &lt;em&gt;Teologia Sistemática&lt;/em&gt;. O volume de história da doutrina foi publicado, em 1992, pela Editora PES com o nome de A &lt;em&gt;História das Doutrinas Cristãs&lt;/em&gt;, seguindo o modelo de edições inglesas anteriores. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;[3] Publicada inicialmente pela LPC em 1990, e atualmente pela Editora Cultura Cristã com o título de &lt;em&gt;Teologia Sistemática&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;[4] O CEIBEL publicou este livro com o nome de &lt;em&gt;Manual de Doutrina Cristã&lt;/em&gt;, apelidado de “Berkhofinho”.&lt;br /&gt;[5] &lt;em&gt;Dogmática Reformada&lt;/em&gt;. Nota do tradutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de D.G. Hart &amp; Mark A. Noll, eds., Dictionary of the Presbyterian &amp; Reformed – Tradition in America (Phillipsburg, P&amp;R Publishing, 2005), págs. 32-33&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre: Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-5201898775542787596?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/5201898775542787596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=5201898775542787596' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/5201898775542787596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/5201898775542787596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/07/louis-berkhof-1873-1957-serie-biografia.html' title='LOUIS BERKHOF (1873-1957) – Série biografia 1'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TFTv-hLmBAI/AAAAAAAAAdA/5gsFA5_UUP8/s72-c/berkhof.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-2032222037941935061</id><published>2010-07-20T14:17:00.003-04:00</published><updated>2010-07-20T14:20:06.744-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmovisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><title type='text'>INDICAÇÃO DE BLOG</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TEXoZHDaWoI/AAAAAAAAAcw/Rxtw03hWmuY/s1600/MVasconcelos"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 158px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TEXoZHDaWoI/AAAAAAAAAcw/Rxtw03hWmuY/s200/MVasconcelos" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496054438363290242" /&gt;&lt;/a&gt; Recomendo a leitura do excelente blog &lt;a href="http://networkedblogs.com/61KmU"&gt;MENS REFORMATA &lt;/a&gt;do irmão Marcos Vasconcelos. Artigos traduzidos de escritores calvinistas. Boa leitura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-2032222037941935061?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/2032222037941935061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=2032222037941935061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2032222037941935061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2032222037941935061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/07/indicacao-de-blog.html' title='INDICAÇÃO DE BLOG'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TEXoZHDaWoI/AAAAAAAAAcw/Rxtw03hWmuY/s72-c/MVasconcelos' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-1212001325763254513</id><published>2010-07-20T13:11:00.004-04:00</published><updated>2010-07-20T13:40:12.069-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soteriologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teontologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><title type='text'>Glorificando a Deus com a nossa dependência</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TEXatqvP3WI/AAAAAAAAAcg/Gh_JzrXbWAc/s1600/Tulips.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TEXatqvP3WI/AAAAAAAAAcg/Gh_JzrXbWAc/s200/Tulips.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496039398376988002" /&gt;&lt;/a&gt; É proveniente de Deus que Cristo se torne nosso, somos levados e unidos a Ele. É proveniente de Deus que recebemos fé para aceitá-lo, que temos interesse nEle: "porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus" (Ef 2:8). É proveniente de Deus que recebemos todos os benefícios que Cristo comprou. É Deus que nos perdoa e purifica, nos livra de irmos para o inferno; e no seu favor os redimidos são recebidos, quando justificados. Assim, é Deus que nos livra do domínio do pecado, nos limpa de nossa imundície e nos muda de nossa perversidade. É proveniente de Deus que os redimidos recebam toda a sua verdadeira excelência, sabedoria e santidade, e o recebam de duas maneiras, ou seja, tanto quanto o Espírito Santo por quem estas coisas são imediatamente feitas é proveniente de Deus, procede dEle e é enviado por Ele, e também considerando que o próprio Espírito Santo é Deus, por cuja operação e habitação o conhecimento de Deus, as coisas divinas, a disposição santa e toda graça são conferidas e sustentados. Embora meios sejam empregados para conferir a graça na alma dos homens, é proveniente de Deus que tenhamos estes meios de graça e é Ele que os torna eficaz. É proveniente de Deus que tenhamos as Escrituras Santas, pois elas são sua palavra. É proveniente de Deus que tenhamos as ordenanças, pois sua eficácia depende da influência imediata do Espírito. Os ministros do evangelho são enviados de Deus, e toda a sua suficência é proviniente dEle: "temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós" (2 Co 4:7). O seu sucesso depende completa e absolutamente da benção e influência imediata de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de Jonathan Edwards, "Deus glorificado na dependência do homem" in: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pecadores nas mãos de um Deus irado e outros sermões &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(CPAD, 2007), págs. 14-15&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-1212001325763254513?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/1212001325763254513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=1212001325763254513' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1212001325763254513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1212001325763254513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/07/glorificando-deus-com-nossa-dependencia.html' title='Glorificando a Deus com a nossa dependência'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TEXatqvP3WI/AAAAAAAAAcg/Gh_JzrXbWAc/s72-c/Tulips.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-4455666749941697871</id><published>2010-05-14T11:35:00.003-04:00</published><updated>2010-05-14T11:45:13.395-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bibliologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teontologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>Como a Bíblia veio à nós?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S-1uOIit4OI/AAAAAAAAAcY/BdHmXXJfBZ8/s1600/B%25C3%25ADblia%2BSagrada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 163px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S-1uOIit4OI/AAAAAAAAAcY/BdHmXXJfBZ8/s200/B%25C3%25ADblia%2BSagrada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471150311415341282" /&gt;&lt;/a&gt; A origem, escrita e a preservação da Escritura Sagrada se deu num processo providencialmente orientado. Cremos que a mente infinita de Deus ao comunicar a revelação da sua perfeita vontade entra em contato com o finito e imperfeito. Por isso, ocorre sob o controle do Espírito de Deus a acomodação da revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra de Deus é transmitida em categoria do pensamento humano, bem como à sua linguagem comum. Ela passa a participar e se manifesta com, em, através e além da cultura do escritor. Então, a Palavra de Deus registrada no Antigo e no Novo Testamento, sendo escrita por autores humanos, foi inspirada por Deus (2 Tm 3:16) garantindo a sua inerrância, autoridade, suficiência e clareza. Estas absolutas verdades existem na mente de Deus, que através da revelação vêm à mente do escritor original, e deste modo, na inspiração esta revelação registrou-se em Escritura: a Palavra de Deus em palavras humanas. Com a preservação dos manuscritos temos os textos atuais que precisam ser criteriosamente comparadas todas as cópias para termos o que foi originalmente escrito pelos autores. A tradução da Bíblia é o estágio final de sua acessibilidade aos leitores. Obtemos as nossas versões que procuram transmitir fielmente o significado essencial do texto original. Por fim, através da interpretação a verdade chega a mente do leitor comunicando proposicionalmente a verdade original da mente de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-4455666749941697871?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/4455666749941697871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=4455666749941697871' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4455666749941697871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4455666749941697871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/05/origem-escrita-preservacao-da-escritura.html' title='Como a Bíblia veio à nós?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S-1uOIit4OI/AAAAAAAAAcY/BdHmXXJfBZ8/s72-c/B%25C3%25ADblia%2BSagrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-2681624206770080542</id><published>2010-04-24T22:51:00.007-04:00</published><updated>2010-04-25T11:23:06.779-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Romana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><title type='text'>Fórmula de absolvição da indulgência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S9Ou88lvk8I/AAAAAAAAAcQ/JjskvWLs7I8/s1600/Tetzel+indulg%C3%AAncias.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 282px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S9Ou88lvk8I/AAAAAAAAAcQ/JjskvWLs7I8/s400/Tetzel+indulg%C3%AAncias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463903135010362306" /&gt;&lt;/a&gt; A Igreja Católica Apostólica Romana há muito oferece a &lt;a href="http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/h/indulgencia.html"&gt;indulgência&lt;/a&gt; para os seus fiéis. Esta é uma prática ainda usual no romanismo do século XXI, entretanto, menos em voga do que há alguns séculos atrás, em que era artigo de consumo muitíssimo procurado pelo ignorantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o renovado entendimento de Rm 1:16-17, &lt;a href="http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2008/10/martinho-lutero.html"&gt;Martinho Lutero &lt;/a&gt;recebe a indulgência como sendo uma afronta à suficiência de Cristo na redenção do pecador. Atuando como professor de Bíblia na recém organizada Universidade de Wittemberg, e também como padre da igreja local, viu o grande mal que Johannes Tetzel causava nesta cidade apregoando a promessa do perdão dos pecados e a libertação das penas, sob a garantida condição de se comprar uma indulgência. Sabemos da história, e que Lutero fixou nos portais da Catedral de Wittenberg as suas &lt;a href="http://www.monergismo.com/textos/credos/lutero_teses.htm"&gt;95 Teses &lt;/a&gt;dando início ao movimento de Reforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean-Henri Merle d'Aubigné ministro protestante suíço e historiador na obra &lt;strong&gt;&lt;em&gt;História da Reforma do Século XVI &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;a [1] registra a fórmula de absolvição da infame indulgência vendida por Tetzel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Que nosso Senhor Jesus Cristo tenha piedade de ti, ........ [nome do comprador da indulgência], e te absolva pelos merecimentos de sua santíssima paixão! E eu, em virtude do poder apostólico que se me há conferido, te absolvo de todas as censuras eclesiásticas, sentenças e penas em que tenhas incorrido; e também de todos os excessos, pecados e crimes que tenhas cometido, por grandes e enormes que possam ser, e por qualquer causa que seja, ainda quando fossem dos reservados a nosso santíssimo padre, o papa, e à sé apostólica. Eu apago todas as manchas de incapacidade e todas as notas de infâmia de que te tenhas coberto até esta ocasião. Perdoô-te as penas que tenhas devido sofrer no purgatório. Faço-te de novo participante dos sacramentos da igreja. Imploro-te outra vez na comunhão dos santos, e te reestabeleço na inocência e na pureza que tiveste no ato de teu batismo. De maneira que, no momento de tua morte, a porta pela qual se entra para o lugar dos tormentos e das penas te será fechada, e, ao contrário, a porta que conduz ao paraíso da alegria te será aberta. E se tu não tiveres de morrer em breve, esta graça permanecerá imutável até o momento de teu fim derradeiro. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Frei Johannes Tetzel, comissário, a assinou de seu próprio punho.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;[1] J.H. Merle D'Aubiné, História da Reforma do Século XVI (SP, Casa Editora Presbiteriana, s/d), volume 1 , págs. 239-240.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-2681624206770080542?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/2681624206770080542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=2681624206770080542' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2681624206770080542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2681624206770080542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/04/formula-de-absolvicao-da-indulgencia.html' title='Fórmula de absolvição da indulgência'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S9Ou88lvk8I/AAAAAAAAAcQ/JjskvWLs7I8/s72-c/Tetzel+indulg%C3%AAncias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-543146545554491982</id><published>2010-04-20T17:31:00.008-04:00</published><updated>2010-04-20T18:53:15.404-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soteriologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pneumatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teontologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antropologia'/><title type='text'>Biblioteca Calvinista - 4</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S84dXhGmKcI/AAAAAAAAAcA/1aM49FMMqcY/s1600/biblioteca+calvinista.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 64px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S84dXhGmKcI/AAAAAAAAAcA/1aM49FMMqcY/s400/biblioteca+calvinista.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462335687907224002" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MANUAIS DE TEOLOGIA SISTEMÁTICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. À BRAKEL, Wilhelmus, The Christian’s Reasonable Service (Reformation Heritage Books), 4 volumes.&lt;br /&gt;2. BAVINK, Herman, Reformed Dogmatics (Presbyterian &amp; Reformed Publishing), 4 volumes.&lt;br /&gt;3. BAVINK, Herman, Teologia Sistemática (SOCEP).&lt;br /&gt;4. BEARDSLEE III, John W., Reformed Dogmatics (Baker Books House).&lt;br /&gt;5. BERKHOF, Louis, Teologia Sistemática (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;6. BUSWELL, Jr., James O., A Systematic Theology of the Christian Religion (Zondervan Publishing House), 2 volumes. &lt;br /&gt;7. CHEUNG, Vincent, Introdução à Teologia Sistemática (Arte Editorial).&lt;br /&gt;8. CLARK, David S., Compêndio de Teologia Sistemática (Casa Editora Presbiteriana).&lt;br /&gt;9. CUNNINGHAM, William, Theological Lectures (APress).&lt;br /&gt;10. DABNEY, Robert L., Systematic Theology (The Banner of Truth), 3 volumes.&lt;br /&gt;11. GREENDYK, Nicholas L., An Specimen of Divine Truths (Netherlands Reformed Book &amp; Publishing Committee), 2 volumes.&lt;br /&gt;12. HANKO, Ronald, Doctrine According to Godliness – A Primer of Reformed Doctrine (Reformed Free Publishing Association).&lt;br /&gt;13. HEPPE, Heinrich, Reformed Dogmatics (Wakeman Great Reprints).&lt;br /&gt;14. HODGE, A.A., Esboços de Teologia (Editora PES).&lt;br /&gt;15. HODGE, A.A., Evangelical Theology (The Banner of Truth).&lt;br /&gt;16. HODGE, Charles, Teologia Sistemática (Editora Hagnos).&lt;br /&gt;17. HOEKSEMA, Herman, Reformed Dogmatics (Reformed Free Publishing Association), 2 volumes.&lt;br /&gt;18. KERSTEN, G.H., Reformed Dogmatics (Netherlands Reformed Book), 2 volumes.&lt;br /&gt;19. PACKER, J.I., Teologia Concisa (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;20. REYMOND, Robert L., A New Systematic Theology of Christian Faith (Nelson Thomas Publishing).&lt;br /&gt;21. SHEDD, William G.T., Dogmatic Theology (Baker Books House), 2 volumes.&lt;br /&gt;22. SMITH, Morton H., Systematic Theology (Greenville Seminary Press), 2 volumes.&lt;br /&gt;23. SPYKMAN, Gordon J., Teologia Reformacional - Un Nuevo Paradigma Para Hacer la Dogmatics (TELL).&lt;br /&gt;24. TURRENTIN, Francis, Institutes of Elenct Theology (Presbyterian &amp; Reformed Publishing), 3 volumes.&lt;br /&gt;25. VAN GENDEREN, J. &amp; W.H. Velema, Concise Reformed Dogmatics (Presbyterian &amp; Reformed Publishing).&lt;br /&gt;26. WATSON, Thomas, A Fé Cristã (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;27. WITSIUS, Herman, The Economy of the Covenants between God and Man - Comprehending a Complete Body of Divinity (Dulk Christian Foundation), 2 volumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Os manuais de Teologia Sistemática abaixo não foram listados com os demais, pois, apesar de serem calvinistas não pertencem a tradição presbiteriana/reformada, mas, são dignos de menção e proveitosos, resguardadas as diferenças quanto à eclesiologia batista e escatologia. Da obra do Wayne Grudem ainda deve-se advertir ser ele um carismático, defensor da continuidade dos dons revelacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. GRUDEM, Wayne, Teologia Sistemática (Edições Vida Nova).&lt;br /&gt;2. FERREIRA, Franklin &amp; Alan Myatt, Teologia Sistemática (Edições Vida Nova).&lt;br /&gt;3. DAGG, John L., Manual de Teologia (Editora Fiel).&lt;br /&gt;4. BOYCE, James Pettigru, Abstract of Systematic Theology (Broadman Press).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-543146545554491982?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/543146545554491982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=543146545554491982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/543146545554491982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/543146545554491982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/04/biblioteca-calvinista-4.html' title='Biblioteca Calvinista - 4'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S84dXhGmKcI/AAAAAAAAAcA/1aM49FMMqcY/s72-c/biblioteca+calvinista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-7814160907516028857</id><published>2010-04-14T14:35:00.017-04:00</published><updated>2010-04-20T18:19:25.946-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antropologia'/><title type='text'>Lutero sobre o conceito de livre-arbítrio de Erasmo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S8YL4m3D9BI/AAAAAAAAAb4/nyg4s7F7bqo/s1600/Luther+preach+Wittenberg.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 118px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S8YL4m3D9BI/AAAAAAAAAb4/nyg4s7F7bqo/s200/Luther+preach+Wittenberg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460064665365378066" /&gt;&lt;/a&gt; Erasmo de Roterdã, o mais influente humanista, escreveu um pequeno livro, em 1524, com o título &lt;em&gt;&lt;strong&gt;De libero arbitrio Diatribe sive collatio &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;[1]. É uma obra de Antropologia da perspectiva humanista carregada de premissas sinergistas da teologia Católica Romana, da qual Erasmo apesar das muitas críticas nunca se separou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra é escrita num estilo de &lt;em&gt;diatribe&lt;/em&gt;. Este é um recurso literário usado desde a antiga filosofia grega, se caracteriza por ser um discurso ou conversação filosófica, onde duas ou mais pessoas debatem por meio de perguntas e respostas, argumentos, discordâncias e análise de implicações as teses do locutor. A &lt;em&gt;Diatribe&lt;/em&gt; ainda trás algumas &lt;em&gt;comparações&lt;/em&gt; das opiniões de Pais da Igreja como Orígenes, Ambrôsio e Jerônimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste livro o humanista holandês argumentou a favor de uma perspectiva sinergista ou, libertariana de livre-arbítrio. Ele o define como sendo "a potência, através da qual o ser humano se pode inclinar ou afastar ao/do que leva à salvação eterna." Desta forma ele apresenta a sua principal discordância e afastamento de Lutero e demais reformadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cópia da &lt;em&gt;Diatribe&lt;/em&gt; chegou às mãos de Lutero que não se interessou em responder de imediato. O reformador alemão escreveu uma refutação com o título &lt;em&gt;&lt;strong&gt;De servo arbitrio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Na introdução do livro desculpa-se escrevendo que "o fato de responder tardiamente a tua Diatribe a respeito do livre-arbítrio, venerável Erasmo, aconteceu contra a expectativa de todos e contra o costume". Mas, a obra veio no momento necessário para responder as teses de Erasmo. Lutero apesar de opor frontalmente à Erasmo, reconhece dois motivos de dívida com o humanista. Introdutoriamente, ele escreve a sua opinião sobre o texto de Erasmo&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Pois bem, pode haver pessoas que ainda não tenham percebido o Espírito como mestre em meus escritos e tenham sido abatidos por essa Diatribe; talvez a hora delas ainda não tenha chegado. E quem sabe, caro Erasmo, se Deus não vai querer visitar também a ti por meio de mim, seu mísero e frágil vaso, para que, numa hora feliz (pelo que rogo de coração ao Pai das misericórdias por meio de Cristo, nosso Senhor), eu venha a ti através deste livrinho e ganhe um caríssimo irmão. Pois embora penses e escrevas inadequadamente sobre o livre-arbítrio, tenha contigo uma considerável dívida de gratidão, pois tornaste minha opinião muito mais firme para mim quando vi que a causa do livre-arbítrio foi tratada com o máximo esforço por uma inteligência tão importante e tão grande e que nada se realizou, de modo que ela está em situação pior do que antes. Isto é uma prova evidente de que o livre-arbítrio não passa de uma mentira, porque [ocorre com ele o mesmo que no] exemplo daquela mulher no evangelho: quanto mais é tratada pelos médicos, pior fica. Por conseguinte, te retribuirei abundantemente minha dívida de gratidão se adquirires maior certeza por meu intermédio, assim como eu adquiri maior firmeza por ti.&lt;/blockquote&gt;[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no fim de &lt;em&gt;De servo arbítrio&lt;/em&gt;, Lutero explica o segundo motivo de gratidão com Erasmo. Ele escreve&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Agora, meu Erasmo, peço-te, por Cristo, que cumpras o que prometeste; pois prometeste ceder ao que ensina algo melhor. Esquece a consideração de pessoas! Admito que és um grande homem e dotado por Deus com muitos dos mais nobres dons, para não falar dos demais, de teu talento, erudição e da eloqüência quase milagrosa. Eu, no entanto, nada tenho e nada sou, a não ser que quase me possa gloriar de ser cristão. Além, disso elogio e gabo muito em ti o seguinte: és o único que atacou a questão em si, isso é, a questão essencial, e não me fatigaste com aqueles assuntos secundários sobre o papado, o purgatório, as indulgências e outras coisas deste tipo que mais são frivolidades do que questões [sérias], pelas quais até agora quase todos tentaram caçar-me em vão. Tu como único reconheceste o ponto central de toda [controvérsia] e pegaste a coisa pela gravata; por isso te agradeço de coração. Pois este tema gosto de ocupar-me muito mais, sempre que as circuntâncias e o tempo o permitem. Se aqueles que até agora me agrediram tivessem feito isso, se ainda o fizessem aqueles que apenas insistem em novos espíritos, em novas revelações, teríamos menos sedições e seitas, e mais paz e concórdia.&lt;/blockquote&gt;[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutero usa uma linguagem humilde e reconhece a capacidade intelectual do seu opositor. Todavia, O reformador não se intimida com a &lt;em&gt;Diatribe&lt;/em&gt; de Erasmo, pelo contrário contraargumenta e convida-o ao arrependimento, de modo que, sob a autoridade da Escritura pudessem ter o mesmo pensamento, mas, o abismo entre eles somente aumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;[1] Um debate acerca do livre-arbítrio com uma comparação (tradução minha).&lt;br /&gt;[2] LUTERO, Martinho, &lt;em&gt;Obras Selecionadas de Martinho Lutero&lt;/em&gt;, vol. 4,  pág. 19.&lt;br /&gt;[3] LUTERO, Martinho, op. cit., vol. 4, pág. 215.&lt;br /&gt;[4] Para o estudo do pensamento de Lutero, à partir de fontes, as &lt;a href="http://www.lutero.com.br/novo/obras_de_lutero.php"&gt;Obras Seleciondas de Martinho Lutero&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;[5] Agradeço ao irmão Rildo Albino por suas atentas observações gramaticais na revisão dos meus artigos. Obviamente que todo erro ainda presente, deve ser creditado somente a mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-7814160907516028857?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/7814160907516028857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=7814160907516028857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7814160907516028857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7814160907516028857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/04/blog-post.html' title='Lutero sobre o conceito de livre-arbítrio de Erasmo'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S8YL4m3D9BI/AAAAAAAAAb4/nyg4s7F7bqo/s72-c/Luther+preach+Wittenberg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-659772108362507848</id><published>2010-04-08T10:57:00.005-04:00</published><updated>2010-04-20T18:15:10.641-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Catecismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>Biblioteca Calvinista - 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S7322yAe5LI/AAAAAAAAAbA/a6bE3VbFQx4/s1600/biblioteca+calvinista.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 64px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S7322yAe5LI/AAAAAAAAAbA/a6bE3VbFQx4/s400/biblioteca+calvinista.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457789744440075442" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CATECISMOS &amp; CONFISSÕES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da tradição Reformada se encontra o uso dos catecismos e confissões de fé. Segue uma lista indicando alguns dos principais livros contendo os catecismos e confissões reformadas, bem como obras quanto ao seu uso e importância teológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais documentos de identidade reformada que podem ser estudados são:&lt;br /&gt;1. Confissão Gaulesa [Francesa, ou de Rochelle] – (1559)&lt;br /&gt;2. Confissão Escocesa - (1560)&lt;br /&gt;3. Confissão Belga – (1561)&lt;br /&gt;4. XXXIX Artigos de Fé da Religião Anglicana (1563)&lt;br /&gt;5. Catecismo de Heidelberg – (1563)&lt;br /&gt;6. Segunda Confissão Helvética – (1562-1566)&lt;br /&gt;7. Cânones de Dort (1618-1619)&lt;br /&gt;8. Breve Catecismo de Westminster – (1647-1648)&lt;br /&gt;9. Catecismo Maior de Westminster – (1647-1648)&lt;br /&gt;10. Confissão de Fé de Westminster – (1647-1648)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A Confissão de Fé de Westminster (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;2. BEEKE, Joel R. &amp; Sinclair Ferguson, Harmonia das confissões de fé reformada (Editora Cultura Cristã). &lt;br /&gt;3. BIERMA, Lyle D., An Introduction to the Heidelberg Catechism – Sources, History and Theology (Baker Academics).&lt;br /&gt;4. Cânones de Dort (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;5. Confissão Belga e Catecismo de Heidelberg (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;6. COSTA, Hermisten M.P. da, Eu Creio (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;7. CLARK, Gordon H., What Do Presbyterians Believe? – The Westminster Confession Yesterday and Today (The Trinity foundation).&lt;br /&gt;8. CLARK, R. Scott, Recovering the Reformed Confession – our Theology, Piety and Practice (Presbyterian &amp; Reformed Publishing).&lt;br /&gt;9. DE JONG, Peter Y., Crisis in the Reformed Churches – Essays Commemoration of the Great Synod of Dort 1618-1619 (Reformed Fellowship Inc.).&lt;br /&gt;10. DENNISON JR., James T., Reformed Confessions of the 16th and 17th Centuries in English Translation (Reformed Heritage Books), 2 volumes.&lt;br /&gt;11. HOEKSEMA, Homer C., The Voice of Our Fathers – An Exposition of the Canons of Dordrecht (Reformed Free Publishing Association).&lt;br /&gt;12. HYDE, Daniel R., With Heart and Mouth – An Exposition of the Belgic Confession (Reformed Fellowship Inc.).&lt;br /&gt;13. HODGE, A.A., Confissão de Fé de Westminster Comentada (Editora Os Puritanos).&lt;br /&gt;14. JANSE, J.C., La Confesión de la Iglesia – Comentario al Catecismo de Heidelberg (Felire).&lt;br /&gt;15. KERSTEN, G.H., Heidelberg Catechism Sermons (Netherland Reformed Book and Publishing).&lt;br /&gt;16. O Breve Catecismo de Westminster (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;17. O Catecismo Maior de Westminster (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;18. SCHAFF, Philip, The Creeds of Christendom (Baker Books House), 3 volumes.&lt;br /&gt;19. SHAW, Robert, The Faith Reformed – An Exposition of the Westminster Confession of Faith (Christian Focus Publications).&lt;br /&gt;20. SIMÕES, Ulisses Horta, A Subscrição Confessional – Necessidade, Relevância e Extensão (Efrata Publicações).&lt;br /&gt;21. SMITH, Morton H., The Case for Full Subscription to the Westminster Standards in the Presbyterian Church in America (GPTS Press).&lt;br /&gt;22. URSINUS, Zacharias, Commentary on the Heidelberg Catechism (Presbyterian &amp; Reformed Publishing).&lt;br /&gt;23. VENEMA, Cornelis P., What We Believe – An Exposition of the Apostles’ Creed (Reformed Fellowship Inc.).&lt;br /&gt;24. VOS, Johannes Geerhardus, Catecismo Maior de Westminster Comentado (Os Puritanos).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-659772108362507848?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/659772108362507848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=659772108362507848' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/659772108362507848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/659772108362507848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/04/biblioteca-calvinista-3.html' title='Biblioteca Calvinista - 3'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S7322yAe5LI/AAAAAAAAAbA/a6bE3VbFQx4/s72-c/biblioteca+calvinista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-769940178107892491</id><published>2010-04-03T17:54:00.009-04:00</published><updated>2010-04-21T14:23:49.683-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>Biblioteca calvinista - 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S7e5XgyDMPI/AAAAAAAAAa4/Beqb1500hY4/s1600/biblioteca+calvinista.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S7e5XgyDMPI/AAAAAAAAAa4/Beqb1500hY4/s400/biblioteca+calvinista.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456033287170633970" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;BIOGRAFIA E PENSAMENTO DE JOÃO CALVINO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Calvino não foi um escritor tão prolixo como Martinho Lutero. Entretanto, as obras do reformador genebrino possuem maior coerência interna do que as de Lutero. É consenso entre historiadores, teólogos e exegetas que Calvino assumiu um papel de proeminência como escritor durante a segunda geração de reformadores magistrais. A influência de seus textos expandiram-se em toda a Europa, e dali para todos os demais continentes. Todas as suas obras contabilizam o número de 59 volumes no &lt;em&gt;Corpus Reformatorum&lt;/em&gt;, especificamente os volumes 29 a 87.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo indico algumas obras que julgo serem relevantes para o estudo do pensamento de Calvino e do Calvinismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. BEEKE, Joel R., Living for God’s Glory – An Introduction to Calvinism (Reformation Trust Publishing).&lt;br /&gt;2. BEZA, Theodoro de, A vida e a morte de João Calvino (Editora Luz Para o Caminho).&lt;br /&gt;3. BIÉLER, André, O Pensamento Econômico e Social de Calvino (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;4. BOICE, James M. &amp; Philip G. Ryken, The Doctrines of Grace (Crossway Books).&lt;br /&gt;5. CALVINO, João, Cartas de João Calvino (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;6. CALVINO, João, Institutas da Religião Cristã (Editora Cultura Cristã), 4 volumes.&lt;br /&gt;7. CALVINO, João, Textos Escolhidos (Editora Pendão Real).&lt;br /&gt;8. CALVIN, John, Calvin’s Commentaries (Baker Books House), 22 volumes.&lt;br /&gt;9. CALVIN, John, Tracts and Letters (The Banner of Truth), 7 volumes.&lt;br /&gt;10. COSTA, Hermisten M.P. da, Calvino de A a Z (Editora Vida).&lt;br /&gt;11. COSTA, Hermisten M.P. da, João Calvino 500 anos - Introdução ao seu pensamento e obra (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;12. CRAMPTON, W. Gary, What Calvin Says (The Trinity Foundation).&lt;br /&gt;13. HANKO, Herman &amp; David J. Engelsma, The Five Points of Calvinism (British Reformed Fellowship).&lt;br /&gt;14. HELM, Paul, Calvin &amp; Calvinism (The Banner of Truth).&lt;br /&gt;15. HELM, Paul. John Calvin’s Ideas (Oxford University Press).&lt;br /&gt;16. HESSELINK, I. John, Calvin’s Concept of the Law (Princeton Theological Monograph Series).&lt;br /&gt;17. HESSELINK, I. John, Calvin’s First Catechism: A Commentary (Columbia Theological Seminary).&lt;br /&gt;18. HOLWERDA, David, ed. Exploring the Heritage of John Calvin (Baker Book House).&lt;br /&gt;19. JOHNSON, Terry L., Traditional Protestantism – The Solas of the Reformation (Banner of Truth).&lt;br /&gt;20. KLOOSTER, Fred H., A doutrina de Calvino sobre a predestinação (SOCEP).&lt;br /&gt;21. KUYPER, Abraham, Calvinismo (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;22. MCGRATH, Alister, A vida de João Calvino (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;23. MULLER, Richard A, The Unaccommodated Calvin: Studies in the Foundation of a Theological Tradition. Oxford Studies in Historical Theology (Oxford University Press).&lt;br /&gt;24. PALMER, Edwin H., Doctrinas Claves (The Banner of Truth).&lt;br /&gt;25. PARTEE, Charles, The Theology of John Calvin (Westminster John Knox Press).&lt;br /&gt;26. REID, W. Stanford, Calvino e Sua Influência no Mundo Ocidental (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;27. REYMOND, Robert L., John Calvin: His Life And Influence (Christian Focus).&lt;br /&gt;28. SABINO, Felipe, ed., Calvino – O Mestre da Igreja (Editora Monergismo).&lt;br /&gt;29. STEELE, David N. &amp; Curtis C. Thomas, The Five Points of Calvinism – Defined, Defended, Documented (Presbyterian &amp; Reformed Publishing).&lt;br /&gt;30. WALLACE, Ronald, Calvino, Genebra e a Reforma (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;31. WARFIELD, B.B., Calvin and Calvinism (Baker Book House), volume 5.&lt;br /&gt;32. WRIGHT, R.C.McGregor, A soberania banida - redenção para a cultura pós-moderna (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;33. Reforma Siglo 21 - El Legado de Juan Calvino después de 500 años - Boletín Teológico de CLIR Vol. 11/2, Octubre 2009 [edição especial].&lt;br /&gt;34. Série Colóquios – O Pensamento de João Calvino (Editora Mackenzie), vol. 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras obras sobre a &lt;a href="http://www.calvin500.com/john-calvin/works-about-calvin/ "&gt;Vida e Pensamento de Calvino &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-769940178107892491?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/769940178107892491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=769940178107892491' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/769940178107892491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/769940178107892491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/04/biblioteca-calvinista-2.html' title='Biblioteca calvinista - 2'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S7e5XgyDMPI/AAAAAAAAAa4/Beqb1500hY4/s72-c/biblioteca+calvinista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-4265924616303019447</id><published>2010-04-03T15:51:00.011-04:00</published><updated>2010-04-20T18:45:49.199-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>Biblioteca calvinista - 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S7ecYXms99I/AAAAAAAAAaw/fHalkH_wYGw/s1600/shelf.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 64px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S7ecYXms99I/AAAAAAAAAaw/fHalkH_wYGw/s400/shelf.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456001416049784786" /&gt;&lt;/a&gt; Há algum tempo penso em preparar uma lista de livros que calvinistas precisariam ter em sua biblioteca particular. Estou convencido que a teologia que melhor reflete o ensino da Escritura Sagrada, bem como a melhor cosmovisão, é aquele sistema conhecido como Calvinismo.[1] O impacto deste sistema de pensamento entre os protestantes forjou um grupo de cristãos que se fizeram notar em todas as esferas da sociedade. Ilustrando a minha opinião, cito o historiador e teólogo escocês James Orr afirmando que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;o sistema de Calvino é reflexo de sua mente - severa, grande, lógica, ousada - para elevar-se às alturas; contudo, humilde em retornar sempre às Escrituras como sua base. Fundamentando-se no trono de Deus, Calvino percebe tudo à luz do decreto eterno divino. O homem em seu estado de pecado perdeu a sua liberdade espiritual e o poder de fazer algo que seja verdadeiramente bom, ainda que Calvino admita livremente a existência da virtude natural, e a atribua à operação da divina graça, inclusive em seu estado não regenerado (Institutas II. 2. 12-17). A providência de Deus governa e abrange tudo, tanto o natural como o espiritual. Tudo o que acontece é o iluminar do conselho eterno. Tudo o que é atraído ao reino de Deus, o é por um ato livre da graça, e ainda assim a omissão dos não salvos deve ser atribuída a uma origem na vontade divina eterna, por mais misteriosa que seja. A vontade de Deus, deste modo, contém em si as razões últimas de tudo o que existe. Não é arbitrária, mas, uma vontade santa e boa, ainda que as razões do que ocorre na realidade no governo do mundo nos sejam inescrutáveis. A comunidade de sua Igreja se estende a muitos países. O seu sistema entra como um ferro no sangue das nações que a receberam. Levantaram-se os huguenotes franceses, os puritanos ingleses, os escoceses, os holandeses, os da Nova Inglaterra; gente valorosa, livre e temente a Deus. Prostrando o homem diante de Deus, mas exaltando-o novamente na consciência de uma liberdade, nascida de novo em Cristo; mostrando a sua escravidão por causa do pecado, mas restaurando-o na liberdade mediante a graça; guiando-o para que veja todas as coisas à luz da eternidade, contribuiu para formar um tipo vigoroso, mas nobre e elevado de caráter, criou uma raça que não se intimida em levantar a cabeça diante dos reis. &lt;/blockquote&gt; [2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este breve artigo introdutório visa três tipos de leitores: teólogos acadêmicos, estudiosos e membros de igreja. Desejo aos primeiros apenas declarar que esta lista é uma sugestão, de modo que pouco ajudo naquilo que vocês estão acostumados, isto é, à pesquisa acadêmica. Todavia, acadêmicos nem sempre expressam com precisão e fidelidade o que realmente é o Calvinismo. Por exemplo, é de se admirar que alguém como Dr. Norman Geisler distorça o que realmente seja o Calvinismo, apresentando-se como um adepto deste pensamento, sendo que na realidade ele é um arminiano incoerente.[3] Assim, vergonhosamente vemos acadêmicos errando em coisas básicas. Não recomendo o seu livro caso queira entender o que o Calvinismo pensa do compatibilismo: soberania de Deus e liberdade humana.[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me passa pela mente que acadêmicos não possam ler outros livros de perspectiva dissonante à nossa. Eu não seria tão obscurantista assim! Mas, se realmente querem ter um coerente sistema teológico necessitam construir o seu conhecimento a partir de fontes seguras. Quando iniciamos o nosso estudo teológico, em geral, desconhecemos autores, bem como as obras de referência mais importantes em cada área. Por isso, a nossa tendência é de adquirir o que estiver disponível, todavia, nem sempre aqueles livros serão realmente proveitosos. Enquanto estamos no Seminário Teológico, professores e colegas mais experientes indicam, advertem e criticam este ou aquele autor, e isto facilita o processo de se criar um filtro para que se torne seletivo na formação de uma boa biblioteca. Com o tempo aprendemos a andar sozinhos, mas sempre precisando uns dos outros. Afinal, o estudo proporciona a maturidade e a capacidade de interagir com o diferente, sem se contaminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, escrevo aos estudiosos, ou seja, àqueles que mesmo não sendo formados em teologia interessam-se pelo assunto. Estes caso não tenham orientação acerca de quais obras são essenciais para conhecer-se o Calvinismo, correm o risco de perderem-se nos muitos escritores imprecisos, ou confusos. Mesmo que lendo muito, sofrem o perigo de não se aprofundar, por não terem em mãos boas obras sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao último grupo compilo esta lista com a intenção de que cresçam no seu amor por Cristo. Em geral, os membros desejam ler para entender melhor as doutrinas da Escritura Sagrada. Simplesmente quero orientá-los a adquirir os livros certos para o que buscam. É minha inabalável convicção que o Calvinismo é a expressão das doutrinas da graça, ou também chamado de antigo evangelho do nosso Redentor Jesus Cristo. Ele fala de Deus como o soberano Deus, que manifesta os seus atributos majestosamente em suas obras: decreto, criação, providência e redenção, de modo que, “dele e por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém” (Rm 11:36).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, você precisa definir: qual o seu alvo ao estudar teologia? Se você almeja a docência, então terá que ter uma biblioteca bem eclética, mas se o seu objetivo é crescer positivamente no amor de Cristo, e preparar-se para servir na edificação do ensino e na pregação da Palavra de Deus no meio da igreja de Cristo, então você não pode perder tempo nem dinheiro com futilidades e livros que apenas encherão a sua mente com complicadas e confusas teorias humanas. A sua biblioteca é como um celeiro de onde você tira alimento para servir a Igreja de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advirto-o de que nem todo livro que recebe o elogio - “este é bom!” - deve ser irrefletidamente adquirido. Precisamos nos perguntar: “sim, se ele é bom, em que sentido se qualifica em meus estudos? Prá que eu o adquirirei? Como ele me será proveitoso?” Um livro não deve ter a utilidade limitada de sustentar outros livros na estante, ou de impressionar alguém inchando a nossa biblioteca.  Não podemos perder tempo nem dinheiro com material inferior ou de orientação teológica confusa. Se o seu propósito em estudar teologia é crescer no conhecimento e na graça de nosso Senhor Jesus, então adquira e leia consistentemente com o seu alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em áreas específicas da teologia é um equívoco crer que coerentemente poderemos aprender sobre teologia reformada sem autores calvinistas. Desculpem-me se esta afirmação parece óbvia, mas na prática ela demonstra que não é! Professores de teologia e algumas obras discordantes da herança doutrinária da Reforma, especialmente do Calvinismo, descrevem-na distorcidamente produzindo uma horrorosa caricatura dogmática daquilo que realmente cremos. Mesmo apresentando serem detentores de algum tipo de saber, e apresentando uma titulação respeitável, não poucas vezes, eles são incapazes de realizar uma pesquisa acurada, deixando que a influência preconceituosa de suas premissas domine as suas opiniões. Por isso, não conseguem ser honestos em sua avaliação do Calvinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta não é uma lista de livros que compõe todo um Curso de Teologia. Os estudantes da área conhecendo a grade curricular do seu curso perceberão que há a ausência de algumas obras específicas. Entretanto, observe-se que algumas disciplinas podem ser compartilhadas com teólogos que não subscrevam o Calvinismo. As disciplinas como Introdução ao Antigo Testamento ou, Geografia Bíblica, não se indicam por serem partidárias da Teologia Reformada, mas, por eruditos que aceitam um conceito elevado das Escrituras. Por exemplo, é impossível ser um coerente calvinista e aceitar a Teoria Documentária do Antigo Testamento, ou a perspectiva crítica da Demitologização de Rudolf Bultmann. Deste modo, calvinistas colocam-se ombro a ombro com outros teólogos não-calvinistas por aceitarem a veracidade, inerrância e credibilidade integral da Escritura Sagrada: Sola Scriptura. Ainda assim, procurarei indicar teólogos de tradição reformada que têm produzido uma literatura com contornos explicitamente calvinistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda lista ela sempre estará desatualizada, mesmo porque as editoras não param de lançar a cada semestre, outros livros que poderíamos endossar aqui. Deste modo, caso alguém queira contribuir com uma indicação, por favor, sinta-se à vontade para comentar e sugerir, e como esta lista visa os estudantes brasileiros, caso algumas das obras citadas em inglês esteja lançada em português avisem-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;[1] Para um esclarecimento do que afirmo veja Abraham Kuyper, &lt;em&gt;Calvinismo&lt;/em&gt; (Editora Cultura Cristã).&lt;br /&gt;[2] James Orr, &lt;em&gt;El &lt;strong&gt;Progreso del Dogma&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, (Barcelona, CLIE), pág. 233.&lt;br /&gt;[3] Veja Norma Geisler, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eleitos, mas livres&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (Editora Vida). Para ler a resenha do livro &lt;a href="http://www.mackenzie.com.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_VIII__2003__1/res_v8_n1_flanklin_ferreira1.pdf"&gt;click aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;[4] Caso queira ir direto ao assunto e ler algo realmente proveitoso sugiro Heber C. de Campos, &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.editoraculturacrista.com.br/produtos.asp?codigo=134"&gt;O Ser de Deus e as suas obras - A Providência de Deus &lt;/a&gt;&lt;/em&gt;(Editora Cultura Cristã).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-4265924616303019447?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/4265924616303019447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=4265924616303019447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4265924616303019447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/4265924616303019447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/04/biblioteca-calvinista.html' title='Biblioteca calvinista - 1'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/S7ecYXms99I/AAAAAAAAAaw/fHalkH_wYGw/s72-c/shelf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-1803865507362396513</id><published>2010-01-07T17:41:00.005-04:00</published><updated>2010-01-07T17:48:11.269-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Credo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><title type='text'>Resumo dos Princípios</title><content type='html'>Os parágrafos que seguem são das regras fundamentais do Southern Baptist Theological Seminary escritas em 30 de Abril de 1858: “9. Cada professor da Instituição deve ser membro regular de uma igreja Batista; e todo aquele que aceitar um professorado neste Seminário, se considerará por sua aceitação, como de acordo com, e nunca contrário ao Resumo dos Princípios que se expõe” (Mueller, History of  Southern Seminary; Broadman Press, p. 238).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. As Escrituras&lt;br /&gt;As Escrituras do Antigo e Novo Testamento foram dadas por inspiração de Deus, e constituem a única e suficiente regra de autoridade de conhecimento, de fé e da obediência salvadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Deus&lt;br /&gt;Há somente um Deus, o Criador, Preservador e Governador de todas as coisas, que tem em si, e por si mesmo todas as perfeições, sendo infinito em todas elas, e todas as criaturas lhe devem amor, reverência e obediência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Trindade&lt;br /&gt;Deus se revela a nós como Pai, Filho e Espírito Santo cada um com atributos pessoais distintos, mas sem divisão de natureza, essência e ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Providência&lt;br /&gt;Deus desde a eternidade decreta e permite todas as coisas que ocorrem, e sustenta, dirige e governa perpetuamente todas as criaturas e todos os eventos; mas, sem ser de algum modo o autor, ou cúmplice do pecado, de modo que viesse a destruir a livre vontade e responsabilidade das criaturas inteligentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Eleição&lt;br /&gt;A eleição é a escolha eterna que Deus faz de pessoas para a vida eterna – não por causa de algum mérito que Deus tenha visto de antemão nelas, mas, por causa de sua misericórdia em Cristo – como conseqüência do qual são chamados, justificados e glorificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A Queda do Homem&lt;br /&gt;Deus originalmente criou o homem a Sua própria imagem, livre do pecado; mas, pela tentação de Satanás, o homem transgrediu o mandamento de Deus, caiu do seu estado original de santidade e justiça; por causa disso, a sua descendência herdou uma natureza corrupta e completamente oposta a Deus e a Sua lei, estando sob condenação, e assim, como são capazes de ação moral, tornam-se atuais transgressores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. O Mediador&lt;br /&gt;Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o mediador divino designado entre Deus e o homem. Tendo assumido para Si a natureza humana, mas sem pecado, Ele cumpriu perfeitamente a lei, sofreu e morreu na cruz pela salvação de pecadores. Foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, e ascendeu a Seu Pai, cuja destra está para interceder pelos Seus. Ele é o único Mediador, o Profeta, Sacerdote e Rei da Igreja e Soberano do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Regeneração&lt;br /&gt;A Regeneração é uma mudança de coração, produzida pelo Espírito Santo, que dá vida ao que está morto em delitos e pecados, iluminando as suas mentes salvadora e espiritualmente para entender a Palavra de Deus, e renovando toda a sua natureza, de modo que possam amar e praticar a santidade. Isto é obra unicamente da livre e especial graça de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Arrependimento&lt;br /&gt;O arrependimento é uma graça evangélica, dentro de uma pessoa que pelo Espírito Santo lhe sensibiliza a respeito de sua natureza ímpia e de seu pecado, para que se humilhe por esta causa, com dor genuína, aborrecimento disto, e auto-aversão, com o propósito e meta de mudar de caminho diante de Deus, para agradar-lhe em todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Fé&lt;br /&gt;A fé que salva é o crer, de todo coração, no que pela autoridade de Deus está revelado em Sua Palavra acerca de Cristo; aceitando e confiando somente nEle para justificação, e a vida eterna. Esta fé é forjada no coração pelo Espírito Santo, e vem acompanhada por todas as outras graças salvadoras, e leva a uma vida de santidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Justificação&lt;br /&gt;A justificação é a completa e graciosa absolvição, que Deus dá aos que crêem em Cristo, de todo o pecado, por meio da satisfação que Cristo fez; não por coisa alguma que tenham realizado, ou que tenha se encontrado neles; mas, por causa da obediência e satisfação de Cristo, recebem esta justificação e descansam nEle, e em Sua justiça pela fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Santificação&lt;br /&gt;Aqueles que foram regenerados, também são santificados, pela palavra de Deus e pelo Espírito que habita neles. Esta santificação é progressiva por meio do poder de Deus, a qual todos os santos buscam obter, esperando uma vida celestial em cordial obediência a todos os mandamentos de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Perseverança dos Santos&lt;br /&gt;Aqueles a quem Deus aceitou no Amado, e santificados por Seu Espírito, nunca cairão total, ou finalmente do estado de graça, mas, certamente perseverarão até o fim; e, ainda que lhes seja possível cair em pecado, por negligência e tentação, entristecendo o Espírito e deteriorando as suas graças e consolo, trazendo a reprovação para a Igreja, e juízo temporal sobre si mesmos, serão levados a um novo arrependimento, e mantidos pelo poder de Deus por meio da fé para a salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. A Igreja&lt;br /&gt;O Senhor Jesus é a Cabeça da Igreja que compõe de todos os seus verdadeiros discípulos, e nEle está investida de supremo poder para o seu governo. De acordo com este mandamento, os cristãos devem se associar em sociedades particulares ou igrejas; e, a cada uma destas igrejas Ele dá autoridade necessária para administrar esta ordem, disciplina e adoração que Ele exige. Os oficiais regulares de uma Igreja são os bispos, ou anciãos, e diáconos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Batismo&lt;br /&gt;O Batismo é uma ordenança do Senhor Jesus, obrigatória a cada crente, no qual é imerso em água em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, como um sinal de sua participação na morte e ressurreição de Cristo, da remissão de pecados, e do oferecimento de sua vida ao Senhor, para viver e caminhar em nova vida. É um pré-requisito para a comunhão da Igreja e participar da Ceia do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. A Ceia do Senhor&lt;br /&gt;A Ceia do Senhor é uma ordenança de Jesus Cristo, para ser administrada com os elementos do pão e vinho, e que deve ser observada por suas igrejas até o fim do mundo. Não é em nenhum sentido um sacrifício, mas está designada para comemorar a sua morte, para confirmar a fé, e outras graças dos cristãos, e para ser um meio de união e renovação de sua comunhão com Ele e também da sua igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. O Dia do Senhor&lt;br /&gt;O dia do Senhor é uma instituição cristã de observância regular, e deve ser usada para a adoração e devoção espiritual, tanto pública como privada, descansando das atividades mundanas e diversões, excetuando as obras de misericórdia e necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Liberdade de Consciência&lt;br /&gt;Deus somente é o Senhor da consciência, e Ele a deixou livre das doutrinas e mandamentos de homens, que sejam de alguma forma contrárias a Sua palavra, ou que não estejam contidos nela. Como os magistrados civis são ordenados por Deus, se lhes deve submissão em tudo o que seja legal, não somente pela punição, mas por causa da consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. A Ressurreição&lt;br /&gt;Os corpos dos homens depois da morte voltam ao pó, mas os seus espíritos retornam imediatamente a Deus – os justos para descansar com Ele; os ímpios, para serem reservados em trevas para o juízo. No dia final, os corpos dos mortos, tantos justos como injustos, serão ressuscitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. O Juízo&lt;br /&gt;Deus determinou um dia, no qual julgará ao mundo por meio de Jesus Cristo, quando cada um receberá de acordo com as suas obras: os ímpios irão ao castigo eterno, e os justos para a vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído do Apêndice de &lt;em&gt;James P. Boyce&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Abstract of Systematic Theology&lt;/strong&gt;, edição de 1887.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução livre:&lt;br /&gt;Rev Ewerton B Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-1803865507362396513?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/1803865507362396513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=1803865507362396513' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1803865507362396513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/1803865507362396513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2010/01/resumo-dos-principios.html' title='Resumo dos Princípios'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-3357561702597303400</id><published>2009-10-28T14:54:00.005-04:00</published><updated>2009-10-28T15:13:40.920-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><title type='text'>Ellen G. White falou a verdade? - parte 2</title><content type='html'>&lt;strong&gt;EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS ANTERIORES À CONSTANTINO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem recorrermos ao Novo Testamento como prova histórica,[1] é possível evidenciar documentalmente que os cristãos observaram o primeiro dia da semana desde os seus primórdios? Devemos recordar que o argumento de Ellen G. White é que o abandono do sétimo dia para a guarda do domingo somente ocorreu em 321 d.C. quando Constantino promulgou a “Lei Dominical”. Leiamos o que registraram os pais da Igreja, nos séculos que antecederam à Constantino, e a nossa conclusão poderá descansar sobre o firme alicerce da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Didaquê&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O mais antigo manual de preparação de batismo e discipulado da Igreja Cristã (80-90 d.C.) conhecido por Didaquê instrui como deveria ser a vida comunitária. A orientação era de que “reúnam-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer, depois de ter confessado os pecados, para que o sacríficio de vocês seja puro.”[2] A expressão &lt;em&gt;Dia do Senhor&lt;/em&gt;, em grego &lt;em&gt;kuriakê heméra &lt;/em&gt;e, em latim &lt;em&gt;Dies Domini &lt;/em&gt;tornou-se o termo para indicar o primeiro dia da semana, a que chamamos de Domingo, o dia em que o Senhor ressuscitou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inácio de Antioquia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Inácio de Antioquia em sua Carta aos Magnésios (110 d.C.) declara que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;aqueles que viviam na antiga ordem de coisas chegaram à nova esperança, e não observam mais o sábado, mas o dia do Senhor, em que a nossa vida se levantou por meio dele e da sua morte. Alguns negam isso, mas é por meio desse mistério que recebemos a fé e no qual perseveramos para ser discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre.[3]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sistematização doutrinária exposta por Inácio aponta para a transição da antiga para a nova aliança. Esclarece que a ressurreição de Cristo é a causa da descontinuidade e acomodação para a nova ordem, e, isto inevitavelmente envolve a mudança do dia de descanso do sétimo para o primeiro dia da semana, inaugurando uma nova era.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Plínio “o jovem”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Conhecido por ser justo em seus julgamentos, Plínio “o jovem”, segundo o seu relato, procurava através de tortura e questionamentos descobrir o grau de culpabilidade do réu. Num período em que o imperador romano Trajano exigia a prisão, tortura, e dependendo do caso a pena de morte dos cristãos, e, neste contexto Plínio escreve uma carta questionando do motivo de prender e executá-los, se neles nenhum motivo de culpa era encontrado. Em 113 d.C., o relator descreve que os cristãos, sob tortura, confessaram que “unânimes em reconhecer que sua culpa se reduzia apenas a isso: em determinados dias, costumavam comer antes da alvorada e rezar responsivamente hinos a Cristo como a um deus...”.[4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O testemunho do governador pagão expressou admiração com o costume cristão. Não havia nada de absurdo, nem ofensivo naquela religião. A menção de determinados dias confirma que as suas reuniões seguiam uma norma semanal, e que antes do amanhecer se reuniam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A carta a Diogneto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O desconhecido escritor da Carta a Diogneto afirma que “não creio que tenhas necessidade de que eu te informe sobre o escrúpulo deles a respeito de certos alimentos, a sua superstição sobre os sábados...”.[5] Em 120 d.C., o contraste entre cristãos e judeus estava estabelecido, de modo que a guarda do sétimo dia era visto pelos cristãos como sendo uma superstição judaica, e não como algo normativo para a Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A carta de Barnabé&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um importante documento histórico apresenta alguns traços do Cristianismo do século II. A “carta de Barnabé” não tem autoria certa, mas pelo seu conteúdo a crítica literária especializada em patrística é de consenso datá-la entre 134-135 d.C.. O autor interpreta o significado do sábado. Ele declara que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;vede como ele diz: não são os sábados atuais que me agradam, mas aquele que eu fiz e no qual, depois de ter levado todas as coisas ao repouso, farei o início do oitavo dia, isto é, o começo de outro mundo. Eis por que celebramos como festa alegre o oitavo dia, no qual Jesus ressuscitou dos mortos e, depois de se manifestar, subiu aos céus.[6]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu conteúdo é abertamente contrário aos sistemas judaizantes. Nesta interpretação acerca do sábado, o autor contrasta entre o entendimento do Judaísmo e o Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Justino de Roma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O apologista cristão expressou que “no dia que se chama do sol, celebra-se uma reunião de todos os que moram nas cidades ou nos campos, e aí se lêem, enquanto o tempo o permite, as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas.” Noutro lugar ele continua&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;celebramos essa reunião geral no dia do sol, porque foi o primeiro dia em que Deus transformando as trevas e a matéria, fez o mundo, e também o dia em que Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos. Com efeito, sabe-se que o crucificaram um dia antes do dia de Saturno e no dia seguinte ao de Saturno, que é o dia do Sol, ele apareceu a seus apóstolos e discípulos, e nos ensinou essas mesmas doutrinas que estamos expondo para vosso exame.[7]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação de Justino não era de firmar novas doutrinas, mas apenas de expor aos seus inquisitores o que era crença e prática tradicional dentro do Cristianismo. A sua &lt;em&gt;I Apologia &lt;/em&gt; é datada em 155 d.C. apontando para a proximidade da era apostólica, um período de pureza na fé cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irineu de Lião&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Justino defendia os cristãos diante dos governadores pagãos, Irineu se dedicava a atacar as heresias que brotavam dentro do Cristianismo. Irineu como apologista analisava os desvios doutrinários que haviam se infiltrado dentre os cristãos. Especificamente para o nosso propósito selecionamos os heréticos que se nomeavam ebionitas,[8] que segundo Irineu eles “praticam a circuncisão e continuam a observar a Lei e os costumes judaicos da vida e até adoram Jerusalém como se fosse a casa de Deus.”[9] Além de negar a salvação somente pela graça e a sua suficiência em Cristo, os ebionitas ensinavam uma redenção por meio da obediência da lei. Dentre os “costumes judaicos da vida” incluíam a prática de guardar o sétimo dia. Eles não entenderam a cessação dos aspectos civis da lei, nem o seu cumprimento cerimonial em Cristo, de modo que, persistiam em exigi-los como complemento da salvação, e nisto consistia a sua heresia. O livro &lt;em&gt;Contra as Heresias &lt;/em&gt;é datado entre 180 a 190 d.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tertuliano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No início do século III os cristãos demonstravam desprezo pelos costumes judaizantes. Em seu livro &lt;em&gt;Da Idolatria&lt;/em&gt;, escrito entre os anos 200 e 210 d.C., Tertuliano declara que “não temos praticado os &lt;em&gt;Shabbats&lt;/em&gt; ou, outras festividades judaicas, do mesmo modo que evitamos as práticas pagãs.”[10]  A sua afirmação esclarece que, tanto a idolatria quanto práticas judaicas, eram evitadas no mesmo pé de igualdade. Não há dúvidas de que o descanso cristão no fim do século II era marcadamente o domingo, da mesma forma que o exclusivismo cristão testemunhava contra pagãos e judeus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As evidências exigem um veredicto! A declaração da senhora Ellen G. White é insustentável por causa da ausência de fontes e de provas. A verdade está contra ela, pois todo testemunho histórico aponta para a celebração do primeiro dia da semana como sendo o santo dia de descanso, de comunhão e de celebração dos cristãos primitivos que antecederam a “Lei Dominical” de Constantino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os editos e leis foram promulgados para que os seus súditos incentivados por benefícios civis adotassem a religião cristã. O império romano estava se adaptando ao Cristianismo e não o contrário. Assim, o primeiro dia da semana tornou-se descanso civil, por ser tradicionalmente desde o final do primeiro século um dia reservado para o culto cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidências históricas apontam para o favorecimento do imperador romano para o Cristianismo. O que vimos foi que a Igreja no período da Patrística não somente evitava a guarda do sétimo dia, mas desprezava-a como sendo superstição, idolatria e heresia judaizante! Não há no puro Cristianismo nenhum grupo, em nenhum lugar e período que celebrasse o sábado como o dia cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTAS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;[1] Deixo esclarecido que aceito a plena inerrância e historicidade do Novo Testamento. Apenas não recorrerei a textos do NT para evitar uma discussão exegética, mantendo-me apenas na análise histórica extrabíblica. Aqueles que têm alguma dúvida quanto à historicidade do NT sugiro a leitura de Eta Linnermann, Crítica Histórica da Bíblia (São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2009). Talvez, numa outra oportunidade postarei a exposição bíblica dos motivos de se guardar o Domingo como sendo o &lt;em&gt;SHABBATH&lt;/em&gt; na Nova Aliança, e não mais o sétimo dia, como o era na Antiga Aliança. &lt;br /&gt;[2] &lt;em&gt;Didaquê&lt;/em&gt; in: Patrística (São Paulo, Editora Paulus, 1995), vol. 1, pág. 357.&lt;br /&gt;[3] Inácio de Antioquia – &lt;em&gt;Epístola aos Magnésios &lt;/em&gt;– Padres Apostólicos in: Patrística (São Paulo, Editora Paulus, 1995), vol. 1, pág. 94.&lt;br /&gt;[4] Henry Bettenson, ed., &lt;em&gt;Documentos da Igreja Cristã &lt;/em&gt;(São Paulo, ASTE, 4ªed., 2001), págs. 29-30.&lt;br /&gt;[5] &lt;em&gt;Carta a Diogneto &lt;/em&gt;– Pais Apologistas in: Patrística (São Paulo, Editora Paulus, 1995), vol. 2, pág. 21.&lt;br /&gt;[6] &lt;em&gt;Carta de Barnabé &lt;/em&gt;– Pais Apologistas in: Patrística (São Paulo, Editora Paulus, 1995), vol. 1, pág. 311. &lt;br /&gt;[7] Justino de Roma, &lt;em&gt;I Apologia &lt;/em&gt;in: Patrística (São Paulo, Editora Paulus, 2ªed., 1995), vol. 3, págs. 83-84.&lt;br /&gt;[8] Sabe-se que “eram judeus que aceitavam Jesus como o Messias ao mesmo tempo em que continuavam a afirmar que Paulo era um apóstota da lei, negavam o nascimento virginal, praticavam a circuncisão, observavam o Sábado, a Páscoa e outras festividades judaicas”. Robert G. Clouse, et. al., &lt;em&gt;Dois reinos &lt;/em&gt;(São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2003), pág. 33.&lt;br /&gt;[9] Irineu de Lião, &lt;em&gt;Contra as Heresias &lt;/em&gt;in: Patrística (São Paulo, Editora Paulus, 2ª ed., 1995), vol. 4, pág. 108.&lt;br /&gt;[10] Tertulian, &lt;em&gt;On Idolatry &lt;/em&gt;in: Ante-Nicene Fathers, vol. 3, pág. 70 citado em G.H. Waterman, Sabbath in: The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible (Grand Rapids, Zondervan Publishing, 1977), vol. 5, pág. 187. Este pai da Igreja é conhecido por causa da sua ortodoxia trinitária. O termo “Trindade” foi cunhado por ele, e Philip Schaff concede-lhe o título de fundador do Cristianismo Latino.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-3357561702597303400?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/3357561702597303400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=3357561702597303400' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3357561702597303400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3357561702597303400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/10/ellen-g-white-falou-verdade-parte-2.html' title='Ellen G. White falou a verdade? - parte 2'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-2831934962691978045</id><published>2009-10-27T18:47:00.005-04:00</published><updated>2009-10-27T18:58:29.465-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><title type='text'>Ellen G. White falou a verdade? - parte 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/Sud4xDNIPNI/AAAAAAAAAZs/Wfd2mtaw588/s1600-h/EllenWhite.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/Sud4xDNIPNI/AAAAAAAAAZs/Wfd2mtaw588/s200/EllenWhite.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397415462496124114" /&gt;&lt;/a&gt; É verdade? Cadê a prova?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ellen G. White é conhecida como sendo uma das principais expoentes do movimento sabatista moderno. Em seu mais lido livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Grande Conflito&lt;/span&gt; afirma que&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;o imperador Constantino promulgou um decreto fazendo do domingo uma festividade pública em todo o Império Romano (ver Apêndice). O dia do sol era reverenciado por seus súditos pagãos e honrado pelos cristãos. Foi instado a fazer isto pelos bispos da igreja. Inspirados pela sede de poder, perceberam que, se o mesmo dia fosse observado tanto por cristãos quanto por pagãos, isto resultaria em maior poder e glória para a igreja. Mas, conquanto muitos cristãos tementes a Deus fossem gradualmente levados a considerar o domingo como possuindo certo grau de santidade, ainda mantinham o verdadeiro sábado e o observavam em obediência ao quarto mandamento.&lt;/blockquote&gt;[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A declaração da senhora White a respeito deste momento histórico merece algumas considerações. Talvez, alguém questione porque eu dedicaria o meu tempo em refutar tão infundada afirmação. A resposta impulsiona do meu amor pela verdade. O volume que tenho em mãos em sua contracapa declara: “mais de 10 milhões de exemplares vendidos em 65 línguas”; e, a minha edição é de 2004. Alguns volumes a mais foram publicados neste meio tempo até hoje! Isto significa que desde que este livro foi escrito, sendo traduzido e divulgado, o seu conteúdo foi ensinado para milhares de pessoas. Em conversa com sabatistas sempre ouvi que quem mudou a guarda do sétimo dia para o domingo fora o imperador romano Constantino, mas não sabia a fonte de onde procedia esta idéia, até que ganhei um exemplar de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Grande Conflito&lt;/span&gt; e pude lê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me constrangido por um segundo motivo a escrever uma resposta à sua declaração. Ellen Gould White (1827-1915)[2] embora tenha origem metodista, a sua família recebeu influência do movimento milenarista e sabatista procedente de William Miller (1782-1849) que profetizou a vinda de Cristo para o dia 22 de Outubro de 1844, fato que nunca ocorreu. Após serem excluídos da Igreja Metodista, por divergência doutrinária, associaram-se ao movimento adventista, sendo que ela tornou-se a sua líder e profetiza,[3] e durante um ministério de aproximadamente setenta anos, alegou ter recebido duas mil visões e sonhos proféticos.[4] Numa de suas profecias ela afirma que a guarda do domingo é a marca da besta.[5] Não perderei tempo analisando tão insana afirmação, visto que não há nada na Escritura Sagrada que autorize interpretar com este significado o texto de Ap 13, como o faz a senhora White.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos imediatamente a analisar o que esta escritora disse em O Grande Conflito. Primeiro ela simplesmente menciona um decreto promulgado por Constantino, e a respeito deste documento, em que nenhuma fonte é citada, nem se afirma com necessária clareza o teor do conteúdo desta lei imperial. Talvez, ela não soubesse que história se escreve com documentos. Entretanto, ela induz o leitor a entender que este texto foi responsável pela mudança da observância do descanso do sábado para o domingo. Conforme a sua interpretação histórica, a senhora White alega que interesses políticos, e até evangelísticos fizeram com que os líderes cristãos, contemporâneos do imperador romano, contribuíssem para a transição da guarda do sétimo para o primeiro dia da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a autora não forneça nenhuma fonte da sua alegação, os editores o fizeram. Contudo, a bibliografia mencionada volta-se contra eles mesmos.[6] O historiador Albert H. Newman argumenta que a suposta conversão de Constantino [cerca de 310 d.C.] favorecia socialmente os cristãos no seu império. O Cristianismo não estava sofrendo mutações para adaptar-se aos romanos, mas o império pagão estava se moldando ao costumes cristãos.[7] Newman menciona uma série de favores que o imperador concedia aos cristãos, por exemplo, como os contidos no Edito de Milão (313 d.C.),[8] a isenção da liderança cristã do serviço militar e de impostos públicos (313 d.C.),[9] aboliu práticas e festividades pagãs que fossem públicas (315 d.C.), concedeu o direito privado às igrejas locais (321 d.C.) e tornou um dever civil o descanso no domingo, conforme era o costume cristão (321 d.C.).[10]  Assim, o Dies Domini celebrado no primeiro dia da semana passou a ser descanso estatal.[11] O historiador Philip Schaff esclarece que Constantino&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;é o fundador, de no mínimo, da observância civil do Domingo, em que somente deste modo a sua observância religiosa na igreja poderia se tornar universal e propriamente assegurada. No ano de 321, ele editou uma lei proibindo o trabalho manual nas cidades e todas as transações judiciais, e posteriormente também o exercício militar no Domingo.[12]&lt;/blockquote&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, o domingo não se tornou obrigatoriamente um dia de descanso para os cristãos por causa da lei de Constantino. Mas, o decreto tornou um dever civil o que por séculos era o costume religioso dos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] Ellen G. White, O Grande Conflito (Tatuí, Casa Publicadora Brasileira, 7ª ed., 2004), pág. 33.&lt;br /&gt;[2] Para maiores detalhes veja A.A. Hoekema, Adventismo del Septimo Dia (Kalamazoo, SLC, 1990).&lt;br /&gt;[3] Em suas CRENÇAS FUNDAMENTAIS DA IGREJA ADVENTISTA DO 7º DIA declara que “18. O Dom de Profecia - Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. (Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10)” extraído de http://www.adventistado7dia.org/iasd/crencas-fundamentais acessado em 7/10/2009.&lt;br /&gt;[4] J.D. Douglas, White, Ellen Gould in: Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã (São Paulo, Edições Vida Nova, 1990), vol. 3, pág. 646.&lt;br /&gt;[5] J.K. Van Baalen, O Caos das Seitas (São Paulo, Imprensa Bíblica Regular, 1970), pág. 155.&lt;br /&gt;[6] Os editores no indicado “Apêndice” mencionam a LEI DOMINICAL DE CONSTANTINO apontam para a obra do historiador reformado Philip Schaff, History of the Christian Church, vol. III, cap. 7. Todavia, na mesma seção [75], em seu primeiro parágrafo Schaff diz “a observância do Domingo originou no tempo dos apóstolos, e as formas básicas da adoração pública, com o seu honrar, santificar e exultante influência em todas as terras cristãs”, pág. 300. É estranho que a fonte que os editores citam para favorecer a tese de que a mudança era do período de Constantino (321 d.C.), inicie o texto com esta declaração! &lt;br /&gt;[7] Outra obra citada no “Apêndice” como evidência a favor da tese da senhora White é o livro-texto do batista Albert H. Newman, A Manual of Church History. Mas, a discussão desenvolvida por Newman é contrária à tese sabatista!&lt;br /&gt;[8] O edito encontra-se na sua íntegra transcrito na obra Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica in: Patrística (São Paulo, Editora Paulus, 2000), vol. 15, págs. 491-494.&lt;br /&gt;[9] Veja este outro edito em Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, vol. 15, págs. 499-500.&lt;br /&gt;[10] Kenneth S. Latourette, Historia del Cristianismo (El Paso, Casa Bautista Publicaciones, 1976), vol. 1, págs., 132-133.&lt;br /&gt;[11] Albert H. Newman, A Manual of Church History (Philadelphia, The American Baptist Publication Society, 1953), vol. 1, págs. 306-307. &lt;br /&gt;[12] Philip Schaff, History of the Christian Church (Albany, Ages Software, 1997), vol. III, pág. 301.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-2831934962691978045?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/2831934962691978045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=2831934962691978045' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2831934962691978045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2831934962691978045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/10/ellen-g-white-falou-verdade-parte-1.html' title='Ellen G. White falou a verdade? - parte 1'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/Sud4xDNIPNI/AAAAAAAAAZs/Wfd2mtaw588/s72-c/EllenWhite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-2617305093275429800</id><published>2009-10-27T01:24:00.003-04:00</published><updated>2009-10-27T01:49:32.029-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Teologia'/><title type='text'>Grau de autoridade das afirmações teológicas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SuaJejE1w2I/AAAAAAAAAZk/s94zIcBRTjA/s1600-h/pobreza.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 136px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SuaJejE1w2I/AAAAAAAAAZk/s94zIcBRTjA/s200/pobreza.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397152361354740578" /&gt;&lt;/a&gt; A nossa teologia constará de distintos tipos de afirmações teológicas que podem ser classificadas com base em sua derivação. É importante atribuir a cada tipo de afirmação um grau apropriado de autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. As afirmações diretas das Escrituras deve-se conceder o maior peso. Á medida que representam corretamente o que ensina a Bíblia, tem o status de palavra de Deus. Assim, há que assegurar de que se está trabalhando com o que realmente está ensinando as Escrituras, e não com uma interpretação imposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Para as implicações diretas das Escrituras também se deve dar um grau de prioridade. Entretanto, tem-se que considerar como sendo um pouco menos autoritativas que as afirmações diretas, porque a introdução de um passo adicional (inferência lógica) leva consigo a possibilidade de erro interpretativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. As implicações prováveis das Escrituras, isto é, as inferências que se extraem nos casos em que uma das pressuposições ou premissas é somente provável, tem menos autoridade que as implicações diretas. Ainda que mereçam respeito, estas afirmações deveriam ser tomadas com certa provisionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. As conclusões indutivas das Escrituras variam em seu grau de autoridade. A investigação indutiva, por suposto, somente oferece probabilidades. A certeza de suas conclusões aumenta em proporção ao que aumenta o número de referências realmente consideradas e o número total de referências pertinentes que poderiam ser consideradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. As conclusões que se inferem da revelação geral, que é menos particular e menos implícita que a revelação especial, devem estar sempre sujeitas às informações mais claras e explícitas da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. As especulações precisas, que com freqüência incluem hipóteses baseadas numa só afirmação ou insinuação das Escrituras, ou que deviram de alguma parte obscura ou pouco clara da Bíblia, também podem ser expostas e utilizadas pelos teólogos. Não existe nenhum perigo desde que o teólogo seja consciente e advirta o leitor, ou ao ouvinte do que está fazendo. Surge um sério problema se estas especulações se apresentam com o mesmo grau de autoridade que se atribuem às afirmações da primeira categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teólogo empregará todos estes materiais legítimos que estão a sua disposição, dando em cada caso nem maior ou menor crédito do que seja conveniente, segundo a natureza das fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de Millard Erickson, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Teología Sistemática &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(Barcelona, CLIE, 2008, 2a.edição), págs. 83-84&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Rev. Ewerton B. Tokashiki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-2617305093275429800?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/2617305093275429800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=2617305093275429800' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2617305093275429800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2617305093275429800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/10/grau-de-autoridade-das-afirmacoes.html' title='Grau de autoridade das afirmações teológicas'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SuaJejE1w2I/AAAAAAAAAZk/s94zIcBRTjA/s72-c/pobreza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-7025764130433803417</id><published>2009-09-19T11:25:00.013-04:00</published><updated>2009-09-19T11:54:41.643-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pentecostalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Contemporânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pneumatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teontologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberalismo Teológico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><title type='text'>Resenha: A Cabana</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SrT46EPMJsI/AAAAAAAAAY0/ScdTpRhYz3Q/s1600-h/cabana1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SrT46EPMJsI/AAAAAAAAAY0/ScdTpRhYz3Q/s200/cabana1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383201131068139202" /&gt;&lt;/a&gt; Já faz tempo que o liberalismo teológico tem assediado e invadido uma boa parte do campo evangélico brasileiro. Os prejuízos para a pregação do evangelho têm sido enormes. A decadência doutrinária aumenta com rapidez e muitos crentes estão cada vez mais confusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por várias décadas, o liberalismo teológico vem ganhando espaço nas denominações históricas e em seus seminários. Nos últimos anos, porém, alguns segmentos pentecostais foram atingidos por essa corrente de pensamento, algo inimaginável até então, pois, ser pentecostal significa crer no poder e na Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplo dos liberais, alguns pentecostais se julgam espertos o suficiente para duvidar de Deus e da sua Palavra. Hostilizar o cristianismo, exaltar a dúvida e questionar a Bíblia Sagrada tornou-se para muitos um sinal de academicismo e inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que vemos hoje através das igrejas emergentes, que pregam uma ortodoxia generosa,¹ onde as verdades e temas vitais da fé cristã perdem sua importância. Tudo indica que há uma apostasia se instalando em muitas igrejas evangélicas, algo já predito na Palavra de Deus e que aponta para a volta de Cristo (2 Ts 2.3; 2 Tm 4.1; 2 Tm 4.1-4; 2 Pe 2.1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É num solo assim, fértil para a semeadura e crescimento de distorções das doutrinas centrais da fé cristã que surge o livro A Cabana² promovendo o liberalismo teológico e fazendo sucesso entre os evangélicos e a sociedade em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo apresenta uma breve análise, à luz da Bíblia, sobre esse best-seller a fim de responder algumas indagações de muitos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I – Definições&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberalismo teológico: Movimento da teologia protestante que surgiu no século XIX com o objetivo de modificar o cristianismo a fim de adaptá-lo à cultura e à ciência modernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O liberalismo rejeita o conceito tradicional das Escrituras Sagradas como revelação divina proposital e detentora de autoridade, preferindo o conceito de que a revelação é o registro das experiências religiosas evolutivas da humanidade. Apregoa também um Jesus mestre e modelo de ética, e não um redentor e Salvador divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pluralismo religioso: A crença de que há muitos caminhos que levam a Deus, que há diversas expressões da verdade sobre ele, e que existem vários meios válidos para a salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativismo: Negação de quaisquer padrões objetivos ou absolutos, especialmente em relação à ética. O relativismo propala que a verdade depende do indivíduo ou da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teologia relacional (teísmo aberto): Conceito teológico segundo o qual alguns atributos tradicionalmente ligados a Deus devem ser rejeitados ou reinterpretados. Segundo seus proponentes, Deus não é onisciente e nem onipotente. A presciência divina é limitada pelo fato de Deus ter concedido livre-arbítrio aos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II – O livro A cabana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A história do livro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante uma viagem que deveria ser repleta de diversão e alegria, uma tragédia marca para sempre a vida da família de Mack Allens: sua filha mais nova, Missy, desaparece misteriosamente. Depois de exaustivas investigações, indícios de que ela teria sido assassinada são encontrados numa velha cabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imerso numa dor profunda e paralisante, Mack entrega-se à Grande Tristeza, um estado de torpor, ausência e raiva que, mesmo após quatro anos de desaparecimento da menina, insiste em não diminuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, porém, ele recebe um bilhete, assinado por Deus, convidando-o para um encontro na cabana abandonada. Cheio de dúvidas, mas procurando um meio de aplacar seu sofrimento, Mack atende ao chamado e volta ao cenário de seu pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, sua vida dá uma nova reviravolta. Deus, Jesus e o Espírito Santo estão à sua espera para um “acerto de contas” e, com imensa benevolência, travam com Mack surpreendentes conversas sobre vida, morte, dor, perdão, fé, amor e redenção, fazendo-o compreender alguns dos episódios mais tristes de sua história (Informações extraídas da orelha do livro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é uma ficção cristã, um gênero que cresce muito na cultura cristã contemporânea e comunica sua mensagem de uma forma leve e fácil de se ler. O autor, William P. Young trata de temas vitais para a fé cristã tais como: Quem é Deus? Quem é Jesus? Quem é o Espírito Santo? O que é a Trindade? O que é salvação? Jesus é o único caminho para Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III – Pontos principais do livro&lt;/strong&gt;³&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Hostilidade ao Cristianismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As orações e os hinos dos domingos não serviam mais, se é que já haviam servido... A espiritualidade do Claustro não parecia mudar nada na vida das pessoas que ele conhecia... Mack estava farto de Deus e da religião...” (p. 59).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nada do que estudara na escola dominical da igreja estava ajudando. Sentia-se subitamente sem palavras e todas as suas perguntas pareciam tê-lo abandonado” (81).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta bíblica: Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua Igreja (Mt 16.18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Experiência acima da revelação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As soluções para os probemas da vida surgem de experiência extrabíblicas e não da Palavra de Deus. As alegadas revelações da “Trindade” são a base de todo o enredo do livro. Mesmo fazendo alusões às verdades bíblicas, elas não são a base autoritativa da mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. A rejeição de Sola Scriptura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cabana rejeita a autoridade da Bíblia como o único instrumento para decidir as questões de fé e prática. Para ouvir Deus, Mack é convidado a ouvir Deus numa cabana através de experiências e não através da leitura e meditação da Bíblia Sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta bíblica: Rm 15.4: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Tm 3.16, 17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a coreção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja não precisa de uma nova revelação, mas de iluminação para entender o que foi revelado nas Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Uma visão antibíblica da natureza e triunidade de Deus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de errar sobre a Bíblia, A Cabana apresenta uma visão distorcida sobre a Trindade. Deus aparece como três pessoas separadas, o que pode ser chamado de triteísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor tenta negar isso ao escrever: “Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um” (p. 91).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Young parece endossar uma pluralidade de Deus em três pessoas separadas: duas mulheres e um homem (p. 77). Deus o pai é apresentado como uma negra enorme, gorda (p. 73, 74, 75, 76, 79), governanta e cozinheira, chamada Elousia (p.76).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus aparece como um homem do Oriente Médio, vestido de operário, com cinto de ferramentas e luvas, usando jeans cobertos de serragem e uma camisa xadrez com mangas enroladas acima dos cotovelos, mostrando os antebraços musculosos. Não era bonito (p. 75).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito Santo é apresentado como uma mulher asiática e pequena (p. 74), chamada Sarayu (p. 77, 101).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta bíblica: Dentro da natureza do único Deus verdadeiro há três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. São três pessoas distintas, mas, não separadas como o livro apresenta. Além disso, o Pai e o Espírito Santo não possuem um corpo físico. Veja Jó 10.4; João 4.24 e Lucas 24.39.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. A punição do pecado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro apregoa que Deus não castiga os pecados: “Mas o Deus que me ensinaram derramou grandes doses de fúria, mandou o dilúvio e lançou pessoas num lago de fogo. — Mack podia sentir sua raiva profunda emergindo de novo, fazendo brotar as perguntas, e se chateou um pouco com sua falta de controle. Mas perguntou mesmo assim: — Honestamente, você não gosta de castigar aqueles que a desapontam? Diante disso, Papai interrompeu suas ocupações e virou-se para Mack. Ele pôde ver uma tristeza profunda nos olhos dela. — Não sou quem você pensa, Mackenzie. Não preciso castigar as pessoas pelos pecados. O pecado é o próprio castigo, pois devora as pessoas por dentro. Meu objetivo não é castigar. Minha alegria é curar. — Não entendo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta bíblica:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cabana mostra um Deus apenas de amor e não de justiça. Apesar da Bíblia ensinar que Deus é amor, não falha em apresentá-lo como um Deus de justiça que pune o pecado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Rm 1.27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2 Ts 1.7, 8). Cristo morreu pelos nossos pecados (1Co 15.3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. O milagre da encarnação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro apresenta uma visão errada da encarnação de Jesus Cristo: “Quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos. Também optamos por abraçar todas as limitações que isso implicava. Mesmo que tenhamos estado sempre presentes nesse universo criado, então nos tornamos carne e sangue” (p. 89).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta bíblica:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a Bíblia, somente o verbo encarnou (Jo 1.14). Veja ainda Gl 4.4; Cl 2.9 e 1Tm 2.5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Jesus, o melhor ou único caminho para o Pai?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No livro, Jesus é apresentado como o melhor e não o único caminho para Deus: “Eu sou o melhor modo que qualquer humano pode ter de se relacionar com Papai ou com Sarayu” (p. 101).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta bíblica:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia é muito clara ao afirmar que Cristo é o único que pode salvar: Is 43.11; Jo 6.68; Jo 14.6; At 4.12 e 1 Tm 2.5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Patripassionismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro promove uma antiga heresia denominada patripassionismo, que é o sofrimento do Pai na cruz: “O olhar de Mack seguiu o dela, e pela primeira vez ele notou as cicatrizes nos punhos da negra, como as que agora presumia que Jesus também tinha nos dele. Ela permitiu que ele tocasse com ternura as cicatrizes, marcas de furos fundos” (p. 86). “Olhou para cima e notou novamente as cicatrizes nos pulsos dela” (p. 92). “Você não viu os ferimento em Papai também”? (p. 151).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta bíblica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia mostra que foi Jesus quem sofreu na cruz e recebeu as marcas dos cravos e não o Pai ou o Espírito Santo. Veja João 20.20, 25, 28.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Universalismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cabana promove o universalismo, isto é, que todas as pessoas serão salvas, não importa a sua religião ou sistema de crença. “Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa. Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos” (p. 168, 169).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em irmãos e irmãs, em meus amados” (p. 169).&lt;br /&gt;Jesus afirma: “A maioria das estradas não leva a lugar nenhum. O que isso significa é que eu viajarei por qualquer estrada para encontrar vocês” (p. 169).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta bíblica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há base bíblica para tais afirmações. A Palavra de Deus ensina que não existe salvação fora de Jesus Cristo. Apesar de o universalismo ser uma doutrina agradável, popular e que reflete a política da boa vizinhança, a Bíblia afirma que nem todos serão salvos: Veja Mt 7. 13, 14; 25.31-46; 2 Ts 3.2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Dr. Paulo Romero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pastor presidente da ICT - Igreja Cristã da Trindade; Presidente da Agir - Agência de Informações Religiosas&lt;br /&gt;¹ Brian McLaren, &lt;em&gt;Uma ortodoxia generosa &lt;/em&gt;(Brasília, Editora Palavra, 2007). Este livro promove muitas das propostas denunciadas neste estudo.&lt;br /&gt;² YOUNG, William P., &lt;em&gt;A cabana &lt;/em&gt;(Rio de Janeiro, Editora Sextante, 2008).&lt;br /&gt;³ Algumas idéias foram extraídas de um trabalho publicado por Norman Geisler: “Norm Geisler Takes “The Shack”to the Wood Shed. Acessado em 18 de dezembro de 2008. www.thechristianworldview.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EVANS, C. Stephen, &lt;em&gt;Dicionário de apologética e filosofia da religião &lt;/em&gt;(São Paulo, Editora Vida, 2004).&lt;br /&gt;NICODEMUS, Augustus, &lt;em&gt;O que estão fazendo com a Igreja &lt;/em&gt;(São Paulo, Editora Mundo Cristão, 2008).&lt;br /&gt;PIPER, John et alli, &lt;em&gt;Teísmo aberto: uma teologia além dos limites bíblicos &lt;/em&gt;(São Paulo, Editora Vida, 2006.&lt;br /&gt;WILSON, Douglas (org.), &lt;em&gt;Eu não sei mais em quem eu tenho crido: confrontando a teologia relacional &lt;/em&gt;(São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2006).&lt;br /&gt;YOUNG, William P., &lt;em&gt;A cabana &lt;/em&gt;(Rio de Janeiro, Editora Sextante, 2008).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-7025764130433803417?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/7025764130433803417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=7025764130433803417' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7025764130433803417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7025764130433803417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/09/resenha-cabana.html' title='Resenha: A Cabana'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SrT46EPMJsI/AAAAAAAAAY0/ScdTpRhYz3Q/s72-c/cabana1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-9072279920174372759</id><published>2009-09-15T21:15:00.016-04:00</published><updated>2009-09-21T14:48:01.389-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pentecostalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pneumatologia'/><title type='text'>Línguas e profecias hoje? - algumas proposições</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SrA8yW_-iKI/AAAAAAAAAYs/Tz2hjXCI80s/s1600-h/culto.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 118px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SrA8yW_-iKI/AAAAAAAAAYs/Tz2hjXCI80s/s200/culto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381868390572787874" /&gt;&lt;/a&gt; É possível concluir lendo os textos bíblicos que cessou o dom de línguas conforme o ensino do Novo Testamento. Pensemos nos seguintes motivos:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1. Em todas as ocorrências são idiomas ou dialétos inteligíveis que eram falados por algum grupo étnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O seu caráter sempre era homilético-revelacional ao lado do dom de profecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A natureza SOBRENATURAL do dom aponta para o fato de que os que usufruiam dele não haviam APRENDIDO, nem sido CONDICIONADOS, nem mesmo SUGESTIONADOS por comportamento ou, qualquer outro motivo artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Como qualquer outro dom, todos têm a finalidade de edificar o CORPO e não somente o indivíduo. Na Escritura a edificação ordinariamente ocorre pelo ENTENDIMENTO inteligível da Palavra de Deus, e não pelo estímulo sensorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Dentro da Igreja de Corinto [a mais problemática do NT] haviam crentes que realmente tinham recebido o dom de línguas, e outros que imitavam por motivo de orgulho. Paulo nos capítulos 12-14 orienta os verdadeiros, ironiza o falso, e organiza a bagunça que se encontrava naquela comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUINDO:&lt;br /&gt;1. Há uma diferença copérnica entre o verdadeiro dom de línguas como ocorria no NT e estas estranhas [e quase bizarras] manifestações ininteligíveis e emocionalistas que ocorrem contemporaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O que temos hoje, e isto pode ser verificado por qualquer lingüista, é que não existe mais o "dom de línguas" como no NT. Qualquer um pode chegar a esta conclusão mesmo sem um conhecimento técnico ou teórico de linguística. A moderna prática de "línguas" nas igrejas é a emissão de sons inarticulados, ininteligíveis, grunidos, rosnados, cacarecos, zunidos e toda sorte de sonorização que são qualquer coisa, menos que uma comunicação proposicional que é composta por pronomes, substantivos, verbos, adjetivos, sujeito e predicado e, etc.. É possível categorizar estes sons ininteligíveis de qualquer coisa menos do que uma língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Estes estranhos sons nada comunicam à alma, porque nada passa pela mente. As palavras nada mais são do que idéias vestidas de símbolos sonoros. A mente perfeita e infinitamente sábia do Espírito não produziria tão desordenada ação visando a edificação pela confusão de sons desarticulados. A Palavra de Deus comunica através de palavras humanas, produzindo no homem uma disposição divina, e isto em momento algum dispensa o uso do entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Em toda a história da redenção sabemos que a revelação, comunicada e inspirada pelo Espírito Santo, é normativamente chamada de PALAVRA DE DEUS. O dom de línguas no NT era um meio revelacional, de modo que, a sua manifestação se dava pela comunicação de palavras reveladas (falavam das grandesas de Deus) aos ouvintes que entendiam em sua própria língua materna. As línguas do NT não eram sons inarticulados, de modo que somente os sentimentos, ou uma forma generalizada de sensações santas eram comunicadas à percepção do indivíduo, deixando-o decifrar qual era a "intenção" do Espírito. De fato, neste dom "a Palavra de Deus" era revelada num idioma não aprendido, mas sobrenaturalmente dotado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-9072279920174372759?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/9072279920174372759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=9072279920174372759' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/9072279920174372759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/9072279920174372759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/09/linguas-e-profecias-hoje-algumas.html' title='Línguas e profecias hoje? - algumas proposições'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SrA8yW_-iKI/AAAAAAAAAYs/Tz2hjXCI80s/s72-c/culto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-7622029281497103755</id><published>2009-09-13T15:25:00.005-04:00</published><updated>2009-09-13T15:40:17.115-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><title type='text'>Amigos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/Sq1KDwOVVhI/AAAAAAAAAYk/TPjkKfL8PhE/s1600-h/2DSC03818.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/Sq1KDwOVVhI/AAAAAAAAAYk/TPjkKfL8PhE/s400/2DSC03818.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381038558122694162" /&gt;&lt;/a&gt; Tenho a alegria de trabalhar com dois colegas que são realmente meus amigos! O da esquerda é o Rev. Mauro Pereira da Silva, recém chegado aqui em Porto Velho, e está nos auxiliando como pastor da Congregação Presbiteriana de Eldorado. Homem de convicções firmes e transparente em suas opiniões. Um servo que veio somar conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À direita está o Rev. Rogério Bernini Jr, saiu do Seminário Presbiteriano Brasil Central - extensão JiParaná, e foi convidado para ser pastor auxiliar na IP Central de Porto Velho. Um exímio músico e apreciador da boa liturgia reformada. O seu amadurecimento tem nos surpreendido e muito nos alegrado, e a sua dedicação pastoral é notória em nossa igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvo ao nosso Senhor que nos uniu neste valoroso trabalho que é o ministério pastoral. Tenho vivido dias de alegria e edificação de ter colegas, pastores e verdadeiros amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.* Este do meio aí sou eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-7622029281497103755?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/7622029281497103755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=7622029281497103755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7622029281497103755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/7622029281497103755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/09/amigos.html' title='Amigos'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/Sq1KDwOVVhI/AAAAAAAAAYk/TPjkKfL8PhE/s72-c/2DSC03818.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-900666535103273062</id><published>2009-09-11T11:30:00.007-04:00</published><updated>2009-09-11T11:44:57.127-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Contemporânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Bíblica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hermenêutica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grego'/><title type='text'>Tradição e calvinistas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SqpvpeQiICI/AAAAAAAAAYU/V66YhdlDJXA/s1600-h/Assembl%C3%A9ia+Westminster.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SqpvpeQiICI/AAAAAAAAAYU/V66YhdlDJXA/s200/Assembl%C3%A9ia+Westminster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380235463135207458" /&gt;&lt;/a&gt; A palavra tradição procede do latim &lt;em&gt;traditione&lt;/em&gt; que sob influência do vocábulo grego &lt;em&gt;parádosis&lt;/em&gt; significa “entregar” ou “transmitir”. O Novo Testamento quando se refere à tradição cristã usando o verbo grego &lt;em&gt;paradidômi&lt;/em&gt; consiste basicamente da “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd vs.3). O substantivo é usado pelo menos com significados diferentes:[1]&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;1. Ao reprovado o ensino dos mestres da Lei (Mt 15:2-3, 6; Mc 7:3, 5, 8-9, 13; Gl 1:14). Cristo julgava distorções, ou até mesmo contradições a interpretação que os rabinos faziam do Antigo Testamento.&lt;br /&gt;2. Indica a permanente instrução dos apóstolos quanto à autoridade e ordem no culto (1 Co 11:2), a participação da Ceia do Senhor (1 Co 11:23), a doutrina em geral (2 Ts 2:15), em questões de conduta diária (2 Ts 3:6).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetir e transmitir são atos que exigem que o conteúdo esteja intacto, ou seja, que não seja uma mensagem &lt;em&gt;mutatis mutantis&lt;/em&gt;. Por isso, as igrejas reformadas sustentam o lema &lt;em&gt;ecclesia reformata semper reformanda est &lt;/em&gt;mas, não &lt;em&gt;fides reformata et semper reformanda est&lt;/em&gt;. Alterar o conteúdo do ensino bíblico não é reforma, mas corrupção doutrinária (Veja a Confissão de Fé de Westminster I.6 e 10).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A tradição precisa ser ouvida e consultada como &lt;em&gt;contexto&lt;/em&gt; e não como &lt;em&gt;conteúdo&lt;/em&gt;. Noutro lugar G.J. Spykman defende a importância da tradição comentando que ela “é o canal histórico-cultural por meio do que os teólogos cristãos respondem aos requerimentos da Palavra de Deus em seus empreendimentos dogmáticos.”[2]O contexto histórico possibilita o nosso entendimento de como a doutrina teve progresso e como foi usada no decorrer dos séculos. Segundo a concepção reformada da tradição ela deve preservar a fidelidade aos ensinamentos da Escritura Sagrada contra qualquer inovação que corrompa ou distorça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;[1] Walter Bauer, &lt;em&gt;A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature&lt;/em&gt; (Chicago, The University of Chicago Press, 2ªed., 1979), págs. 615-616.&lt;br /&gt;[2] Gordon J. Spykman, &lt;em&gt;Teologia Reformacional - un nuevo paradigma para hacer la Dogmatica&lt;/em&gt;(Grand Rapids, TELL, 1996), pág. 5.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-900666535103273062?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/900666535103273062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=900666535103273062' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/900666535103273062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/900666535103273062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/09/tradicao-e-calvinistas.html' title='Tradição e calvinistas'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/SqpvpeQiICI/AAAAAAAAAYU/V66YhdlDJXA/s72-c/Assembl%C3%A9ia+Westminster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-8561368421803920017</id><published>2009-09-09T12:17:00.004-04:00</published><updated>2009-09-09T18:35:15.532-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pneumatologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia do NT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><title type='text'>Carta aberta: línguas e profecias hoje?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/Sqgtk1rNVNI/AAAAAAAAAYM/nSAbCqynsaw/s1600-h/B%25C3%25ADblia%2BSagrada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 163px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/Sqgtk1rNVNI/AAAAAAAAAYM/nSAbCqynsaw/s200/B%25C3%25ADblia%2BSagrada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379599865800905938" /&gt;&lt;/a&gt; Amados irmãos em Cristo&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como presbiterianos subscrevemos os Padrões de Westminster. Todos os membros ao serem recebidos, ou os oficiais da nossa denominação ao serem ordenados ou instalados em seu exercício de mandato, é requerido em seus votos de ordenação crêr na suficiência das Escrituras Sagradas [sola scriptura - única regra de fé e prática, ou seja, não submissão a tradição, à leis humanas ou qualquer espécie de novas revelações] e, subscrever os documentos doutrinários de Westminster. Todos verbalmente se comprometem, e publicamente assumem o solene compromisso de ensinar, defender e viver a nossa herança Reformada. Todavia, a ética é evidenciada com incoerência. Não poucos desdizem na prática, quando não pelo ensino cousas contrárias ao que cremos e confessamos. Isto é triste, vergonhoso e motivo de confusão em nosso arraial presbiteriano. Por isso, não vejo verdadeira paz neste contexto disseminado em várias regiões de nossa pátria.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma doutrina claramente ensinada na Confissão de Fé de Westminster é a da cessação dos "dons revelacionais", isto é, os dons de línguas e profecias. Cremos que os dons de serviço destinam-se à edificação da Igreja, e são para hoje. Todavia, os meios revelacionais cessaram com o fechamento do cânon das Escrituras. Ao consumar a escrita do livro de Apocalipse, Deus cessa a continuidade da comunicação da revelação verbal que iniciou a escrever em Moisés (Ap 22:18-19). Ele não mais concede outras revelações além daquela que se encontra na Escritura. Os meios revelacionais alcançam o seu propósito e findam a sua utilidade. Leiamos o que declara a Confissão de Fé de Westminster no capítulo I, no parágrafo 1 que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, &lt;strong&gt;em diversos tempos e diferentes modos&lt;/strong&gt;, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, &lt;strong&gt;foi igualmente servido fazê-la escrever toda.&lt;/strong&gt; Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, &lt;strong&gt;tendo cessado aqueles antigos modos de Deus revelar &lt;/strong&gt;a sua vontade ao seu povo (Ref. - Sl 19:1-4; Rm 1:32 e 2:1, e 1:19-20 e 2:14-15; 1 Co 1:21 e 2:13-14; Hb 1:1-2; Lc 1:3-4; Rm 15:4; Mt 4:4, 7, 10; Is 8:20; 1 Tm 3:I5; 2 Pe 1:19).&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Temos a Escritura Sagrada e ela é suficiente para nos revelar, salvar, orientar, determinar, corrigir, educar segundo o santo propósito de Deus (2 Tm 3:16-17). Não necessitamos de nada além das Escrituras. Também não podemos submeter a nossa consciência a nada que além, contrário ou intencionando substituir a Escritura Sagrada, como inequívoca PALAVRA DE DEUS. Somente a Escritura é a Palavra de Deus. Isto significa sola scriptura!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Negar a obra do Espírito Santo é algo perigoso, mas atribuir à Ele o que não Lhe pertence é gravíssimo, porque é colocar mentira na boca do Senhor! (Jr 23:9-40; Ez 13:1-16; Gl 1:6-9). Por isso, temo e tremo agir contra o Senhor Deus. É fato que o falso não pode anular o que é verdadeiro, mas, o falso mesmo tendo aparência de verdade continuará sempre sendo mentira (2 Ts 2:7-12).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esta carta não se dirige a um destinatário especifíco. Ela é uma carta aberta. Mas tenciona somente recordar o nosso compromisso, identidade e fidelidade aos votos realizados em nossa aceitação como membros, e duplamente por aqueles que se tornaram oficiais da IPB. Assim, não desejo provocar contenda, mas esclarecimento, paz e edificação contra toda confusão que seja causada em nosso arraial presbiteriano. Espero não errar em lembrar aos irmãos no que cremos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por isso, declaro sola scriptura, sola gratia, sola fide, solo christos, soli Deo gloria, aqui permaneço e firmo a minha consciência, levando-a cativa sob a autoridade exclusiva da Escritura Sagrada, a única revelação da Palavra de Deus preservada para o nosso conforto eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu servo, em Cristo o Senhor da Igreja.&lt;br /&gt;Rev. Ewerton B. Tokashiki,&lt;br /&gt;Pastor da Igreja Presbiteriana de Porto Velho - Porto Velho/RO.&lt;br /&gt;Professor de Teologia Sistemática do SPBC - Extensão Ji Paraná/RO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-8561368421803920017?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/8561368421803920017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=8561368421803920017' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/8561368421803920017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/8561368421803920017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/09/carta-aberta-linguas-e-profecias-hoje.html' title='Carta aberta: línguas e profecias hoje?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/Sqgtk1rNVNI/AAAAAAAAAYM/nSAbCqynsaw/s72-c/B%25C3%25ADblia%2BSagrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-3332571149949630600</id><published>2009-06-12T18:02:00.003-04:00</published><updated>2009-06-12T18:13:50.726-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica Romana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia do NT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Bíblica'/><title type='text'>Bispos ou presbíteros?</title><content type='html'>Há alguma diferença quantos aos termos “bispo” e “presbítero”? O Novo Testamento ou os pais da Igreja nos primeiros séculos do Cristianismo faziam uma distinção hierárquica, ou entendiam estes dois termos como sendo intercambiáveis? Há evidência bíblica e histórica apontam para o fato de que estas palavras são consideradas sinônimas, apresentando diferente nuança de função, mas não em grau de autoridade. O historiador T.M. Lindsay observa que o termo bispo “não é, durante o primeiro século, o termo técnico de um oficial; antes, ela é a palavra que descreve o ofício, isto é, o que o ancião realiza.”[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clemente de Roma menciona os termos gregos &lt;em&gt;episcopos&lt;/em&gt;, geralmente traduzido por bispo ou supervisor, e &lt;em&gt;presbyteros&lt;/em&gt;, como sendo sinônimos. Ele afirma que "os nossos apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério. Os que foram estabelecidos por eles ou por outros homens eminentes, com a aprovação de toda a igreja, e que serviram irrepreensivelmente ao rebanho de Cristo, com humildade, calma e dignidade, e que durante muito tempo receberam o testemunho de todos, achamos que não é justo demiti-los de suas funções. Para nós, não seria culpa leve se exonerássemos do episcopado aqueles que apresentaram os dons de maneira irrepreensível e santa. Felizes os presbíteros que percorreram seu caminho e cuja vida terminou de modo fecundo e perfeito. Eles não precisam temer que alguém os afaste do lugar que lhes foi designado."[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais antigo manual de catecúmenos, conhecido como Didaquê, instrui que “escolham para vocês bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados, porque eles também exercem para vocês o ministério de profetas e mestres.”[3] Novamente, usa-se o título de bispo em lugar de presbíteros para se referir ao mesmo oficial. Não é ao sistema episcopal que os autores da Didaquê fazem menção, pois estes bispos eram eleitos pela igreja, e não por um colégio episcopal. Podemos aceitar a conclusão do anglicano J.B. Lightfoot ao reconhecer que “na linguagem do Novo Testamento o mesmo ofício na Igreja é chamada indistintamente tanto por ‘bispo’ (episkopos) e ‘ancião’ ou ‘presbítero’ (presbyteros).”[4]  É possível comparar as evidências em algumas passagens bíblicas (At 14:23; 20:17, 28; Fp 1:1; Tt 1:5-7; 1 Pe 1-2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;[1] T.M. Lindsay, &lt;em&gt;The Church and Ministry in the Early Centuries &lt;/em&gt;(London, Hodder and Stoughton Publishing, 1903), p. 155.&lt;br /&gt;[2] Clemente de Roma in: &lt;em&gt;Padres Apostólicos &lt;/em&gt;(São Paulo, Ed. Paulus, 1995), vol. 1, p. 54-55.&lt;br /&gt;[3] Didaquê in: &lt;em&gt;Padres Apostólicos &lt;/em&gt;(São Paulo, Ed. Paulus, 1995), vol. 1, p. 358.&lt;br /&gt;[4] J.B. Lightfoot, &lt;em&gt;Saint Paul’s Epistle to the Philippians&lt;/em&gt; (Grand Rapids, Zondervan Publishing House, 1956), p. 95.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-3332571149949630600?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/3332571149949630600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=3332571149949630600' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3332571149949630600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/3332571149949630600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/06/bispos-ou-presbiteros.html' title='Bispos ou presbíteros?'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-2471262551397692607</id><published>2009-05-21T21:02:00.005-04:00</published><updated>2009-05-21T21:16:35.323-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cosmovisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apologética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calvinismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Teologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da Igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presbiterianismo'/><title type='text'>A Confissão de Fé da Guanabara</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/ShX8iJo9TMI/AAAAAAAAAW8/0389RjHSVkQ/s1600-h/Froment.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 77px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/ShX8iJo9TMI/AAAAAAAAAW8/0389RjHSVkQ/s200/Froment.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338450596951051458" /&gt;&lt;/a&gt; Escrita por Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e André la Fon &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 7 de março de 1557 chegou a Guanabara um grupo de huguenotes (calvinistas franceses) com o propósito de ajudar a estabelecer um refúgio para os calvinistas perseguidos na França. Perseguidos também na Guanabara em virtude de sua fé reformada, alguns conseguiram escapar; outros, foram condenados à morte por Villegaignon, foram enforcados e seus corpos atirados de um despenhadeiro, em 1558. Antes de morrer, entretanto, foram obrigados a professar por escrito sua fé, no prazo de doze horas, respondendo uma série de perguntas que lhes foram entregues. Eles assim o fizeram, e escreveram a primeira confissão de fé na América (ver Apêndice 2), sabendo que com ela estavam assinando a própria sentença de morte. [1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEXTO DA CONFISSÃO &lt;/strong&gt;[2]&lt;br /&gt;Segundo a doutrina de S. Pedro Apóstolo, em sua primeira epístola, todos os cristãos devem estar sempre prontos para dar razão da esperança que neles há, e isso com toda a doçura e benignidade, nós abaixo assinados, Senhor de Villegaignon, unanimemente (segundo a medida de graça que o Senhor nos tem concedido) damos razão, a cada ponto, como nos haveis apontado e ordenado, e começando no primeiro artigo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Cremos em um só Deus, imortal, invisível, criador do céu e da terra, e de todas as coisas, tanto visíveis como invisíveis, o qual é distinto em três pessoas: o Pai, o Filho e o Santo Espírito, que não constituem senão uma mesma substância em essência eterna e uma mesma vontade; o Pai, fonte e começo de todo o bem; o Filho, eternamente gerado do Pai, o qual, cumprida a plenitude do tempo, se manifestou em carne ao mundo, sendo concebido do Santo Espírito, nasceu da virgem Maria, feito sob a lei para resgatar os que sob ela estavam, a fim de que recebêssemos a adoção de próprios filhos; o Santo Espírito, procedente do Pai e do Filho, mestre de toda a verdade, falando pela boca dos profetas, sugerindo as coisas que foram ditas por nosso Senhor Jesus Cristo aos apóstolos. Este é o único Consolador em aflição, dando constância e perseverança em todo bem. Cremos que é mister somente adorar e perfeitamente amar, rogar e invocar a majestade de Deus em fé ou particularmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. Adorando nosso Senhor Jesus Cristo, não separamos uma natureza da outra, confessando as duas naturezas, a saber, divina e humana nele inseparáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. Cremos, quanto ao Filho de Deus e ao Santo Espírito, o que a Palavra de Deus e a doutrina apostólica, e o símbolo,[3] nos ensinam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV. Cremos que nosso Senhor Jesus Cristo virá julgar os vivos e os mortos, em forma visível e humana como subiu ao céu, executando tal juízo na forma em que nos predisse no capítulo vinte e cinco de Mateus, tendo todo o poder de julgar, a Ele dado pelo Pai, sendo homem. E, quanto ao que dizemos em nossas orações, que o Pai aparecerá enfim na pessoa do Filho, entendemos por isso que o poder do Pai, dado ao Filho, será manifestado no dito juízo, não todavia que queiramos confundir as pessoas, sabendo que elas são realmente distintas uma da outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V. Cremos que no santíssimo sacramento da ceia, com as figuras corporais do pão e do vinho, as almas fiéis são realmente e de fato alimentadas com a própria substância do nosso Senhor Jesus, como nossos corpos são alimentados de alimentos, e assim não entendemos dizer que o pão e o vinho sejam transformados ou transubstanciados no seu corpo, porque o pão continua em sua natureza e substância, semelhantemente ao vinho, e não há mudança ou alteração. Distinguimos todavia este pão e vinho do outro pão que é dedicado ao uso comum, sendo que este nos é um sinal sacramental, sob o qual a verdade é infalivelmente recebida. Ora, esta recepção não se faz senão por meio da fé e nela não convém imaginar nada de carnal, nem preparar os dentes para comer, como santo Agostinho nos ensina, dizendo: “Porque preparas tu os dentes e o ventre? Crê, e tu o comeste.” O sinal, pois, nem nos dá a verdade, nem a coisa significada; mas Nosso Senhor Jesus Cristo, por seu poder, virtude e bondade, alimenta e preserva nossas almas, e as faz participantes da sua carne, e de seu sangue, e de todos os seus benefícios. Vejamos a interpretação das palavras de Jesus Cristo: “Este pão é meu corpo.” Tertuliano, no livro quarto contra Marcião, explica estas palavras assim: “este é o sinal e a figura do meu corpo.” Santo Agostinho diz: “O Senhor não evitou dizer: — Este é o meu corpo, quando dava apenas o sinal de seu corpo.” Portanto, (como é ordenado no primeiro cânon do Concílio de Nicéia), neste santo sacramento não devemos imaginar nada de carnal e nem nos distrair no pão e no vinho, que nos são neles propostos por sinais, mas levantar nossos espíritos ao céu para contemplar pela fé o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus, sentado à destra de Deus, seu Pai. Neste sentido podíamos jurar o artigo da Ascensão, com muitas outras sentenças de Santo Agostinho, que omitimos, temendo ser longas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI. Cremos que, se fosse necessário pôr água no vinho, os evangelistas e São Paulo não teriam omitido uma coisa de tão grande conseqüência. E, quanto ao que os doutores antigos têm observado (fundamen¬tando-se sobre o sangue misturado com água que saiu do lado de Jesus Cristo, desde que tal observância não tem fundamento na Palavra de Deus, visto mesmo que depois da instituição da Santa Ceia isso aconteceu), nós não podemos hoje admitir necessariamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII. Cremos que não há outra consagração senão a que se faz pelo ministro, quando se celebra a ceia, recitando o ministro ao povo, em linguagem conhecida, a instituição desta ceia literalmente, segundo a forma que nosso Senhor Jesus Cristo nos prescreveu, admoestando o povo quanto à morte e paixão do nosso Senhor. E mesmo, como diz santo Agostinho, a consagração é a palavra de fé que é pregada e recebida em fé. Pelo que, segue-se que as palavras secretamente pronunciadas sobre os sinais não podem ser a consagração como aparece da instituição que nosso Senhor Jesus Cristo deixou aos seus apóstolos, dirigindo suas palavras aos seus discípulos presentes, aos quais ordenou tomar e comer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII. O santo sacramento da ceia não é alimento para o corpo como para as almas (porque nós não imaginamos nada de carnal, como declaramos no artigo quinto) recebendo-o por fé, a qual não é carnal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX. Cremos que o batismo é sacramento de penitência, e como uma entrada na igreja de Deus, para sermos incorporados em Jesus Cristo. Representa-nos a remissão de nossos pecados passados e futuros, a qual é adquirida plenamente, só pela morte de nosso Senhor Jesus. De mais, a mortificação de nossa carne aí nos é representada, e a lavagem, representada pela água lançada sobre a criança, é sinal e selo do sangue de nosso Senhor Jesus, que é a verdadeira purificação de nossas almas. A sua instituição nos é ensinada na Palavra de Deus, a qual os santos apóstolos observaram, usando de água em nome do Pai, do Filho e do Santo Espírito. Quanto aos exorcismos, abjurações de Satanás, crisma, saliva e sal, nós os registramos como tradições dos homens, contentando-nos só com a forma e instituição deixada por nosso Senhor Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X. Quanto ao livre arbítrio, cremos que, se o primeiro homem, criado à imagem de Deus, teve liberdade e vontade, tanto para bem como para mal, só ele conheceu o que era livre arbítrio, estando em sua integridade. Ora, ele nem apenas guardou este dom de Deus, assim como dele foi privado por seu pecado, e todos os que descendem dele, de sorte que nenhum da semente de Adão tem uma centelha do bem. Por esta causa, diz São Paulo, o homem natural não entende as coisas que são de Deus. E Oséias clama aos filho de Israel: “Tua perdição é de ti, ó Israel.” Ora isto entendemos do homem que não é regenerado pelo Santo Espírito. Quanto ao homem cristão, batizado no sangue de Jesus Cristo, o qual caminha em novidade de vida, nosso Senhor Jesus Cristo restitui nele o livre arbítrio, e reforma a vontade para todas as boas obras, não todavia em perfeição, porque a execução de boa vontade não está em seu poder, mas vem de Deus, como amplamente este santo apóstolo declara, no sétimo capítulo aos Romanos, dizendo: “Tenho o querer, mas em mim não acho o realizar.” O homem predestinado para a vida eterna, embora peque por fragilidade humana, todavia não pode cair em impenitência. A este propósito, S. João diz que ele não peca, porque a eleição permanece nele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI. Cremos que pertence só à Palavra de Deus perdoar os pecados, da qual, como diz santo Ambrósio, o homem é apenas o ministro; portanto, se ele condena ou absolve, não é ele, mas a Palavra de Deus que ele anuncia. Santo Agostinho, neste lugar diz que não é pelo mérito dos homens que os pecados são perdoados, mas pela virtude do Santo Espírito. Porque o Senhor dissera aos seus apóstolos: “recebei o Santo Espírito;” depois acrescenta: “Se perdoardes a alguém os seus pecados,” etc. &lt;br /&gt;Cipriano diz que o servo não pode perdoar a ofensa contra o Senhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XII. Quanto à imposição das mãos, essa serviu em seu tempo, e não há necessidade de conservá-la agora, porque pela imposição das mãos não se pode dar o Santo Espírito, porquanto isto só a Deus pertence. No tocante à ordem eclesiástica, cremos no que S. Paulo dela escreveu na primeira epístola a Timóteo, e em outros lugares. &lt;br /&gt;XIII. A separação entre o homem e a mulher legitimamente unidos por casamento não se pode fazer senão por causa de adultério, como nosso Senhor ensina (Mateus 19:5). E não somente se pode fazer a separação por essa causa, mas também, bem examinada a causa perante o magistrado, a parte não culpada, se não podendo conter-se, deve casar-se, como São Ambrósio diz sobre o capítulo sete da Primeira Epístola aos Coríntios. O magistrado, todavia, deve nisso proceder com madureza de conselho. &lt;br /&gt;XIV. São Paulo, ensinando que o bispo deve ser marido de uma só mulher, não diz que não lhe seja lícito tornar a casar, mas o santo apóstolo condena a bigamia a que os homens daqueles tempos eram muito afeitos; todavia, nisso deixamos o julgamento aos mais versados nas Santas Escrituras, não se fundando a nossa fé sobre esse ponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XV. Não é lícito votar a Deus, senão o que ele aprova. Ora, é assim que os votos monásticos só tendem à corrupção do verdadeiro serviço de Deus. É também grande temeridade e presunção do homem fazer votos além da medida de sua vocação, visto que a santa Escritura nos ensina que a continência é um dom especial (Mateus 15 e 1 Coríntios 7). Portanto, segue-se que os que se impõem esta necessidade, renunciando ao matrimônio toda a sua vida, não podem ser desculpados de extrema temeridade e confiança excessiva e insolente em si mesmos. E, por este meio tentam a Deus, visto que o dom da continência é em alguns apenas temporal, e o que o teve por algum tempo não o terá pelo resto da vida. Por isso, pois, os monges, padres e outros tais que se obrigam e prometem viver em castidade, tentam contra Deus, por isso que não está neles o cumprir o que prometem. São Cipriano, no capítulo onze, diz assim: “Se as virgens se dedicam de boa vontade a Cristo, perseverem em castidade sem defeito; sendo assim fortes e constantes, esperem o galardão preparado para a sua virgindade; se não querem ou não podem perseverar nos votos, é melhor que se casem do que serem precipitadas no fogo da lascívia por seus prazeres e delícias.” Quanto à passagem do apóstolo S. Paulo, é verdade que as viúvas tomadas para servir à igreja, se submetiam a não mais casar, enquanto estivessem sujeitas ao dito cargo, não que por isso se lhes reputasse ou atribuísse alguma santidade, mas porque não podiam bem desempenhar os deveres, sendo casadas; e, querendo casar, renunciassem à vocação para a qual Deus as tinha chamado, contudo que cumprissem as promessas feitas na igreja, sem violar a promessa feita no batismo, na qual está contido este ponto: “Que cada um deve servir a Deus na vocação em que foi chamado.” As viúvas, pois, não faziam voto de continência, senão porque o casamento não convinha ao ofício para que se apresentavam, e não tinha outra consideração que cumpri-lo. Não eram tão constrangidas que não lhes fosse antes permitido casar que se abrasar e cair em alguma infâmia ou desonestidade. Mas, para evitar tal inconveniência, o apóstolo São Paulo, no capítulo citado, proíbe que sejam recebidas para fazer tais votos sem que tenham a idade de sessenta anos, que é uma idade normalmente fora da incontinência. Acrescenta que os eleitos só devem ter sido casados uma vez, a fim de que por essa forma, tenham já uma aprovação de continência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVI. Cremos que Jesus Cristo é o nosso único Mediador, intercessor e advogado, pelo qual temos acesso ao Pai, e que, justificados no seu sangue, seremos livres da morte, e por ele já reconciliados teremos plena vitória contra a morte. &lt;br /&gt;Quanto aos santos mortos, dizemos que desejam a nossa salvação e o cumprimento do Reino de Deus, e que o número dos eleitos se complete; todavia, não nos devemos dirigir a eles como intercessores para obterem alguma coisa, porque desobedeceríamos o mandamento de Deus. Quanto a nós, ainda vivos, enquanto estamos unidos como membros de um corpo, devemos orar uns pelos outros, como nos ensinam muitas passagens das Santas Escrituras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVII. Quanto aos mortos, São Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, no capítulo quatro, nos proíbe entristecer-nos por eles, porque isto convém aos pagãos, que não têm esperança alguma de ressuscitar. O apóstolo não manda e nem ensina orar por eles, o que não teria esquecido se fosse conveniente. S. Agostinho, sobre o Salmo 48, diz que os espíritos dos mortos recebem conforme o que tiverem feito durante a vida; que se nada fizeram, estando vivos, nada recebem, estando mortos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a resposta que damos aos artigos por vós enviados, segundo a medida e porção da fé, que Deus nos deu, suplicando que lhe praza fazer que em nós não seja morta, antes produza frutos dignos de seus filhos, e assim, fazendo-nos crescer e perseverar nela, lhe rendamos graças e louvores para sempre. Assim seja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon, André la Fon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;* Extraído de Paulo R. B. Anglada, &lt;em&gt;Sola Scriptura: A Doutrina Reformada das Escrituras &lt;/em&gt;(São Paulo: Editora Os Puritanos, 1998), 190-197.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] O relato da história dos mártires huguenotes no Brasil, bem como a Confissão de Fé que escreveram, encontra-se no livro A Tragédia da Guanabara: História dos Protomartyres do Christianismo no Brasil, traduzido por Domingos Ribeiro; de um capítulo intitulado On the Church of the Believers in the Country of Brazil, part of Austral America: Its Affliction and Dispersion, do livro de Jean Crespin: l’ Histoire des Martyres, originalmente publicado em 1564. Este livro, por sua vez, é uma tradução de um pequeno livro: Histoire des choses mémorables survenues en le terre de Brésil, partie de l’ Amérique australe, sous le governement de N. de Villegaignon, depuis l’ an 1558, publicado em 1561, cuja autoria é atribuída a Jean Lery, um dos huguenotes que vieram para o Brasil em 1557, o qual também publicou outro livro sobre sua viagem ao Brasil: Histoire d’an voyage fait en la terre du Brésil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] O texto foi transcrito de Jean Crespin, A Tragédia da Guanabara; História dos Protomartyres do Christianismo no Brasil, 65-71. O português antigo de Domingos Ribeiro (o tradutor) foi atualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Uma referência ao Credo Apostólico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o nosso endereço.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33672368-2471262551397692607?l=doutrinacalvinista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/feeds/2471262551397692607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33672368&amp;postID=2471262551397692607' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2471262551397692607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33672368/posts/default/2471262551397692607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutrinacalvinista.blogspot.com/2009/05/confissao-de-fe-da-guanabara.html' title='A Confissão de Fé da Guanabara'/><author><name>Ewerton B. Tokashiki</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15289965314429187847</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/TPATjLomdAI/AAAAAAAAAgE/0HnZD8UsSt4/S220/Eu__foto1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/ShX8iJo9TMI/AAAAAAAAAW8/0389RjHSVkQ/s72-c/Froment.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33672368.post-4875452177583404694</id><published>2009-05-20T22:10:00.002-04:00</published><updated>2009-05-20T22:15:16.244-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia Exegética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eclesiologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teologia pastoral'/><title type='text'>O caráter irrepreensível do presbítero</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/ShS4gwxUkfI/AAAAAAAAAWE/Rjgsx8tMA8w/s1600-h/comenius.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 109px; height: 130px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ylDOBNwRDPs/ShS4gwxUkfI/AAAAAAAAAWE/Rjgsx8tMA8w/s200/comenius.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338094331327975922" /&gt;&lt;/a&gt; O presbítero é um &lt;em&gt;episcopos&lt;/em&gt;, isto é, um supervisor do rebanho de Deus. Ele tem a responsabilidade de supervisionar interna e externamente a comunidade que está sob os seus cuidados. A sua supervisão tem uma natureza interna porque ele precisa olhar entre as ovelhas como elas estão, e como se comportam, e se estão saudáveis espiritual, moral e doutrinariamente. Ele deve se informar se as famílias sob o seu pastoreio estão vivendo de acordo com a Palavra de Deus. Ao mesmo tempo, ele tem o dever de supervisionar externamente contra os lobos, os falsos mestres e alertar o rebanho contra todo falso profeta, bem como os ventos de doutrina que se aproximam do seu redil. Para exercer o seu chamado, o presbítero necessita de autoridade, senão
